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UFPE e Correios lançam selo comemorativo de 25 anos da Comissão de Direitos Humanos Dom Hélder Câmara
Selo pode ser adquirido em todas as unidades dos Correios
A Comissão de Direitos Humanos Dom Hélder Câmara (CDHDHC) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em parceria com o Ministérios das Comunicações, por meio da Superintendência Estadual de Pernambuco da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, promoveu o lançamento do selo de 25 anos na manhã da quarta (12). O órgão, ligado desde 2022 ao Gabinete do Reitor, tem como objetivo coordenar e realizar estudos, pesquisas e atividades de extensão e assistenciais relativas aos direitos do ser humano. O selo comemorativo pode ser adquirido em todas as unidades dos Correios.
A cerimônia de lançamento do selo, realizada no Auditório João Alfredo, no prédio da Reitoria, contou com autoridades do estado, gestores de instituições de ensino superior pernambucanas, profissionais e estudiosos envolvidos com os direitos humanos, além dos fundadores e integrantes da comissão. Presentes na mesa de honra estavam o reitor Alfredo Gomes; o vice-reitor Moacyr Araújo; o superintendente estadual dos Correios em Pernambuco, Ricardo Santos; a reitora da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Maria José de Sena; a presidente-diretora da CDHDHC Maria José de Matos Luna; a procuradora do Ministério do Trabalho de Pernambuco, Débora Tito; o secretário executivo de Prevenção e Cultura Cidadã da Prefeitura do Recife, Paulo Moraes; e a representante da Comissão, Sara Lima, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos da UFPE.
Para Maria José Luna, a solenidade tem por objetivo resgatar e resguardar a memória da Comissão dos Direitos Humanos. “A memória é um processo psicológico fundamental para que a qualidade de vida exista, pois é a base do aprendizado e da adaptação ao mundo. Ela também é responsável pela construção da identidade pessoal e social. É uma forma de contar a sua história de vida para as próximas gerações. A perda da memória social pode representar o fim da identidade de uma sociedade. É necessário, portanto, a reconstrução dessa memória, apresentando aos indivíduos que dela fizeram parte esse sentimento de que nós somos esses sujeitos atuantes dentro do meio social. Essa é a justificativa de qualquer conselho comemorativo para os 25 anos da Comissão de Direitos Humanos”, explica.
Acesse aqui o álbum de fotos da cerimônia, de autoria de Widma Sandrelly, da Ascom UFPE.
MEMÓRIA – A presidente-diretora da comissão fez um breve histórico do órgão e explicou que a comissão foi pensada a partir de um plano estratégico do Centro de Artes e Comunicação (CAC). Sua criação foi aprovada pelo conselho departamental daquele centro e formalizada por portaria ainda em 1998. “Em sessão solene, em 1998, no âmbito do primeiro encontro de extensão, realizado no CAC, foi oficializada pelo nosso reitor na ocasião, Mozart Neves Ramos, que, assertivamente, encampou a ideia. E aí os nossos agradecimentos ao professor Mozart Neves Ramos”, lembra. “Os dirigentes do Centro de Artes [e Comunicação] – sensíveis às problemáticas dos direitos humanos e, ainda, na tentativa de educar para uma vivência e uma convivência mais humana, mais respeitosa, mais fraterna e igualitária nos relacionamentos no dia a dia em todos os ambientes, nas salas de aula, nos gabinetes, nos diversos setores administrativos – abriram discussões e reflexões sobre as temáticas dos direitos humanos. Seu espaço foi inaugurado no térreo do Centro de Artes e Comunicação”, conta. A Comissão de Direitos Humanos estava vinculada ao CAC mas, desde 2022, passou a integrar o Gabinete do Reitor.
Ricardo Santos comemorou a parceria com a universidade e com a comissão e lembrou o simbolismo do lançamento do selo comemorativo. “Ao longo de sua trajetória, essa comissão tem sido espaço essencial na defesa dos direitos humanos, mantendo viva a memória e o legado de Dom Hélder, um símbolo de coragem, justiça e compromisso com os mais vulneráveis. Hoje os Correios reafirmam um papel como agentes de preservação da memória e da história do Brasil. O selo que lançamos não é apenas um registro filatérico, mas um tributo duradouro que elevará a mensagem desta celebração a todos os cantos do país. A filateria tem essa força única, perpetuar valores, reconhecer trajetórias e inspirar gerações futuras. Parabenizamos a UFPE e a comissão por essa caminhada de 25 anos em defesa dos direitos humanos. Que o selo seja mais do que uma lembrança, mas o símbolo do compromisso contínuo com a dignidade, a justiça e a construção de uma sociedade mais fraterna”, afirmou o superintendente.
DESAFIOS – Para Alfredo, a universidade tem o desafio de fortalecer a pauta dos direitos humanos dentro e fora dela. “A gente precisa fortalecer, por exemplo, práticas em defesa dos direitos humanos, revisões bibliográficas, publicações, seminários, a cultura de paz, então tudo isso que a comissão já vem fazendo, mas precisamos também pisar do lado de fora dos muros da universidade. A comissão vem fazendo isso, essa importante tarefa de congregar outros movimentos sociais, outras comissões, outros grupos, para fortalecer essa pauta para além das universidades. Reunir essa força é absolutamente essencial para que nós possamos ter mais êxito na construção de uma cultura de paz, na construção de uma cultura democrática nesse país. Quero desejar vida longa à Comissão de Direitos Humanos Dom Hélder Câmara, que tem o reconhecimento nacional e internacional por tudo o que fez, pela simbologia que tem no campo dos direitos humanos”, destaca o reitor.
Moacyr Araújo reafirmou a importância de momentos como o do lançamento do selo comemorativo de 25 anos da CDHDHC. Para o vice-reitor, a cerimônia é um ato político que serve para reforçar o papel dos direitos humanos no atual momento histórico. “Esse ato que nós estamos vivenciando agora é um ato também de parabenização por todo esse esforço, 25 anos não são dois anos e meio. Mas também é um momento político. É um momento político importante para nós reforçarmos o que de fato nós acreditamos e precisamos. Nós precisamos fazer mais atos, nós precisamos fazer mais momentos em que a gente reforce a importância da gente ter os direitos humanos como uma regra absoluta e uma regra que nós temos que viver cotidianamente. Então, essa é a mensagem que eu queria passar hoje: a importância de nós festejarmos, sim, mas a importância de nós termos isso no nosso dia a dia em contrapartida a todo esse momento de crises que a gente está passando”, declarou o vice-reitor.
LEGADO – Paulo Moraes, em sua fala, celebrou as mulheres que representaram a comissão presentes à mesa de honra da solenidade, Sara, Débora e Maria José Luna. “Sobre a comissão e seu trabalho propriamente de fortalecer lutas e movimentos, formar novos quadros de direitos humanos e se colocar como bastião da defesa da justiça e da paz, uma primeira coisa me vem à mente: como ela tem honrado o nome e o legado do seu patrono, o Dom da Paz. A trincheira em que esta comissão se estabeleceu é a continuidade do trabalho de Dom Hélder. E o dignifica ao manter vivo em nosso estado a chama da esperança por tempos melhores, em especial nos tempos de crise que temos vivido”, declarou o secretário. Maria José Sena também aproveitou para celebrar o legado da comissão. “Quero parabenizar você, Maria [presidente-diretora da CDHDHC] e todas as outras pessoas que passaram por essa comissão, toda a sua equipe, parabenizar a UFPE por ter essa comissão tão atuante e fazendo a diferença na vida de tanta gente, na vida inclusive e principalmente desta comunidade”, comemorou a reitora da UFRPE.
A CDHDHC atua em atividades de ensino, pesquisa e extensão de maneira integrada com os departamentos da UFPE há 25 anos. O setor também conta com parcerias públicas e privadas. Suas ações em defesa de direitos fundamentais e na promoção da cultura de paz se destacam em Pernambuco e no país. Colaboram com a comissão professores, pesquisadores, estudantes, técnicos-administrativos e membros da sociedade civil. O nome da comissão foi escolhido em homenagem a Dom Hélder Pessoa Câmara, bispo católico e arcebispo emérito de Olinda e Recife, entre 1964 e 1985, falecido em 1999. Dom Hélder defendeu os direitos humanos durante o regime militar brasileiro e pregou por uma igreja voltada aos mais pobres. Recebeu muitos prêmios nacionais e internacionais e ajudou a fundar a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
*Foto da arte: Widma Sandrelly / Ascom UFPE