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Ariano Suassuna - escritor e dramaturgo brasileiro.

Em 16 de junho de 1927, nasceu Ariano Vilar Suassuna, no Palácio do Governo do Estado da Paraíba. O arquivo do CCJ-FDR tem sob sua custódia, vários documentos referente a Ariano, tais como, certidão de idade, ficha de aluno com a história acadêmica, fotografias, entre outros.
Ariano Suassuna, além de advogado foi dramaturgo, romancista, ensaísta, poeta, professor, secretário de cultura e membro da academia Brasileira de Letras, sendo o sexto ocupante da Cadeira nº 32, eleito em 3 de agosto de 1989, na sucessão de Genolino Amado e recebido em 9 de agosto de 1990 pelo Acadêmico Marcos Vinicios Vilaça.

Grande pensador e defensor da Cultura Popular Brasileira, foi o idealizador do Movimento Armorial (movimento que leva à academia as expressões genuínas da cultura popular no âmbito da literatura, artes visuais (sobretudo através das xilogravuras), pintura, cerâmica, escultura, dança, música, tapeçaria e cinema.

Autor de vasta obra literária, as de maior conhecimento público são as obras teatrais, como "O Auto da Compadecida" (1955), que ganhou versão cinematográfica em setembro de 2000, "Uma Mulher Vestida de Sol" (1947), "O Casamento Suspeitoso" (1957) e "A Pena e a Lei" (1959) - peça premiada no Festival Latino-Americano de Teatro em 1969. O Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta é a ficção mais amplamente conhecida do autor. Veja a lista com todas as obras de Ariano no site da Academia Brasileira de Letras (www.academia.org.br/academicos/ariano-suassuna/bibliografia).

Ariano faleceu no dia 23 de julho de 2014, no Recife, aos 87 anos.

"LÁPIDE"

Quando eu morrer, não soltem meu Cavalo
nas pedras do meu Pasto incendiado:
fustiguem-lhe seu Dorso alardeado,
com a Espora de ouro, até matá-lo.
Um dos meus filhos deve cavalgá-lo
numa Sela de couro esverdeado,
que arraste pelo Chão pedroso e pardo
chapas de Cobre, sinos e badalos.
Assim, com o Raio e o cobre percutido,
tropel de cascos, sangue do Castanho,
talvez se finja o som de Ouro fundido
que, em vão – Sangue insensato e vagabundo —
tentei forjar, no meu Cantar estranho,
à tez da minha Fera e ao Sol do Mundo!

Ariano Suassuna

Soneto "LÁPIDE" de Ariano Suassuna, declamado pelo autor, com fotos do Parque de Esculturas Ilumiara Pedra do Reino, em São José do Belmonte-PE.

Fonte: Soneto "LÁPIDE"

BLOG DE GILBERTO CRUVINEL. CRUVINEL, Gilberto. "Lápide", por Ariano Suassuna. Disponível em: (jornalggn.com.br/…/gilberto-cruv…/lapide-por-ariano-suassuna)

Academia Brasileira de Letras (www.academia.org.br/academicos/ariano-suassuna)

Inauguração de instalações do Arquivo CCJ com exposição do acervo de Ariano Suassuna. Fotos por Passarinho. Em 11 de Agosto de 2014.

Data da última modificação: 19/09/2019, 21:10