Programa de Pós-Graduação em Bioquímica e Fisiologia (PGBqF)
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O processo de autoavaliação do PPGBqF foi realizado a partir do estabelecimento de uma Comissão de Autoavaliação com representantes docentes, discentes, técnicos e egressos. Em sua última auto-avaliação, a comissão foi composta por: Leucio Duarte Vieira Filho (coordenador), Thâmarah de Albuquerque Lima (vice-coordenadora), Thiago Henrique Napoleão (docente), Renan Oliveira Silva Damasceno (docente), Sheila de Araujo Pereira, Representante (TAE), Victória Martins Rodrigues dos Santos (representante discente -Mestrado), Ricardo Gomes dos Santos Nunes (representante discente - Doutorado), e Francis Soares Gomes (egresso – docente da UFAL).
Os processos da autoavaliação foram discutidos no âmbito do monitoramento da qualidade do programa, estrutura curricular, produção de conhecimento, atuação e impacto político, educacional, econômico e social, bem como com foco na formação discente em aspectos profissionais, científicos, sociais e éticos. Os critérios estabelecidos para a autoavaliação consideraram o Relatório de Autoavaliação de Programas de Pós-graduação do Grupo de Trabalho da CAPES, bem como o alinhamento do programa a aspectos pertinentes a sua missão e seus objetivos, e ao Plano Institucional de Pós-graduação e Plano de Desenvolvimento Institucional da UFPE. O PPGBqF definiu a periodicidade anual do processo de autoavaliação para que os resultados permitam a constante revisão do planejamento estratégico. Estes critérios foram estabelecidos desde a avaliação quadrienal passada, e, considerando que o tópico foi muito bem avaliado, os procedimentos foram mantidos em sua essência.
Com o objetivo de obter dados que permitam a identificação de pontos fortes e potencialidades, tanto quanto discriminar pontos fracos dos programas e prever oportunidades e metas, a etapa inicial do processo de Autoavaliação envolveu a elaboração de um questionário de autoavaliação. As perguntas formuladas foram baseadas em uma matriz de autoconhecimento que estabelece a relação entre contexto institucional, organização pedagógica, pessoas e infraestrutura, com qualidades do programa no ensino, pesquisa, extensão e gestão. Após a conscientização do público-alvo acerca da importância do processo de autoavaliação para o fortalecimento do PPGBqF e, principalmente, da importância da comunidade como agente desse fortalecimento, o questionário foi encaminhado através de plataforma virtual para preenchimento anônimo, afim de garantir veracidade, a honestidade e a transparência no processo. Dessa forma, o princípio da autoavaliação foi a obtenção de informações sobre a percepção da comunidade do PPGBqF, que através de uma meta-análise, permitam a elaboração de estratégias para fortalecimento de sua qualidade em todos os aspectivos relativos a formação discente e ao seu funcionamento.
O formulário coletou dados de identificação do tipo de vínculo atual (discente, egresso, técnico ou docente) e data de ingresso (se discente) ou data de conclusão de curso (se egresso). De acordo com a matriz de autoconhecimento, as questões foram agrupadas em 4 tópicos-pilares das atividades inerentes ao funcionamento dos PPGs: ensino, pesquisa, extensão e gestão. Além disso, o questionário buscou avaliar a identificação da aderência e articulação do PPGBqF com o Plano Institucional de Pós-graduação e o Plano de Desenvolvimento Institucional. Com o objetivo de obtenção de dados quantificáveis, as respostas ao questionário foram definidas em escala numérica do atendimento aos diversos critérios abordados.
Em relação ao tópico de Ensino, o público-alvo do questionário foi solicitado a identificar sua percepção do PPGBqF em relação às atividades de ensino através dos seguintes critérios: formação da comunidade acadêmica na sua área de competência; discussão da epistemiologia da área; interdisciplinaridade do currículo; formação para a docência no ensino superior; articulação do conhecimento científico com diferentes saberes; disponibilidade de atividades extracurriculares; impacto na ética profissional; impacto na conduta ética da comunidade; equidade e justiça social; formação para o uso de novas tecnologias na educação; qualificação para uso de ambientes presenciais e virtuais de aprendizagem; qualificação para processos de internacionalização; condições materiais para formação de seus estudantes; condições dos materiais para atender às necessidades de formação a distância; e disponibilização das referências utilizadas nas atividades de ensino.
Em relação a Pesquisa, o questionário consultou sobre: a formação em atividades de pesquisa; o impacto dos projetos desenvolvidos; as condições materiais; e os aspectos éticos relacionados à pesquisa. No que concerne a formação em atividades de pesquisa, a consulta abrangeu: formação em metodologia de pesquisa; formação para comunicação científica; formação para divulgação científica; e formação para orientação de processos de produção acadêmica. Sobre os impactos dos projetos desenvolvidos no PPGBqF, os aspectos abordados foram: geração de conhecimento na área; antecipação ao surgimento de problemas futuros; mitigação de problemas existentes; quantidade de publicações científicas na área; qualidade de publicações científicas na área e desenvolvimento de produtos tecnológicos. Ainda foi questionada a relevância do PPGBqF em termos de: prêmios nacionais e internacionais; referência em pesquisa e inovação; desenvolvimento e transformação da sociedade; geração de registros e licenciamentos de propriedade intelectual; atualização da infraestrutura na fronteira do conhecimento mundial; associação com outras instituições de pesquisa, públicas e privadas; e associação com empresas.
Sobre os aspectos éticos dos projetos e atividades desenvolvidas, o questionário abordou a relação do PPGBqF com o Comitê de Ética em Pesquisa Humana, com o Comitê de Ética em Pesquisa Animal e a contribuição na formação da comunidade em ética em pesquisa. Adicionalmente, houve questionamento sobre a adequação das condições materiais do PPGBqF em relação a: atividades de pesquisa; comunicação científica; divulgação científica; suporte físico e tecnológico às atividades de redes e grupos de pesquisa; e subsídio dos discentes na participação de eventos.
Concernente a autoavaliação do impacto da Extensão do PPGBqF, o formulário consultou aspectos como: integração com a extensão; formação discente para atuação em Extensão; formação docente para atuação em Extensão; realização de atividades que impactam o Ensino Básico; e infraestrutura para oferta de atividades de Extensão. A comunidade ainda foi consultada a elencar em quais áreas de Extensão o PPGBqF apresentava maior inserção e em quais delas deveriam ser estabelecidas estratégias para ampliar essa inserção. As áreas de Extensão consultadas foram: educação continuada; eventos técnicos-científicos; eventos artísticos-culturais; divulgação científica; produções e produtos acadêmicos; e prestação de serviços.
No que diz respeito às atividades de Gestão do PPGBqF, a comunidade foi arguida para avaliar em relação as aspectos de: democracia na gestão; representação das instâncias de gestão da IES; gestão da organização pedagógica; organização pedagógica no que concerne a internacionalização; seleção de ingresso de novos discentes; credenciamento de novos docentes; organização de atividades de integração de discentes; acolhimento dos estudantes e convidados; acompanhamento e suporte aos discentes; acompanhamento e suporte aos discentes internacionais; acompanhamento e suporte aos discentes de outros municípios; acompanhamento e suporte aos discentes com vínculo empregatício; organização do modelo de tese/dissertação; acompanhamento de egressos; estratégias para evitar a evasão discente; estratégias de promoção a saúde discente; condições estruturais oferecidas para acessibilidade em suas atividades e espaços; condições estruturais oferecidas para participação discente na gestão do PPG; condições estruturais oferecidas para participação de mães e pais discentes nas atividades acadêmicas; condições estruturais oferecidas para propiciar fluxo de informações transparentes e efetivos; e condições estruturais oferecidas para favorecer uma cultura de sustentabilidade em suas atividades.
Por último, o questionário de autoavaliação abordou aderência e articulação do PPGBqF em relação ao Plano de Desenvolvimento Institucional e o Plano Institucional de Pós-graduação. Em relação a contribuição para cumprimento das ações do Plano de Desenvolvimento Institucional, foi questionado o impacto em: iniciativas de inovação e empreendedorismo; mobilidade acadêmica ; transferência de tecnologia e geração de valor à sociedade; aproximação universidade-empresa para geração de projetos que levem à soluções de problemas reais; enfrentamento às questões sociais regionais (juventude, fome, água, saneamento); internacionalização; captação de recursos em organizações públicas e privadas para execução de atividades de internacionalização (pesquisa e mobilidade acadêmica); produção científica e tecnológica em periódicos internacionais; desenvolvimento de projetos de focados em sustentabilidade e desenvolvimento social; atividades EAD; apoio à participação em eventos acadêmicos, tecnológicos, culturais, políticos e esportivos; ações afirmativas de fortalecimento à inclusão, de respeito à diversidade e de combate a todas as formas de preconceito a segmentos sociais vulneráveis (estudantes de escolas públicas, cotistas, afrodescendentes, indígenas, portadores de deficiência, lgbt, dentre outros); captação de recursos públicos e privados para o desenvolvimento de projetos de pesquisa e extensão. Em relação a aderência ao Plano Institucional de Pós-graduação, a comunidade foi consultada sobre: interação com a educação básica; redução das assimetrias; internacionalização; inter e multidisciplinaridade; e sustentabilidade. O questionário esclareceu cada um dos objetivos do Plano Institucional de Pós-graduação com a finalidade obter respostas mais fundamentadas da comunidade.
A partir da definição dos tópicos da autoavaliação, a Comissão estabeleceu os critérios para análise do inquérito. Levando em conta o intervalo de variação da análise (0-5), os tópicos avaliados foram considerados como: insatisfatório, mediana menor que 3; regular, mediana maior ou igual a 3; bom, mediana maior ou igual a 4; e ótimo, mediana igual a 5. A análise geral da autoavaliação identificou como “ótima” a atuação do PPGBqF nos quesitos de Ensino, Pesquisa e Gestão, assim como, o atendimento ao Plano de Desenvolvimento Institucional ea o Plano Institucional de Pós-graduação. A análise geral das ações do Programa no que tange a Extensão recebeu um conceito “bom”. Esse padrão replicou o que foi observado na auto-avaliação efetuada ao fim da Avaliação Quadrienal 2017-2020. Entretanto, isso não indica que ausência de evolução, uma vez que foi possível observar um aumento da frequência das pessoas que avaliam como ótima a atuação do Programa na Extensão. Dessa forma, podemos concluir que o planejamento estratégico apresentado na Avaliação Quadrienal anterior apresentou impacto positivo no Programa, entretanto esforços devem ser envidados para acelerar a evolução desse conceito.
ENSINO
Na autoavaliação das atividades de Ensino foi possível identificar potencialidades do PPGBqF na formação em sua área de competência, na formação para a docência no ensino superior, e na formação para o uso de novas tecnologias na educação. Também foi identificado que como ponto forte do Programa, o seu impacto na ética profissional, equidade e justiça social, achado que foi recebido de maneiro extremamente satisfatória, em virtude da importância desses aspectos na missão do PPGBqF.
Os pontos-chave para as potencialidades do PPGBqF nos quesitos de formação da comunidade foram: grade curricular, qualidade do corpo docente, integração dos docentes e discentes com a graduação, e internacionalização.
a) Grade curricular: O Programa possui uma grade curricular flexível que permite formar profissionais com ênfase em Bioquímica e Fisiologia. Para melhorar o impacto em educação superior, alguns docentes têm participado de formações em práticas didáticas em que o discente é pró-ativo, como PBL (Problem Based Learning) com vistas a implantação do método nas disciplinas de Prática de ensino em Bioquímica e Fisiologia I e II. Isso também impacta a formação dos discentes em metodologias de ensino. Adicionalmente, disciplinas eletivas que contemplam treinamento didático do pós-graduando e em orientação científica, tem permitido ampla integração com a graduação com benefícios recíprocos para pós-graduandos e discentes da graduação.
b) Qualidade do corpo docente: Os docentes do corpo permanente possuem vasta formação conceitual nas áreas diversas da Bioquímica e da Fisiologia, permitindo uma adequada discussão da epistemiologia das áreas e formação discente. Além disso, o corpo docente possui colaboração com pesquisadores locais, nacionais e internacionais, que são frequentemente convidados para ministrar disciplinas e palestras que busquem aperfeiçoar a formação discente.
c) Integração dos docentes com a graduação: Os docentes permanentes e colaboradores participam dos cursos de graduação coordenando disciplinas, ministrando aulas teóricas e práticas e supervisionando monitores de disciplinas de graduação. Ademais, participam ativamente dos Programas de Iniciação Científica e de Inovação Tecnológica (UFPE/PIBIC; UFPE/PIBIT e FACEPE/PIBIC) orientando vários estudantes, sendo que 90% dos docentes permanentes orientam IC. Isto permite o treinamento dos discentes do PPGBqF como tutores de estudantes de iniciação científica.
d) Integração dos discentes com a graduação: Os discentes do programa, bolsistas ou não da CAPES, realizam estágio à docência nos cursos de graduação e participam de bancas examinadoras de trabalhos de conclusão de curso de graduação, bem como são examinadores de trabalhos apresentados em congressos de iniciação científica e ministram cursos de extensão para graduandos.
e) Internacionalização: continuamos envidando esforços para ampliar as colaborações e intercambios internacionais. No último quadriênio (2021 a 2024), o Programa conseguiu participar e selecionar discentes em todos os editais PDSE da CAPES organizados pela PROPG/UFPE. Isso foi possível graças um intenso trabalho de conscientização dos discentes em relação a importância da experiência internacional para sua evolução como pesquisador maduro e independente, bem como, para ampliação da visibilidade do Programa. Dessa forma, 4 discentes consolidaram/estabeleceram parcerias com pesquisadores de relevância internacional do México e Portugal. O Programa também selecionou uma discente do exterior para doutorado- sanduíche através do Programa Move La America. Esse período também foi marcado por missões científica de diversos docentes.
Mesmo constatando, uma avaliação ótima no quesito Ensino, o processo de autoavaliação nos mostrou a necessidade de investimento em atividades extracurriculares. Acreditamos que essa avaliação está correlacionada com a necessidade de maior investimento do Programa em Ações de Extensão. Conforme será abordado adiante, esse foi um ponto relevante para o planejamento estratégico, e uma evolução já foi percebida ao longo do quadriênio, inclusive com a realização da Jornada Científica do PPGBqF (organizada e protagonizada pelos estudantes) e com o planejamento para realização do Curso de Férias no meio do ano de 2025. Além disso, planejamos também investir na formação em liderança e gestão. Recentemente, ofertamos uma disciplina (FORMAÇÃO AVANÇADA EM EDUCAÇÃO CIENTÍFICA) que exigiu dos estudantes a formulação de um plano de trabalho, com previsão de atividades de ensino, pesquisa, gestão e inovação. A disciplina foi ofertada exclusivamente para discentes do curso de Doutorado, com vagas limitadas, e se mostrou inovadora na capacidade de instigar os pós-graduandos a desenvolver autonomia e maturidade de forma planejada a se inserir no mercado de trabalho, principalmente acadêmico. A sua oferta será periódica e há planejamento de se estender a estudantes do curso de mestrado nas próximas edições.
PESQUISA
No que concerne a Pesquisa, os resultados da autoavaliação permitiram identificar potencialidades do PPGBqF, principalmente, na geração de conhecimento na área, na quantidade e qualidade de publicações científicas na área, e na formação em metodologia em pesquisa. Por outro lado, a associação da pós-graduação com empresas foi determinada como um ponto fraco na autoavaliação.
As características que determinaram potencialidades do PPGBqF incluíram: a importância do curso para a região, a qualidade do corpo docente e da produção, e a disponibilidade de Laboratórios Multiusuários.
a) Importância do curso para a região: No Nordeste existe uma carência de PPGs em relação às regiões Sul e Sudeste, inclusive na área Ciências Biológicas II da CAPES. O perfil dos doutores egressos do Programa tem contribuído para o desenvolvimento tecnológico/científico, principalmente da Região Nordeste do Brasil, atuando como docentes em Universidades Federais, Estaduais e/ou Privadas: 80% desses egressos estão lotados na UFPE, UNIVASF, UFCG, UFPI, UFAL, UFRN, UFPB, UNINASSAU, UPE, Universidade Católica, entre outras. 15% trabalham em outras instituições Federais ou estaduais, como na Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco, escola de ensino médio ligada a UFRPE, Ministério da Saúde, Agência Estadual do Meio Ambiente, Laboratório Municipal de Ipojuca; apenas 5% realizam pós-doutorado na UFPE.
b) Qualidade do corpo docente: Os docentes do corpo permanente possuem experiências em áreas diversas da Bioquímica e da Fisiologia e seus estudantes de Mestrado e de Doutorado, apresentam acesso à infraestrutura laboratorial necessária ao desenvolvimento dos trabalhos de tese e dissertação. Outro ponto importante que podemos considerar é o quantitativo de bolsistas de Produtividade ou de Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora do CNPq, que, ao fim de 2024, representou 60% dos docentes permanentes e 50% dos docentes colaboradores. Vários pesquisadores são frequentemente convidados a escrever capítulos de livros sobre temas específicos, bem como organizar e elaborar livros técnicos, por conta da qualidade da produção científica do corpo docente e discente do Programa BioqFis.
O corpo docente foi renovado com a incorporação de 3 (três) novos docentes desde o último quadriênio, e há perspectivas de incorporação de pelo menos mais 2 (dois) novos docentes no quadriênio atual. Há uma busca constante do PPGBqF para incorporação de novos docentes orientadores visando favorecer a interdisciplinaridade, mas essa incorporação tem sido avaliada criteriosamente.
c) Produção qualificada: Os docentes e discentes do PPGBqF se empenharam no aumento do número de artigos com discentes publicados nos estratos mais elevados do Qualis da área, para promover a formação dos discentes. No quadriênio, o Programa produziu 475 artigos,sendo 242 com discente/egressos (~50 %) e 142 diretamente vinculados à dissertação/tese (~30% - o que representa >1 artigo diretamente relacionado com o desenvolvimento da dissertação/tese). Além disso, é importante mencionar que as publicações se concentraram nos estratos mais elevados do Qualis, sendo um do total de 336 publicações no Qualis A (198 publicação em periódicos A1/A2). Também é reflexo da produção qualificada, o alto índice H dos docentes do Programa, cuja média entre os docentes está superior a 20.
d) Laboratórios multiusuários: Os docentes têm envidado esforços para a ampliação de estrutura multiusuário. O Programa conta com a Plataforma Multiusuário em Biologia Celular e Molecular, que se caracteriza por consórcio para pesquisa de interface em fisiopatologia, farmacologia e bioquímica, que permite a integração de novos docentes nos programas de pós-graduação, facilitando o aceite de seus manuscritos em periódicos de impacto mais elevado. A Plataforma, coordenada pela Profa. Glória I. P. Duarte tem contribuído para o desenvolvimento dos projetos de várias pós-graduações da instituição e de instituições parceiras. O Programa também conta com dois biotérios setoriais, e, mais recentemente, passou a contar com o Centro de Bioterismo Institucional, que ampliará a capacidade dos discentes e docentes no trabalho com animais experimentais. Além disso, docentes do Programa coordenam e/ou integram Laboratórios Multiusuários Institucionais (os LAMPs), bem como, laboratórios registrados na Plataforma Nacional de Infraestrutura de Pesquisa MCTI, a exemplo do BioNano - Laboratório de Biodispositivos Nanoestruturados, BIOPROT - Laboratório de Bioquímica de Proteínas, e o LAFINNT - Laboratório de Fisiologia da Nutrição Naíde Teodósio.
O ponto fraco detectado pela autoavaliação no contexto da pesquisa foi a sua associação com empresas. Possuímos exemplos de sucesso em nosso Programa, principalmente aqueles do Prof. Ranilson Bezerra e do Prof. César Andrade. Esperamos aproveitar a expertise desses membros para ampliar a formação do corpo docente e discente em inovação, inclusive porque esse tema vem ganhando notoriedade, principalmente por seu impacto para o desenvolvimento econômico da sociedade.
EXTENSÃO
Na Extensão, os pontos fortes da análise do PPGBqF foram: integração com a extensão, e formação discente para atuação em Extensão. As características das ações de extensão do PPGBqF que garantiram uma boa gradação na autoavaliação foram: inserção do Programa em Eventos Técnico-Científicos, e Divulgação Científica. Além disso, a percepção da comunidade foi da necessidade de planejamento estratégico para ampliar sua inserção na Educação Continuada e Prestação de Serviços.
A autoavaliação do PPGBqF no quesito extensão foi impactada positivamente pelas ações implementadas durante o último quadriênio, que seguiram o planejamento estratégico, e que ainda estão em execução. No interstício, com a participação de docentes e discentes do Programa, foram estabelecidas de diversas ações de extensão que: i) impactaram na ética na Pesquisa Animal; ii) promoveram o aporte direto de conhecimentos acadêmicos aplicados a sociedade; iii) ampliaram a divulgação Científica; iv) ofereceram serviços públicos de impacto na saúde e meio-ambiente; v) apoiaram o diagnóstico e controle da COVID19; e vi) impactaram o ensino na graduação.
As ações de extensão incluíram os/as seguintes projetos/ações: Jornada Científica do PPGBqF; curso de Bioética e Manejo de Animais de Laboratório; projeto Biologia nos bairros: despertando a curiosidade da população sobre as biociências; projeto Explorando as relações entre a extensão universitária, divulgação científica e a popularização da ciência: estratégias de ação do Laboratório de Bioquímica de Proteínas (BIOPROT) da UFPE e parceiros; projeto O Despertar Científico e Sustentável no Novo Ensino Médio; projeto UFPE esclarece para mim?; projeto Rádio BioProt e TV BioProt: Ferramentas de comunicação e divulgação da ciência para a sociedade; projeto RÁDIO BIOPROT, TV BIOPROT e redes sociais: consolidação de ferramentas para comunicação e divulgação da ciência; projeto Divulgação científica acessível do Laboratório de Bioquímica de Proteinas (BIOPROT) da UFPE; projeto Menos um dia, Mais uma Árvore; Projeto "DESCOMED" - Descarte correto de medicamentos; projeto Promoção da saúde da gestante: abordagem da obesidade no período gestacional - Ano VI; projeto Estações Agroecológicas de Plantas Medicinais e Alimentícias Não Convencionais para Produção de Temperos, Fitoterápicos e Fitocosméticos; projeto Farmácias Verdes; projeto Fortalecimento da Capacidade Extensionista do Sistema Agroflorestal Experimental (SAFE) do Centro de Biociências da UFPE; projeto Governança para Sustentabilidade Alimentar Enactus UFPE; projetos associados com o diagnóstico da COVID19 (Ação UFPE para diagnóstico da COVID-19 em parceria com a Associação Municipalista de Pernambuco – AMUPE; Diagnóstico da COVID-19 por RT-qPCR: ampliação da testagem no município do Recife; Diagnóstico do COVID-19 na plataforma de biologia molecular do NUPIT-UFPE em parceria com o MPT; Rede de Ampliação do Diagnóstico do COVID-19 em Recife; Inovação e diagnóstico para enfrentamento do novo Coronavírus); e ligas acadêmicas (Liga Acadêmica de Fisiopatologia e Farmacologia Cardiometabólica (LAFFCAMUFPE); LIGA DE FARMACOLOGIA CLINICA; Liga Pernambucana de Neuropsicofarmacologia da Universidade Federal de Pernambuco (LIPENUFPE)).
Dentre essas ações, destacamos a realização da I Jornada Científica em Bioquímica e Fisiologia, porque foi uma ação institucional do Programa com organização e protagonismo do corpo discente. O evento apresentou um grande impacto na divulgação científica, entretanto, esperamos que o seu impacto sejam muito mais amplo por estar associado com a integração dos discentes e ser uma ação que estimula a adesão dos estudantes à organizar atividades de extensão.
Por outro lado, o processo de autoavaliação identificou que a realização de atividades que impactem o Ensino Básico deve ser melhorada. Esse aspecto reproduz o que foi observado ao fim do quadriênio anterior. Apesar de terem sido incorporadas ações no planejamento estratégico para melhorar esse quadro, é perceptível que esse ponto merece um cuidado maior. Buscamos melhorar esses indicadores com a participação de docentes do Ensino Básico em atividades de divulgação científica do Programa mas essa abordagem não foi suficiente. Atualmente, há um Projeto de Extensão em desenvolvimento que prevê uma maior inserção do Programa diretamente em Instituições do Ensino Básico com palestras e construção de material didático-prático. Esperamos que ações de extensão que levem o PPGBqF para “fora” da Universidade, e coloquem os pós-graduandos diretamente em contato com os estudantes do Ensino Básico, possam melhorar esse aspecto do Programa.
GESTÃO
Em relação aos aspectos relacionados a Gestão, foram identificadas potencialidades no PPGBqF em: seleção de ingresso de novos discentes, acompanhamento e suporte aos discentes, atendimento às ações afirmativas e organização do modelo de tese/dissertação. Os demais critérios receberam boa avaliação, portanto, não foram identificados pontos fracos.
Os fatores-chaves para geração potencialidades do PPGBqF no quesito de Gestão, foram: eficiência de titulação, ações afirmativas e de inclusão, suporte aos discentes a partir do acompanhamento e qualificação dos projetos desenvolvidos.
a) Eficiência de titulação: Há um esforço do grupo de docentes e discentes em alcançar o tempo máximo de 24 e 48 meses para conclusão do mestrado e do doutorado, respectivamente, em atendimento as normas da CAPES, além de estrito cumprimento das prorrogações para os casos de discentes gestantes. É importante ressaltar que o PPGBqF tem constantemente buscado apoiar os pós-graduandos em aspectos psicológicos, quer seja pelo apoio da coordenação ou dos orientadores.
b) Ações afirmativas: A UFPE apresenta diversas ações afirmativas e de inclusão institucionalizadas. O Program busca contribuir com a instituição atendendo completamente essas medidas. Os editais dos processos seletivos preveem número de vagas destinadas a pessoas negras (pretas e pardas), quilombolas, ciganas, indígenas, trans (transexuais, transgêneros e travestis) de trinta por cento (30%) do total das vagas ofertadas, sendo uma das vagas reservadas, obrigatoriamente, a pessoas com deficiência. No processo seletivo, o PPGBqF também adota estratégias que buscam facilitar a inscrição de candidatos em vulnerabilidade social, incluindo a isenção da taxa de inscrição. Essas estratégias também são consideradas na distribuição das bolsas geridas pela coordenação do Programa, que possui uma normativa clara que considera os aspectos relacionados com Ações Afirmativas, Vulnerabilidade Social, e Residência fora da Região Metropolitana do Recife. É importante ressaltar que a distribuição é um processo transparente, que é executado por uma Comissão específica que conta com participação de representantes discentes.
c) Comissão de Acompanhamento de Dissertações e Teses e Exame de qualificação: Permite o acompanhamento anual de cada estudante do Programa, contribuindo para o melhor desempenho dos mesmos. O funcionamento da Comissão (composta por 3 a 5 membros) também é benéfico para o Programa desde que possibilita a identificação de problemas na execução de projetos e as possibilidades de resolução. É importante mencionar que as atividades da Comissão apresentam um grande impacto nos discentes, porque evitam que os estudantes se percam no desenvolvimento da tese e dissertação, uma vez que os induz a, periodicamente, fazer uma análise crítica da evolução e precocemente estabelecer correções de percurso. O relatório elaborado pela Comissão representa um olhar crítico externo que pode ratificar a cobrança do orientador por evolução ou mesmo alertá-lo para possíveis atrasos não percebidos.
No caso do Exame de Qualificação, é uma etapa obrigatória e específica do curso de Doutorado, que ocorre em até 30 meses após a efetivação da matrícula no PPG. O exame consiste em documento escrito, apresentação e defesa oral do documento escrito que contém Resumo, Introdução, Objetivos, Metodologia e Resultados obtidos até o momento da qualificação, Discussão e Perspectivas para conclusão da tese. A comissão examinadora será composta pelo orientador, na qualidade de presidente, um docente do PPGBqF e mais um docente/pesquisador externo ao PPGBqF, com título de doutor.
AUTOAVALIAÇÃO DO CORPO DOCENTE (CREDENCIAMENTO/RECREDENCIAMENTO/DESCREDENCIAMENTO)
A avaliação do corpo docente, apesar de ser parte inerente a autovaliação do programa, também deve atender aspectos qualitativos e quantitativos determinados por normativas da Pró-reitoria de Pós-graduação (PROPG), orientações da Área CB II da CAPES e pelo Regimento Interno do PPGBqF. Portanto, o processo de (re/des)credenciamento é particularmente conduzido pela Comissão de Avaliação Docente formada pelos docentes: Maria Tereza dos Santos Correia, Leucio Duarte Vieira Filho, Glória Isolina Boente Pinto Duarte, Vera Lucia de Menezes Lima, Thiago Henrique Napoleão, e Eduardo Carvalho Lira.
No âmbito da PROPG, o processo é regido pela INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 01/2023 da Câmara de Pesquisa e Pós-graduação, que estabelece diretrizes para as ações de credenciamento, recredenciamento e descredenciamento de docentes em Programas de Pós-graduação Stricto Sensu da UFPE. O Regimento Interno do Programa e a Normativa interna de credenciamento estão alinhadas a essa IN. De forma resumida, são pré-requisitivos para credenciamento: i) ter produção científica e/ou tecnológica e/ou de inovação de alta qualidade avaliada e reconhecida pelos pares; ii) ter disponibilidade para orientar dissertações ou teses; iii) ter disponibilidade para ministrar disciplinas em pós-graduação; iv) estar coordenando ou participando de projetos aprovados em editais de fomento que estejam vigentes; e v) ter disponibilidade para participar das atividades acadêmicas: projetos de pesquisa, bancas de qualificação e/ou defesa do programa. São observados os últimos 4 anos do docente candidato, e, para credenciamento na categoria permanente, o docente deve atender pelo menos 3 dos 5 critérios, enquanto que, para credenciamento na categoria colaborador, o docente deve atender pelo menos 2 dos 5 critérios.
A análise do recredenciamento dos docentes ocorre, pelo menos, a cada dois anos. Considerando o período de 4 anos, o docente deverá atender aos seguintes critérios: i) ter produção científica, e/ou artística/cultural, e/ou tecnológica e/ou de inovação de alta qualidade, avaliada e reconhecida pelos pares, a partir de projetos de pesquisa, engajados nas linhas de pesquisa e áreas de concentração do PPG; ii) ter orientado ou estar orientando dissertação ou tese do PPG; iii) ter ministrado ou estar ministrando disciplina no PPG; iv) estar coordenando ou participando de projeto aprovado em editais de fomento que estejam vigentes; e v) ter participado das atividades acadêmicas: projetos de pesquisa, bancas de qualificação e/ou defesa do programa. Para recredenciamento na categoria permanente, o docente deve atender pelo menos 4 dos 5 critérios, enquanto que, para credenciamento na categoria colaborador, o docente deve atender pelo menos 3 dos 5 critérios.