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HC participa da campanha mundial de combate às doenças tropicais negligenciadas

O infectologista e chefe do Serviço de Doenças Infectoparasitárias (DIP) do HC, Paulo Sérgio Ramos, explica detalhes sobre essas doenças

Foto: Unidade de Comunicação do HC/Ebserh

Paulo Sérgio alerta que doenças podem evoluir para quadro grave

A partir deste ano, o dia 30 de janeiro é considerado o Dia Mundial das Doenças Tropicais Negligenciadas (DTNs), sendo lançada a campanha #beatNTDs, e o Hospital das Clínicas da UFPE, vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), está participando da ação. A data marca a luta e o combate a essas doenças, além de estimular o incentivo a maiores investimentos em pesquisas e na assistência prestada às pessoas portadoras dessas enfermidades. As DTNs são causadas por agentes infecciosos ou parasitas e são consideradas endêmicas em populações de baixa renda. O Brasil concentra dez das principais doenças tropicais que são consideradas negligenciadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O infectologista e chefe do Serviço de Doenças Infectoparasitárias (DIP) do HC, Paulo Sérgio Ramos, explica detalhes sobre essas doenças.

O que são as Doenças Tropicais Negligenciadas?
As doenças tropicais negligenciadas são doenças ocasionadas por vírus, bactérias e parasitas, que acometem indivíduos, populações abaixo da linha da pobreza, geralmente, de países pobres que não têm um bom nível de investimento na promoção à saúde nem no tratamento dessas morbidades.

Por que existe uma data específica para essas doenças?
Em uma conferência, que ocorreu no mês de abril do ano passado, foi determinada a necessidade de se ter uma data a partir deste ano, de 2020, para mobilizar maior atenção e investimentos para pesquisas e tratamentos, para que possamos visualizar, em longo prazo, uma redução dessa carga que tanto compromete a qualidade de vida das pessoas.

Quais são as doenças tropicais negligenciadas?
Ao todo, são elencadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), 20 doenças. São elas: úlcera de buruli; doença de chagas; dengue e chicungunha, doença do verme da Guiné; equinococose; trematodíase de origem alimentar; tripanossomíase humana africana; leishmaniose; hanseníase; filariose linfática; micetoma, cromoblastomicose e outras micoses profundas; oncocercose; raiva; sarna e outros ectoparasitas; esquistossomose; helmintíases transmitidas pelo solo; ambiente de picada de cobra; taeníase/cisticercose; tracoma e bouba.

Quais são as principais doenças negligenciadas que o HC oferece atendimento?
O Hospital das Clínicas da UFPE oferece atendimento para esquistossomose; dengue, chicungunha; leishmaniose; hanseníase; filariose e helmintíases transmitidas pelo solo.

Essas doenças são muito graves? O que podem ocasionar no indivíduo?
Se o indivíduo não for tratado rapidamente e de modo adequado, essas doenças podem, sim, evoluir para um quadro mais grave. Temos dois grupos: o das doenças que podem levar a morte, como é o caso da dengue grave, e o grupo das doenças que podem causar o comprometimento das habilidades físicas e morbidades crônicas, como é o caso da hanseníase. O ideal é que elas sejam tratadas rapidamente e adequadamente. 

 

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Esta semana, o Notícias do Campus também falou sobre o Dia Mundial das Doenças Tropicais Negligenciadas, grupo de patologias que ameaça mais de 1,5 bilhão de pessoas no mundo. Confira o programa no SoundCloud com apresentação de Joyce Olimpo e Maria Eduarda Araújo.

 

Data da última modificação: 03/02/2020, 10:05