Naem - Núcleo de Apoio ao Estudante de Medicina Professor Galdino Loreto Naem - Núcleo de Apoio ao Estudante de Medicina Professor Galdino Loreto

 

Criado em 2008, a partir de proposta do Nuped (Núcleo Pedagógico do Curso de Medicina), tomando por base questões inerentes à formação médica (curso de seis anos de duração e em dois expedientes, necessidade de intensa dedicação, inúmeras áreas de conhecimento, o lidar com o sofrimento e a morte entre outros aspectos) e suas possíveis repercussões no estado emocional, no desempenho do aluno e na qualidade de vida do mesmo.

Espera-se, através dessa iniciativa interdisciplinar da Coordenação do Curso de Medicina/UFPE, contribuir para que o aluno  tenha uma vida acadêmica mais tranqüila e com menos sofrimento, atingindo assim um aprimoramento qualitativo no relacionamento com os pacientes, com os colegas e com os professores, o que poderá contribuir para a conclusão do curso no tempo previsto.

O Núcleo é denominado “Prof. Galdino Loreto”, em homenagem ao saudoso mestre, ex-titular de Psiquiatria da UFPE e pioneiro no Brasil na atenção à saúde mental do estudante universitário.

Histórico

O Curso de Medicina da UFPE apresenta um perfil de estudantes semelhante ao que é verificado em outras instituições do Brasil, especialmente no que diz respeito à faixa etária, onde alguns ingressam no curso ainda adolescentes após passarem no primeiro vestibular e outros ingressam após quatro ou cinco tentativas. Para os alunos, sobretudo os mais novos, as exigências referentes ao curso são sentidas como uma sobrecarga emocional, situação que possivelmente pode estar relacionada a um certo grau de imaturidade dos mesmos e o conseqüente despreparo para a escolha profissional tão precocemente.  

Esses alunos tem ao seu favor apenas o sentimento da vitória conquistada no vestibular tão concorrido, onde alcançaram as melhores médias. No segundo grupo, que apresenta um histórico de várias tentativas para ingressar no curso, existem outros contextos, com alguns casados ou submetidos a outras exigências sociais que tornam conflitiva a sua permanência sem trabalhar efetivamente pelos seis anos de duração do curso. Um número significativo de alunos é proveniente de famílias de condições socioeconômicas favorecidas e estudaram em escolas privadas, dispondo de recursos didáticos de qualidade. Em contrapartida, existem estudantes com menos recursos, originários de escolas públicas, com tendência a apresentar dificuldades na adaptação ao curso frente ao perfil hegemônico dos seus colegas.

Em associação a essa diversidade de perfis, soma-se a necessidade de estudar os dois expedientes, tendo em vista o número de áreas de conhecimento (matérias) com uma carga horária de aulas que representa uma realidade diversa daquela idealizada em suas conquistas.

Ao longo do curso, inúmeras questões se associam: as mudanças na vida daqueles originários de outras cidades que passam a morar sozinhos ou em Casa de Estudante, longe dos familiares; as exigências culturais (familiares, sociais e do próprio estudante) diante da formação médica; o isolamento social de alguns, considerando as características individuais; os questionamentos acerca da escolha profissional, por vezes levando a pensar em abandonar o curso; a competitividade entre os colegas; as frustrações diante do resultado das avaliações, apesar da dedicação ao curso; o lidar com o sofrimento e a morte ao acompanhar pacientes nas diversas áreas clínicas e/ou cirúrgicas; enfim, situações as mais diversas, que fazem parte da cultura da formação médica, cujas vivências podem resultar em manifestações emocionais que fogem ao controle dos mesmos, necessitando, por vezes, de atenção especializada.

No internato (últimos períodos do curso), surgem novas situações como o alívio em relação às inúmeras avaliações, em associação a um certo grau de insegurança em relação à residência médica ou a entrada no mercado de trabalho, por entenderem que ainda não alcançaram o conhecimento que foi idealizado desde o início do curso.

A criação do Núcleo de Apoio ao Estudante de Medicina busca contribuir no sentido do mesmo ter uma vida acadêmica com menos sofrimento e possa aprimorar qualitativamente o relacionamento com seus colegas, professores e pacientes . Trata-se de uma proposta interdisciplinar e interdepartamental, integrando docentes de vários módulos do curso de medicina da UFPE.

Objetivo Geral

Oferecer apoio ao estudante de Medicina, de maneira abrangente em aspectos voltados à adaptação e funcionalidade do curso ou a questões pessoais, seguindo os preceitos do Eixo Humanístico do Curso.  

Objetivos Específicos:

  • Acolher alunos iniciantes do curso a cada semestre, facilitando a sua adaptação;
  • Identificar alunos com dificuldades no rendimento escolar e na adaptação ao curso;
  • Apoiar o estudante em processos de aprendizagem que requeiram novas habilidades frente às diferenças socioculturais;
  • Apoiar o estudante diante de situações que envolvam algum tipo de desconforto emocional
  • Apoiar alunos que residem na Casa do Estudante;
  • Avaliar a necessidade de apoio psicológico e/ou psiquiátrico;
  • Encaminhar para atendimento especializado no HC e/ou outras instituições;
  • Realizar pesquisas pertinentes à área;
  • Promover eventos visando refletir sobre temas relacionados à formação médica e à saúde mental do estudante; e
  • Mediar questões inerentes a situações que envolvam a relação com o paciente, com os colegas e com os professores.

Público-alvo
Estudantes de todos os períodos do Curso de Medicina/UFPE

Localização
1º. Andar do Centro de Ciências da Saúde (CCS)

Equipe
Profa. Jocelene Tenório Albuquerque Madruga Godoi
Prof. José Francisco de Albuquerque (Coordenador)
Profª Eliane Moura de Souza Barbosa
Profa. Maria Clezilte Brasileiro
Profa. Maria de Lourdes Perez Diaz Teixeira

Coordenadora do Curso de Medicina
Profª Ivanise Helena Bezerra Torres

Vice-Coordenador
Prof. Austregezilo Vieira da Costa Sobrinho