O Programa O Programa

ATUALIZADO em 20 de julho de 2018, com as novas linhas de pesquisa.

 

O Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos (PPGDH), na UFPE, está vinculado ao Centro de Artes e Comunicação (CAC) e, na CAPES, ao Comitê de Área Interdisciplinar, podendo oferecer Curso de Mestrado Acadêmico.

Estruturado pedagogica e cientificamente em uma área de concentração Direitos Humanos, o PPGDH tem por linhas de pesquisa:

 

Linha de Pesquisa 1 – Democracia, Educação em Direitos Humanos e Cidadania

Apresenta as bases conceituais, históricas e sociopolíticas de democracia, direitos humanos e educação em direitos humanos no processo de afirmação da cidadania, em uma perspectiva interdisciplinar. Desenvolve estudos e pesquisas sobre temáticas vinculadas à linha e relacionadas às políticas públicas em educação em direitos humanos e direito à cidade na relação Estado e sociedade civil, contemplando a diversidade sociocultural.

Linha de Pesquisa 2 – Direitos Humanos, Cultura de Paz e Justiça Restaurativa

Pesquisas em torno dos temas Cultura e educação para a paz; Diálogo, comunicação não violenta e resolução de conflitos; Modelos autocompositivos e sistêmicos na justiça e nas instituições educativas; práticas restaurativas e políticas públicas, bem como segurança e cárcere no contexto da garantia de direitos - modelos disciplinares e de cuidado inovadores.

Linha de pesquisa 3 – Direitos Humanos, Processos Identitários, Alteridade e Movimentos Sociais

Direitos humanos, Processos identitários, Alteridade e Movimentos sociais são os quatro grandes pilares de trabalho. Seja numa perspectiva teórico-especulativa própria das ciências humanas e da filosofia, seja numa dimensão argumentativa tecida a partir das reflexões provindas dos movimentos sociais e políticos, debates fundamentais aos estudos contemporâneos relacionados às questões de gênero, etnias e a problemática da violência e criminalidade, como desafios à discussão dos Direitos Humanos. A diversidade de pensamento e de posturas teóricas representam a perspectiva da linha e sugerem as muitas faces das discussões a respeito dos Direitos humanos.

 

A principal meta do PPGDH é capacitar/formar profissionais ao exercício da pesquisa, difusão e defesa dos direitos humanos, para a consecução da qual tem por objetivos:

  • promover e difundir a cultura dos direitos humanos;
  • promover a formação continuada de profissionais atuantes no setor público e na sociedade civil, ampliando a realização de ações promotoras dos direitos humanos nos mais diferentes contextos da vida humana;
  • promover a interação institucional e de pesquisadores no âmbito nacional e internacional.

 

Nossa Logomarca é criação de Cristiana Lacerda que aplicou como parâmetros pictogramas relativos ao imaginário coletivo popular de ‘Direitos Humanos’ e de ‘Cultura da Paz’. Da pesquisa foram identificados pictogramas relativos aos 'Direitos Humanos' que simbolizam 'mãos dadas', 'aperto de mãos', 'abraços coletivos' e congêneres e, quanto à ‘Cultura da Paz’, a 'pomba' configurou como referência no imaginário social. Assim, o pictograma remete artisticamente à xilogravura (atrelando à simplicidade e ao regionalismo) e representa uma 'mão' e, ao mesmo tempo, uma 'pomba'.

Histórico

A Comissão de Direitos Humanos Dom Hélder Câmara, reconhecida no âmbito da UFPE pelo Conselho Universitário, através da Resolução 1/2000, como órgão de relevante utilidade pública em Defesa dos Direitos Humanos, é um colegiado de caráter deliberativo e operativo, vinculado à diretoria do Centro de Artes e Comunicação (CAC). Essa Comissão tem como objetivo principal promover a divulgação dos e o respeito aos Direitos Humanos no âmbito da Universidade, em particular, e da Sociedade, em geral; bem como subsidiar e apoiar a inclusão de conteúdos favoráveis à preservação dos e o respeito aos Direitos Humanos nas disciplinas curriculares dos cursos, através de assessoramento científico e pedagógico (Resolução 1/2000-ConUniv-UFPE).

Os professores fundadores, bem como os que se uniram posteriormente à Comissão, formam o núcleo fundante da proposta de criação do Programa de Pós-graduação em Direitos Humanos (PPGDH) da UFPE. Desse modo, o corpo docente tem sua origem ou na participação na Comissão de Direitos Humanos Dom Hélder Câmara, ou na união advinda do desenvolvimento conjunto de projetos temáticos de pesquisa e de extensão sobre o campo em tela.

Na medida em que a Comissão de Direitos Humanos foi desenvolvendo suas atividades, surgiram demandas para a realização de palestras, debates, conferências e cursos, tanto no plano local, quanto regional, nacional e até internacional. Entre uma das ações locais de peso desta Comissão, está a criação da disciplina interinstitucional ( eletiva para todos os cursos de graduação da UFPE) "Educar para os Direitos Humanos". Sem dúvida, esta disciplina foi uma das atividades precursoras dessa proposta, pois propiciou aos docentes que a ministram a convergência de ideias suficientes à elaboração de projetos de ensino, pesquisa e extensão no âmbito da UFPE. A CDHDHC tem uma experiência de mais de dez anos promovendo o ensino e a pesquisa em Direitos Humanos, nomeadamente através da disciplina interdepartamental eletiva “Educar para os Direitos Humanos” e do curso de extensão à distância para professores do ensino fundamental: “Curso de Extensão Universitária em Educação para a Diversidade, com ênfase em Direitos Humanos”.

Em novembro de 2008, um grupo integrado por pessoas da Fundação Joaquim Nabuco e da Associação dos Juízes para a Democracia foi recebido pela Comissão para tratar de uma proposta de oferta de curso de Especialização em Direitos Humanos, ainda não concretizada. Deste então, a Comissão começou a estudar o atendimento às demandas sociais de qualificação profissional e intelectual neste campo temático. Numa das reuniões da Comissão, questionadas as exigências e complexidade para se realizar uma especialização na UFPE, surgiu a ideia de se propor um curso de mestrado profissional. Desde então, essa nova proposta teve espaço na Comissão e foi integrando novos docentes e seus grupos de pesquisa. Todos se dedicaram à elaboração de um projeto de mestrado profissional, repensado após muita discussão, e transformado em mestrado acadêmico tendo em vista o perfil do profissional altamente qualificado que se deseja formar. No caso, a Comissão entendeu que um mestrado acadêmico dava conta de modo mais eficaz da formação interdisciplinar, reflexiva e questionadora dos que se dedicam à temática dos direitos humanos, na perspectiva de construção de uma cultura voltada para a paz.