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Graça Aranha - O escritor, jurista e diplomata brasileiro

Há 152 anos, nascia o escritor, jurista e diplomata brasileiro - Graça Aranha. Conhecido por ser um dos organizadores da Semana de Arte Moderna ocorrida em 1922, em São Paulo, além de autor pré-modernista e Imortal da Academia Brasileira de Letras.

José Pereira da Graça Aranha natural de Maranhão - nasceu em 21 de junho de 1868, filho de Temístocles da Silva Maciel Aranha e de Maria da Glória da Graça. Os estudos primários foram realizados nos liceus do Maranhão.

Ingressou no curso de Ciências Jurídicas e Sociais na Faculdade de Direito do Recife - em 1882, numa época agitada pelas ideias de Tobias Barreto que teve influência predominante na sua formação pessoal e de escritor. Suas afinidades eram principalmente quanto à Abolição e à República. Como também, o poeta republicano Martins Júnior a quem apoiara quando da eleição do representante dos acadêmicos da Faculdade de Direito do Recife. Sendo assim, Graça se auto definiu: “Fui abolicionista, republicano, anarquista, aliado, modernista e revolucionário”. (ARANHA, 1968, p. 575).

Recebeu o grau de Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, em 26 de novembro de 1886 - como segue a imagem abaixo:


Imagem do Livro de Registro de diplomas de bacharéis (1881 - 1894).

Mudou-se para o Rio de Janeiro, exercendo por algum tempo a magistratura, em Campos, no Rio de Janeiro e em seguida, em Porto Cachoeiro, no Espírito Santo.

A amizade com Joaquim Nabuco o levou a ser nomeado membro fundador da Academia Brasileira de Letras, em 1896, sem ter ainda publicado nenhum livro, contrariando o estatuto. Ocupou a cadeira n.º 38, cujo patrono foi Tobias Barreto.

Em seguida, Graça Aranha entrou para o Itamaraty. Como diplomata, desempenhou várias missões em Londres, Oslo, Haia e Paris, entre os anos de 1900 e 1920.

Graça Aranha faleceu no Rio de Janeiro, no início da noite de uma segunda-feira - 26 de janeiro de 1931 - com 62 anos, vítima de um edema pulmonar e sepultado no Cemitério de São João Batista (Rio de Janeiro).

Obras de Graça Aranha:  Canaã, romance, 1902; Malazarte, teatro, 1911; A Estética da Vida, ensaio, 1921; O Espírito Moderno, ensaio, 1925; Futurismo, manifesto, 1927; A Viagem Maravilhosa, romance, 1927; O Meu Próprio Romance, memórias, 1931; O Manifesto dos Mundos Sociais, 1935.

Fontes consultadas:

>> Academia Brasileira de Letras - http://www.academia.org.br/academicos/graca-aranha/biografia

>> BARBOSA, Virgínia. Graça Aranha. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. https://pesquisaescolar.fundaj.gov.br/pt-br/personalidades-do-mes/graca-aranha

>>Lista geral dos estudantes matriculados na Faculdade de Direito do Recife de 1882 – Acervo do Arquivo da FDR

>>Lista geral dos bacharéis e doutores que tem obtido o respectivo grau na Faculdade de Direito do Recife, de junho de 1931 a dezembro de 1941 – Acervo do Arquivo da FDR

>> Livro de Registro de diplomas de bacharéis (1881 - 1894) - pg. 110v – Acervo do Arquivo da FDR

 

Data da última modificação: 31/07/2020, 08:12