Sobre Sobre

O Departamento

O departamento congrega várias atividades de ensino, pesquisa e extensão. Oferece componentes curriculares para diversos cursos da UFPE e dispõe de 15 professores efetivos que ministram aulas de Desenho Representativo, Operacional e Normativo, aos seguintes cursos: Licenciatura em Expressão Gráfica, Arquitetura e Urbanismo, Bacharelado e Licenciatura em Matemática, Química Industrial e Engenharias: de Alimentos, Elétrica, Eletrônica, de Energia, Cartográfica, Civil, de Materiais, Mecânica, de Minas, Naval, de Produção e Química.

História

Em 1946, com a fundação da Universidade do Recife, que reunia vários campos de saber já institucionalizados, cada faculdade que lidava com Geometria Gráfica possuía um departamento que era responsável por essa área de conhecimento.

Em 1965, quando a Universidade do Recife foi integrada ao grupo de instituições federais do novo sistema de educação do País, recebendo a denominação de Universidade Federal de Pernambuco - UFPE, os departamentos estavam espalhados pelas faculdades e, consequentemente, os que tratavam da Geometria Gráfica também se encontravam divididos entre as faculdades.

Com a inauguração do Centro de Artes e Comunicação, em 1976, a área gráfica se reuniu em torno do Departamento de Desenho.

O Departamento de Desenho tinha sob sua responsabilidade as áreas de conhecimento da Geometria Gráfica e do desenvolvimento de projetos de produtos. Por essa razão, os cursos de Licenciatura em Desenho e de Desenho Industrial, tinham seus professores lotados nesse departamento. Dentre os professores da década de 70, podemos destacar os nomes dos professores Manuel Caetano, Fernando Menezes, Honorina Lima, Reginaldo Esteves, Felipo Melia, Antônio Pedro Didier, José Noberto Castro Silva, Edson Lima Edmundo Barros, Severino Aragão, Adalberto Canha, Maurício Castro, Paulo Vaz, Gildo Montenegro, Carlos Alberto Cunha e Mario Duarte.

Ao longo dos anos, com as evoluções dos campos de conhecimento, outras áreas de pesquisa surgiram, de modo que o Departamento de Desenho, no final da década de 90, foi dividido em dois departamentos. Um continuou sendo o Departamento de Desenho e o outro passou a ser chamado de Departamento de Design, o qual reuniu algumas áreas de conhecimento do Departamento de Teoria da Arte e Expressão Artística. Ao primeiro departamento continuou cabendo o saber referente à Geometria Gráfica, e ao segundo foram destinados os conteúdos referentes ao desenvolvimento de projetos de produtos e à programação visual.

Em face das novas perspectivas e transformações no campo da Geometria Gráfica, em 2005, o Departamento muda de nome, adotando a denominação de Departamento de Expressão Gráfica, no sentido de tentar melhor definir o campo de conhecimento sob sua responsabilidade.

Atualmente, o Departamento de Expressão Gráfica é responsável por componentes presentes nos currículos de diversos cursos de graduação da UFPE, os quais contemplam saberes da Geometria Bidimensional e Tridimensional, distribuídos nos cursos de: Licenciatura em Expressão Gráfica, Arquitetura e Urbanismo, Bacharelado e Licenciatura em Matemática, Química Industrial e Engenharias: de Alimentos, Elétrica, Eletrônica, de Energia, Cartográfica, Civil, de Materiais, Mecânica, de Minas, Naval, de Produção e Química.

Licenciatura em Expressão Gráfica

Histórico do curso LEG

Em 2006, o Ministério da Educação implantou novas exigências para os cursos nacionais de formação de professores. A reflexão sobre a formação desse profissional perpassou necessariamente pelo Projeto Pedagógico e abrangeu não apenas questões científicas. Diante disso, e também, devido as constantes e profundas transformações sociais, o Colegiado do Curso de entendeu que havia a necessidade de reformular a estrutura curricular do Curso. Esse processo resultou no início do processo de extinção do Curso de Licenciatura em Desenho e Plástica e implantação de um novo curso: o de Licenciatura em Expressão Gráfica (LEG).

Dessa forma, entra em vigor no primeiro semestre do ano de 2010 o Curso de Licenciatura em Expressão Gráfica (perfil 106.1 – 1), cujo perfil do profissional licenciado era mais voltado para a Geometria Gráfica e suas aplicações e, portanto, mais adaptado à realidade e demandas vigentes naquele momento.

O curso de LEG, como todo curso de licenciatura é voltado para a formação de professores para a Educação Básica. Até 2005 a Educação Básica incluía os Ensinos Fundamental e Médio, no entanto, após a resolução Nº 1, de fevereiro de 2005, a Educação Básica passou a incluir o Ensino Técnico. Assim, o ensino médio integrado definido como “Educação Profissional de nível técnico” passou a ser denominado de “Educação Profissional Técnica de nível médio”, representando um novo, promissor e extremamente importante campo de trabalho para os licenciados em Expressão Gráfica.

Visando atender esse novo mercado de trabalho representado pelo Ensino Técnico, foi elaborado um novo perfil curricular (106.2 – 1) que entrou em vigor no primeiro semestre do ano de 2013. Buscando aprimorar e flexibilizar a identidade do curso de LEG, o novo perfil permite a escolha, por parte do aluno, dentre cinco eixos de aprofundamento: (1) Artes Visuais; (2): Arquitetura; (3) Design; (4) Engenharias, e (5) Tecnologias Computacionais. Tendo como foco específico a Geometria, estudada graficamente, e as suas aplicações.

Componentes curriculares

Site do curso

Antiga licenciatura em Desenho e Plástica

O curso de Licenciatura em Desenho e Plástica originou-se do curso de “Professorado em Desenho” da Universidade do Recife, que teve a sua criação em 19 de maio de 1951, com as matrículas sendo iniciadas em 16 de fevereiro do ano seguinte, e era sediado na Escola de Belas Artes.

Segundo os registros apontados em documentos que tratam de reformas do curso de Licenciatura em Desenho e Plástica, o curso de Professorado em Desenho foi criado em função da deficiência didática de engenheiros e arquitetos, que tradicionalmente lecionavam Desenho. Consta ainda nos registros que

o retrocesso no ensino do Desenho começou quando, na década de 40, todas as disciplinas de matemática foram unificadas. A geometria ficou como última unidade do programa de cada série. Acumulada uma deficiência em seu suporte teórico, ainda persistiu o Desenho como disciplina obrigatória dos cursos ginasial e científico nas décadas de 50 e 60; mas, cada vez mais reduzida à simples memorização de receitas de traçado. Assim mesmo, os cursos superiores ainda remediavam a situação. Nos anos 60 os cursos de engenharia, ainda incluíam em seu currículo mais de 500 horas de disciplinas específicas de Desenho. A essa altura a demanda pelo curso de Professorado em Desenho já então denominado LICENCIATURA, era bastante reduzida. Numa tentativa de conquistar um mercado de trabalho mais amplo, que atraísse melhores candidatos ao vestibular, tal curso foi transformado em LICENCIATURA EM DESENHO E PLÁSTICA, absorvendo assim o curso superior de PINTURA E ESCULTURA, que vinha funcionando sem o reconhecimento do MEC, durante muitos anos, na Escola de Belas Artes (documentos da reforma de 1999).

Com a emissão de Leis e pareceres do CFE houve algumas interpretações sobre o status que a disciplina de desenho dentro do currículo escolar que vieram a ter como conseqüência a exclusão do Desenho das provas dos vestibulares ao ensino superior na década de 70. Implicando essa ação na retirada da disciplina dos currículos escolares, uma vez que a lei facultava a tais escolas a inclusão ou não de disciplinas não exigidas nos concursos vestibulares.

Com a criação da “Licenciatura em Educação Artística”, que contava com uma formação polivalente e outra específica contemplando as áreas de “Música”, “Teatro”, “Artes Plásticas” e “Desenho”, o curso de “Professorado de Desenho” foi fechado. Por motivos de diversas ordens, quer no sentido de não haver uma demanda ou pôr não ser possível formar o professor polivalente que se pretendia, a partir da década de 80 começou-se a restaurar as antigas licenciaturas específicas. E em 1983 a UFPE reativou o curso de “Licenciatura em Desenho e Plástica”.

Em 1993 o curso passou por uma profunda mudança no seu perfil (válido para ingressante a partir de 1994.1), com o objetivo de buscar adequar-se às necessidades do mercado, aproximando o seu egresso das então denominadas “novas tecnologias”, vinculadas aos instrumentos computacionais. As mudanças realizadas também se refletiram positivamente nas discussões levadas a efeito nos congressos promovidos pela então ABPGDDT (Associação Brasileira de Professores de Geometria Descritiva e Desenho Técnico), atual ABEG (Associação Brasileira de Expressão Gráfica).

No primeiro semestre de 2001, entrou em vigor um novo perfil, com a implantação de um elenco de disciplinas eletivas, inexistente nos perfis anteriores. Tal alteração teve como finalidade a flexibilização do currículo, além da possibilidade de interação dos estudantes com outras áreas do conhecimento que faziam interface com o curso. Entretanto, diante das dificuldades enfrentadas por esta instituição com relação ao seu quadro docente, as disciplinas eletivas acabaram funcionando, na prática, como obrigatórias.

Diante das constantes e profundas transformações sociais, o colegiado do curso propôs a extinção do curso de Licenciatura em Desenho e Plástica e a criação do curso de Licenciatura em Expressão Gráfica, com caráter bem mais inovador. Desta feita, a última turma de alunos via vestibular teve seu ingresso em 2009, com 20 vagas anuais na 1ª entrada.