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Geociências terá defesa amanhã (28)

O trabalho contou com a orientação do professor Édison Vicente Oliveira

Amanhã (28), a estudante Ana Karoline Barros Silva irá defender a sua dissertação de mestrado “Notoungulados (Mammalia, Notoungulata) Pleistocênicos dos Estados de Ernambuco e Piauí do Nordeste, Brasil: Aspectos Sistemáticos e Paleoecológicos”. A defesa ocorrerá na sala de projeção do Departamento de Geologia, sala 522, localizada no 5º andar do edifício escolar do Centro de Tecnologia e Geociências (CTG) da UFPE.

O trabalho contou com a orientação do professor Édison Vicente Oliveira. Além dele, também compõem a banca os professores Alcina Magnólia da Silva Franca (PPGEOC/UFPE), Mário André Trindade Dantas (UFBA), Jorge Luiz Lopes da Silva (UFAL) e Kleberson de Oliveira Porpino (UERN).

Resumo

Dentre os representantes da megafauna do Pleistoceno, os toxodontídeos constituem mamíferos ungulados, completamente extintos, que habitaram toda a América até o final do Pleistoceno e início do Holoceno. Embora restos de toxodontídeos sejam muito frequentes no registro fóssil pleistocênico brasileiro, não há consenso sobre a taxonomia envolvendo restos descritos como Piauhytherium e Trigodonops. Considera-se que Toxodon esteja representado somente por T. platensis, de ampla ocorrência na América do Sul. No Nordeste do Brasil, encontram-se os mais representativos materiais atribuídos a Piauhytherium, e muitos espécimes de Toxodon apenas parcialmente descritos, incluindo materiais cranianos e pós-cranianos. Em termos de palecologia, existem trabalhos envolvendo isótopos estáveis, mas nada sobre a morfologia e análise de microssinais no sistema dentário. Esta tese tem como objetivos realizar estudo taxonômico, sistemático e paleoautoecológico dos toxodontídeos pleistocênicos que são registrados para os estados de Pernambuco e Piauí. O material estudado pertence às coleções do Laboratório de Paleontologia do Departamento de Geologia da UFPE, da Fundação Museu do Homem Americano e do Museu de História Natural de Taubaté. Para estudo de microssinais, foram analisados 16 molariformes em diferentes estágios ontogenéticos, através da confecção de moldagem em silicone e contramoldagem em resina epóxi para obtenção das marcas. As marcas foram identificadas e qualificadas em sete principais variáveis de microdesgaste, utilizando-se estereomicroscopia de baixa ampliação. A análise taxonômica de um espécime quase completo de toxodonte do Piauí, originalmente descrito como um novo gênero e espécie, Piauhytherium capivarae, sugere que tais materiais pertencem a Trigodonops lopesi, já conhecido para a região Norte e Nordeste do Brasil. As características anatômicas cranianas e dentárias estudadas indicam uma combinação de caracteres que permite re-identificar o material brasileiro como Trigodonops, incluindo: rosto estreito e cilíndrico, parte posterior do crânio alta e arredondada, presença de uma expansão lateral no ramo mandibular, pré-molares (P4) sem camada de esmalte lingual, padrão de dobras do esmalte lingual nos dentes molares, o sulco meta-entocônino profundo em M1, sulco ento-hipoconulido marcado nos dois primeiros molares inferiores, pouco marcado em M3 e hipoconulido expandido. No que concerne à paleoecologia, as marcas ocasionadas pela abrasão das partículas durante a mastigação foram correlacionadas com as principais categorias tróficas observadas na natureza. A análise qualitativa indica a predominância de microdesgaste misto de orientação variável, colocando Tr. Lopesi e T. platensis na categoria trófica de dieta mista e T. platensis com tendência a consumo de grama sazonalmente/reginalmente. Esses resultados corroboram estudos prévios (através da análise de isótopos estáveis), descrevendo Toxodon platensis como megaherbívoro generalizado, sendo capaz de tolerar uma ampla gama de dietas e habitats.

Mais informações:
Programa de Pós-Graduação em Geociências
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Data da última modificação: 27/11/2019, 14:50

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