A plataforma permitirá reduzir os gargalos operacionais de escala na avaliação e correção de documentos
Atuar como uma agente digital especializada na orientação, correção e finalização de instrumentos firmados entre a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e sua Fundação de Apoio, bem como com demais instituições parceiras. Essa é a finalidade da FATI, assistente de inteligência artificial para a Formalização Ágil, Tempestiva e Inteligente de convênios, contratos acadêmicos e termos de execução descentralizada da UFPE. A plataforma será lançada em evento que ocorre nesta quinta-feira (12), às 14h, no Auditório Reitor João Alfredo, localizado no prédio da Reitoria da UFPE.
A FATI consiste em um chatbot capaz de gerar, a partir de diálogos em linguagem natural, instrumentos funcionais formatados dentro de padrões elevados de conformidade e exigências formais. A partir do uso da plataforma, será possível reduzir os gargalos operacionais de escala na avaliação e correção de documentos. Assim, o trabalho que demandava dias para ser feito, poderá ser realizado em poucas horas ou até poucos minutos. Outro benefício da plataforma é a redução de erros, aumentando assim as chances de êxito dos pesquisadores na aprovação de projetos relevantes para a UFPE e para a sociedade.
A agente digital foi desenvolvida pela Pró-Reitoria de Planejamento Orçamentário e Finanças (Proplan), através do Laboratório de IA Aplicada à Gestão Pública da UFPE. “É motivo de grande satisfação tornar realidade esse projeto, que traz solução e inovação tecnológica para beneficiar não só a Proplan, mas toda a UFPE, e coloca a Universidade numa posição ainda mais elevada de vanguarda nesse cenário de crescente modernização”, afirma a pró-reitora Helen Frade. Ela explica que o nome de batismo da agente digital (FATI) presta uma referência e homenagem à servidora aposentada Fátima Mendes, que integrou a Diretoria de Convênios e Contratos Acadêmicos da Proplan: “Fátima teve sua trajetória marcada pelo comprometimento, colaboração, respeito e exemplo de dedicação institucional para todos que tiveram o privilégio de trabalhar ao seu lado”.
Para o professor André Neves, do Departamento de Design da UFPE, a FATI é uma aplicação de aproveitamento da memória institucional em função da eficiência da gestão pública: “A expertise que antes se perdia na passagem de uma geração para outra de servidores especializados na gestão de convênios e contratos, agora faz parte de um sistema capaz não apenas de colaborar com a agilização dos projetos, mas também de evoluir com as contribuições que chegam com a renovação do nosso pessoal técnico”, avalia Neves, coordenador do Laboratório de IA Aplicada à Gestão Pública.
De acordo com os organizadores do projeto, a FATI é a primeira agente digital inteligente da plataforma e está sendo lançado o primeiro módulo. Eles adiantam que a tecnologia pode evoluir para se especializar em outras áreas como a de licitações, na elaboração de editais de aquisição de materiais e serviços, ou no auxílio à progressão funcional, por exemplo.