Sobre Sobre

A Coleção de Culturas Micoteca URM do Departamento de Micologia do Centro de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Pernambuco foi fundada em 1954 pelo Prof. Augusto Chaves Batista, utilizando óleo mineral (Sherf, 1943) como método de preservação das amostras de fungos.
De 1967 à 1990, essa Coleção esteve sob a responsabilidade das Profas. Maria Auxiliadora de Queiroz Cavalcanti e Maria José dos Santos Fernandes e de 1990 à 1999 apenas da Profa. Dra. Maria Auxiliadora de Queiroz Cavalcanti. Atualmente, a Profa. Cristina Maria de Souza Motta é a responsável pela Micoteca URM. Em 1988, essa Coleção foi reestruturada e teve a maioria das amostras revisadas quanto aos aspectos taxonômicos e de viabilidade, através de apoio financeiro da FINEP e do CNPq, bem como foi beneficiada com a implantação de mais dois métodos de preservação: liofilização (Raper & Alexander, 1945) e água destilada esterilizada (Castellani, 1938).

Atualmente, os métodos de preservação em óleo mineral e por liofilização estão sendo utilizados em todas as amostras (fungos filamentosos e leveduras), enquanto que o de Castelani, apenas para os Zygomycetes e para as espécies patógenas ao homem e aos animais. Atualmente, o acervo consta de aproximadamente 8.000 culturas de fungos, sendo cerca de 1.300 leveduras e 6.700 fungos filamentosos, todas identificadas ao nível de espécie e mantidas em duplicata em cada método de preservação. O acervo consta de aproximadamente 201 espécies de leveduras e cerca de 1.200 de fungos filamentosos, pertencentes aos Oomycota, Zygomycota, Ascomycota, Basidiomycota e Deuteromycota (Fungos anamorfos).

A Micoteca está registrada no Commonwealth Mycological Institute (CMI) sob a sigla URM (University Recife Mycologia) e é filiada ao World Directory of Collections of Culture of Microrganisms (WFCC) sob o Nº 604. Esta Coleção está citada em vários catálogos, destacando-se os do American Type Culture Collection (ATCC), do Institute for Fermentation em Osaka no Japão (IFO) e do WFCC no Japão.

As amostras de fungos que compõem esta Coleção foram fornecidas por cientistas do próprio Departamento, incluindo-se o Prof. Augusto Chaves Batista e Colaboradores, e de outras instituições de ensino e/ou pesquisa, nacionais e internacionais, sendo provenientes dos mais diversos substratos e ambientes, tais como solo, folhedo, vegetais, água, homem, outros animais, etc. Em 1996, foi publicado a 3ª edição do Catálogo da Coleção de Culturas Micoteca URM, onde estão relacionadas as amostras de fungos com respectivos número de registro, ano de estoque e métodos e métodos de preservação.

Além de receber amostras de fungos para fazer parte do acervo, a Micoteca URM atende a pedidos de fornecimento de amostras, isolamento e identificação de fungos e, treinamento de estudantes e profissionais na área de taxonomia de fungos. Estes pedidos são procedentes de instituições de ensino e/ou pesquisa, nacionais e internacionais; de laboratórios que utilizam amostras de fungos em testes para fabricação de medicamentos e dos que realizam diagnóstico de micoses; e da comunidade em geral.

Sendo uma Coleção de referência, a Micoteca URM está caracterizando as amostras estocadas, quanto a aspectos de genética molecular e biotecnológicos, tais como, produção de enzimas, ácidos orgânicos, utilização no controle biológico de pragas de plantas; e quanto à características de patogenicidade, através de projetos desenvolvidos por alunos de graduação e pós-graduação (mestrado e doutorado) do país.