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Remobilize volta a verificar a mobilidade da pessoa idosa em função da pandemia

Em Pernambuco, o projeto é coordenada pela professora Etiene Fittipaldi, do Departamento de Fisioterapia da UFPE

Encerrada a primeira fase da pesquisa nacional promovida pela Rede Remobilize a fim de verificar o impacto do isolamento social na mobilidade dos idosos, a equipe do projeto, que, em Pernambuco, é coordenado pela professora Etiene Fittipaldi, do Departamento de Fisioterapia da UFPE, agora parte para nova etapa e espera contar com a participação de todas as pessoas que responderam à primeira sondagem. Com o novo questionário, os pesquisadores esperam saber o que mudou depois de três meses e os resultados finais servirão para o planejamento de serviços da saúde da pessoa idosa.

Segundo dados da fase inicial do estudo, que reúne pesquisadores de diferentes universidades brasileiras, sob a coordenação geral da professora Mônica Perracini (Unicamp/Unicid), a Região Nordeste obteve a segunda maior representatividade, perdendo apenas para a Região Sudeste. E a maioria dos idosos pernambucanos que estão participando da pesquisa encontra-se numa faixa etária mais jovem, são do gênero feminino, convive com um(a) companheiro(a) e apresenta um maior nível de escolaridade. “Algumas dessas características nos fazem pensar no porquê a pesquisa atingiu uma população idosa mais jovem e mais esclarecida, possivelmente pela escolha de uma metodologia baseada em questionário a ser respondido em notebook, tablet ou celular, ou pelos meios de divulgação”, afirma a professora Etiene Fittipaldi.

No primeiro momento da pesquisa, os participantes afirmaram que com o surgimento da Covid-19 estão respeitando as recomendações de distanciamento social e, como consequência, a maioria precisou descontinuar suas atividades físicas rotineiras ou até mesmo seus tratamentos como fisioterapia, acupuntura, acompanhamento médico, entre outros. “Atualmente, estamos na segunda onda do estudo e precisamos da colaboração de todos aqueles que participaram da primeira onda, para que possamos identificar os impactos do período de isolamento social na mobilidade desses idosos, conhecer as trajetórias de mobilidade dessa população e verificar como será a recuperação dos níveis de mobilidade”, reforça Etiene.

NÚMEROS – De acordo com o resultado inicial da pesquisa da Rede Remobilize, responderam adequadamente o questionário 1.483 idosos brasileiros, dos quais 633 são nordestinos, sendo 134 pernambucanos. O Nordeste representou 43,7% da amostra total, e Pernambuco, 21,2% dos nordestinos. Referente aos pernambucanos, a idade média dos participantes é de 68,7 anos, 74,6% são do gênero feminino, 44% são casados e 81,3% tem nove ou mais anos de escolaridade. Os municípios com maior número de representantes foram Recife (63 – 47%), Petrolina (23 – 17,2%), Olinda (7 – 5,2%), Jaboatão dos Guararapes (7 – 5,2%), Caruaru (5 – 3,7%) e Camaragibe (5 – 3,7%).

Segundo a coordenação local, o questionário ainda vai ser aplicado nos intervalos de seis e 12 meses. Esta segunda onda, após os três meses, teve início em meados de agosto e os pesquisadores responsáveis pelo estudo estão entrando em contato com todos os idosos que participaram da primeira onda, informando como e quando eles devem responder ao questionário referente a segunda onda.

Data da última modificação: 01/09/2020, 16:43

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