O Departamento

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A UFPE tem uma antiga tradição em despertar vocações para as Ciências Exatas. Da sua Escola de Engenharia saíram alguns dos mais destacados cientistas brasileiros da primeira geração, assim como, mais recentemente, aqueles que participaram da criação dos programas de pesquisa e pós-graduação em Física, no início da década de 70. Na área da Química a UFPE já contava com a destacada presença do Professor Oswaldo Gonçalves de Lima, fundador do Instituto (atual Departamento) de Antibióticos e com o Professor Ricardo Ferreira, pioneiro das pesquisas em Química Teórica no país, com experiência em ensino e pesquisa em Universidades como Columbia e Indiana, nos Estados Unidos, e no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, no Rio de Janeiro.

No programa de pós-graduação em Física, o Professor Ricardo Ferreira conjuntamente com o Professor Gilberto de Sá, atuando em Espectroscopia de Compostos de Lantanídeos, criaram o grupo de Física Atômica e Molecular, integrado por vários estudantes de iniciação científica, mestrado e doutorado. Reunindo pesquisadores deste grupo e jovens recém contratados pelo antigo Departamento de Química, foi criado, em dezembro de 1982, o Departamento de Química Fundamental (DQF).

O Departamento de Química Fundamental têm evoluído sem perder suas características primordiais, que incluem sua origem em um Departamento de Física reconhecido mundialmente, uma tradição estabelecida em Química Teórica e Espectroscopia, e uma profunda integração entre teoria e experimentos. Atualmente o DQF conta com pesquisadores atuando em todas as subáreas tradicionais da Química, assim como novas áreas de interface com a Biologia e Materiais.  O corpo docente do DQF conta atualmente com 32 docentes permanentes e 05 docentes aposentados que permanecem atuantes em diferentes atividades educacionais, Quatro membros do corpo docente do DQF são titulares da Academia Brasileira de Ciências e dez são bolsistas de produtividade do CNPq, sete deles em nível I. Vários docentes têm ocupado funções destacadas na comunidade, como membros e coordenadores de comitês assessores, ou posições na Universidade, como Reitor, Pró-Reitor, Diretor, em órgãos do Governo Estadual, como a Secretaria de Educação, a Fundação de Amparo à Ciência do Estado de Pernambuco (FACEPE), e o Espaço Ciência, ou do Governo Federal, como a Secretaria de Políticas e Programas do MCT. Os docentes do DQF foram formados em 19 Instituições em 8 países diferentes.

Em 1985 o DQF assumiu a responsabilidade de coordenação do curso de graduação em Química, reformulando completamente a sua estrutura curricular. A partir de 1987 o DQF passou a ser apoiado institucionalmente pela FINEP, e em seguida, particularmente após 1981, por diversos projetos do PADCT. Em 1989 foi então criado o programa de pós-graduação nos níveis de mestrado e doutorado. Este programa já titulou 60 mestres e 45 doutores e recebeu nas últimas avaliação conceito 6, atribuído a programas considerados em nível de excelência e com inserção internacional.

Em 1995 o DQF reformulou a Licenciatura em Química, separando-a do Bacharelado e passando a oferecer esta modalidade no período noturno, conseguindo com isto um contínuo aumento do número de titulados. Este esforço, aliado à participação em programas como o Professores do Terceiro Milênio, Rumo à Universidade, e Espaço Ciência, representam uma importante contribuição para a formação de professores para o ensino médio e melhoria do ensino de ciências nas escolas.