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Colégio de Aplicação tira a nota mais alta do Brasil no Ideb 2019 para o Ensino Médio

Na avaliação dos anos finais do Ensino Fundamental, do 6º ao 9º ano, o CAp e a Escola de Aplicação do Recife, da UPE, tiveram a maior nota em Pernambuco (8,3)

O Colégio de Aplicação (CAp) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) obteve a nota mais alta do Brasil, em relação ao Ensino Médio, no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2019, divulgado ontem (15) pelo Ministério da Educação (MEC), com a nota 7,7. Na avaliação dos anos finais do Ensino Fundamental, do 6º ao 9º ano, o CAp e a Escola de Aplicação do Recife, ligada à Universidade de Pernambuco (UPE), tiveram a maior nota do Ideb em Pernambuco (8,3) entre todas as escolas públicas e privadas.

O Ideb é calculado com base no fluxo escolar (taxa de aprovação, reprovação e abandono) e no desempenho de estudantes nas disciplinas de Português e Matemática. “Como o colégio não está ligado a uma rede de ensino (municipal ou estadual), isso cria uma certa autonomia na gestão escolar. Entretanto, o colégio não dispõe de recursos próprios para se manter, sendo o apoio da gestão da universidade o fator decisivo na manutenção da estrutura e dos serviços escolares”, afirma o diretor do CAp, Erinaldo Carmo.

Para o professor, outro diferencial é o fato de os alunos poderem interagir com professores e alunos da graduação e pós-graduação. “Por exemplo, os professores de Física, Química e Biologia do colégio levam os alunos para laboratórios dos cursos de Ensino Superior. Também há professores da Universidade que trabalham suas pesquisas tendo os estudantes do Colégio de Aplicação como pesquisadores de iniciação científica”, explica o diretor, que destaca também o tamanho das turmas, com 30 alunos, como fator positivo.

Erinaldo Carmo destaca que outro fator importante a ser considerado é que cada professor atua exclusivamente na sua área de formação. “O professor de Matemática precisa ter a formação em Matemática e o professor de Física precisa ser formado em Física. Com isso, um professor não pode dar aula em outra disciplina que não a de sua formação acadêmica, ainda que sejam disciplinas próximas”, afirma, destacando também o papel dos técnicos. “Eles não fazem a aula, mas participam diretamente da formação ampliada dos alunos”.

Para o diretor, a colocação no índice se deve a uma preocupação com a formação geral do estudante. “Essa colocação na avaliação nacional não é resultante de um trabalho voltado especificamente para isso. Quero dizer, o colégio não forma para essas avaliações de larga escala. Não tem uma preparação para isso. As disciplinas que são cobradas na Prova Brasil (Língua Portuguesa e Matemática) não recebem ais incentivos que as aulas de dança, música, teatro, etc.”, esclarece. As taxas de evasão e retenção são muito próximas de zero.

META – De acordo com o diretor estratégico de Planejamento, Avaliação e Gestão da UFPE, Jansen Campos, o Ideb do Colégio de Aplicação para os anos finais do Ensino Fundamental (8,3) ficou um pouco abaixo de sua meta para 2019, que era de 8,7, e bem acima da média nacional (5,7), nordestina (5,2) e pernambucana (5,1). Já o Ideb do CAp para o Ensino Médio (7,7) ficou próximo da meta para 2021, de 7,8, e bem acima da média nacional (4,2), nordestina (3,9) e pernambucana (4,5).

Data da última modificação: 16/09/2020, 17:44