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UFPE apresenta resultados parciais da Comissão da Verdade e reforça compromisso com memória e democracia

A Comissão já identificou 650 professores, estudantes e técnicos da UFPE que foram alvo de práticas autoritárias durante o regime militar

A Universidade Federal de Pernambuco realizou, na manhã desta terça-feira (31), no Auditório da Reitoria, o evento “A UFPE e o compromisso com as memórias” para marcar a divulgação dos resultados parciais da Comissão da Verdade, Memória e Reparação da instituição. A iniciativa aconteceu na data que remete ao golpe militar de 1964 e reuniu representantes da Universidade e de instituições públicas, além de familiares e vítimas da repressão.

Compuseram a mesa de abertura o reitor Alfredo Gomes; o vice-reitor Moacyr Araújo; o presidente da Comissão, professor Bruno Kawai, do Departamento de História; a professora Socorro Ferraz, representante da Comissão da Verdade Estadual; a diretora de pesquisas sociais da Fundaj, professora Luciana Rosa Marques; o diretor do Arquivo Público do Estado de Pernambuco, Sidney Rocha; e a ativista Amparo Araújo, representante da Comissão Nacional de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos. Também participaram da mesa Edival Nunes da Silva, conhecido como Cajá, e o advogado Marcelo Santa Cruz, ambos ex-estudantes da UFPE perseguidos durante a ditadura.

A programação incluiu a palestra “Universidade, Memória e Reparação”, ministrada pela professora Ana Paula Brito, do Departamento de Antropologia, durante a qual foi destacado que o levantamento preliminar da Comissão já identificou 650 professores, estudantes e técnicos da UFPE que foram alvo de práticas autoritárias durante o regime militar (1964-1985).

O reitor Alfredo Gomes destacou o significado do trabalho da Comissão para a Universidade. "A memória não é vingança. É justiça. A memória é condição fundamental para a democracia, uma democracia forte, com muita energia, com muito vigor, capaz de apontar caminhos para a justiça social. Ao resgatar nomes e histórias, essa comissão nos ensina que não há neutralidade possível diante da injustiça. Há escolhas e essas escolhas definem o lado da história em que estamos e estaremos", afirmou Alfredo Gomes. 

Para o vice-reitor, Moacyr Araújo, "o embate que estamos tendo hoje na sociedade brasileira e no mundo é pela verdade. Precisamos canalizar nossos esforços na luta pela democracia". Já o presidente da Comissão, o professor Bruno Kawai evocou a memória das vítimas da ditadura. “A memória de todas aquelas pessoas que foram perseguidas, torturadas, humilhadas e mortas continuará viva na história. Tê-los aqui, junto aos familiares, é de profundo significado e reafirma o compromisso com a memória, a verdade e a justiça”, destacou.

*Foto de Laura Andrade / Ascom UFPE

Fecha de la última modificación: 01/04/2026, 19:56

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