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O jornalista e romancista Raul Pompéia

Há 155 anos, nascia em Angra dos Reis, RJ, o romancista RAUL POMPÉIA.

Raul de Ávila Pompeia nasceu em Angra dos Reis, RJ, em 12 de abril de 1863. Era filho do advogado Antônio de Ávila Pompeia e de Rosa Teixeira Pompeia. Transferiu-se cedo, com a família, para o Rio de Janeiro e foi internado no Colégio Abílio, dirigido pelo educador Abílio César Borges, o Barão de Macaúbas – cenário e personagem de seu romance O Ateneu. Logo se distingue como aluno aplicado, com o gosto dos estudos e leituras, bom desenhista e caricaturista, que redigia e ilustrava do próprio punho o jornalzinho O Archote. Em 1879, transferiu-se para o Colégio Pedro II, para fazer os preparatórios, e onde se projetou como orador e publicou o seu primeiro livro, Uma tragédia no Amazonas (1880).

Em 1881 matricula-se na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo, entrando em contato com o ambiente literário e as ideias reformistas da época. Engajou-se nas campanhas abolicionista e republicana, tanto nas atividades acadêmicas como na imprensa. Tornou-se amigo de Luís Gama, o famoso abolicionista, tornando-se seu secretário. Escreveu em jornais de São Paulo e do Rio de Janeiro. Ainda em São Paulo publicou, no Jornal do Comércio, as Canções sem metro, poemas em prosa, parte das quais foi reunida em volume, de edição póstuma. Também publicou, em folhetins da Gazeta de Notícias, a novela antimonárquica As joias da Coroa.

Por questões políticas, é reprovado no 3º ano, em 1883. Segue com 93 acadêmicos para o Recife e ali concluiu o curso de Direito em 10 de outubro de 1885, mas não exercendo a advocacia. De volta ao Rio de Janeiro em 1885, dedicou-se ao jornalismo, escrevendo crônicas, folhetins, artigos, contos e participando da vida boêmia das rodas intelectuais.

Decretada a Abolição, em que se empenhara, passou a dedicar-se à campanha favorável à implantação da República. Em 1889, colaborou em A Rua, de Pardal Mallet, e no Jornal do Comércio. Proclamada a República, foi nomeado professor de mitologia da Escola Nacional de Belas Artes e, logo a seguir, diretor da Biblioteca Nacional. No jornalismo, revelou-se um florianista exaltado, grande jacobino que era, em oposição a intelectuais do seu grupo, como Pardal Mallet e Olavo Bilac. Com a morte de Floriano, em 1895, foi demitido da direção da Biblioteca Nacional, acusado de desacatar a pessoa do então Presidente da República, Prudente de Morais no explosivo discurso pronunciado em seu enterro. Meses depois, o jornalista Luís Murat escreve artigo referindo-se ao funeral, com críticas à conduta de Pompeia, apoiando sua demissão e insinuando covardia no desfecho do duelo com Bilac. Deprimido, em 25 de dezembro de 1895, suicida-se com um tiro no coração.

Fontes:

ARQUIVO DA FACULDADE DE DIREITO DO RECIFE. Guia de transferência e registro de carta de bacharel de Raul de Ávila Pompéia.

http://www.academia.org.br/academicos/raul-pompeia

http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa4305/raul-pompeia

Data da última modificação: 09/11/2018, 13:10