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O Centro de Tecnologia e Geociências - Escola de Engenharia de Pernambuco (CTG-EEP) resultou da fusão da antiga Escola de Engenharia de Pernambuco, fundada em 1895, com a Escola de Química, a Escola de Geologia, o Laboratório de Ciências do Mar e o Centro de Energia Nuclear. Suas instalações, no Campus, ocupam uma área construída de 50.163m2, abrigando laboratórios de ensino e pesquisa e uma biblioteca setorial.

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Pegmatito Serra Branca é tema de dissertação que será defendida amanhã (10) no PPGeoc

Pesquisa foi desenvolvida por Glenda Lira Santos

O Programa de Pós-Graduação em Geociências (PPGeoc) terá amanhã (10), a partir das 10h, a defesa da dissertação “Pegmatito Serra Branca – Distrito Pegmatítico Vieirópolis (PB)-Tenente Ananias (RN)-Malta (PB), Brasil: Caracterização Mineralógica da Amazonita”, desenvolvida por Glenda Lira Santos e orientada pelos professores Sandra de Brito Barreto e Luis Sánchez-Muñoz (ICV-CSIC - Espanha). A defesa será na Sala de Projeções do Departamento de Geologia (sala 522), localizada no 5º andar do Centro de Tecnologia e Geociências (CTG).

A banca examinadora será composta pela professora orientadora e pelos professores Thais Andressa Carrino (PPGeoc/UFPE), Pedro Luiz Guzzo (UFPE), Lauro Cézar Montefalco de Lira Santos (PPGeoc/UFPE) e Lucilene dos Santos (UFC).

Resumo

A amazonita do Amazonita Pegmatito Serra Branca consiste em uma microclina ordenada de coloração verde azulada com saturações variadas. Inserido no contexto geológico do Distrito Pegmatítico Vieirópolis (PB) – Tenente Ananias (RN) - Malta (PB), no Terreno Rio Piranhas-Seridó da Subprovíncia Rio Grande do Norte (Província Borborema), este pegmatito amazonítico compreende dois corpos tabulares com feições semelhantes e de aproximadamente 3m de espessura. Observa-se um zoneamento complexo, subdividido em uma (i) zona da amazonita composta por grandes cristais subédricos a euédricos de amazonita e quartzo enfumaçado, localizada na região central e superior do corpo e uma (ii) zona da albita, que contém albita e quartzo sacaroidal, localizada majoritariamente na base do pegmatito. O Pegmatito Serra Branca apresenta, ainda, uma subintrusão composta de grandes cristais euédricos de amazonita e quartzo envolvidos por clevelandita, em um arranjo textural diferente daquele observado na zona da amazonita. A caracterização textural, estrutural, espectroscópica, química e gemológica desta amazonita foi realizada através de ensaios gemológicos, difração de raios-X (DRX), espectroscopia de reflectância total atenuada no infravermelho (RTA-IV), análises por microscopia ótica de luz polarizada (MOLP), espectroscopia de absorção e de reflectância na faixa do visível ao infravermelho, microssonda eletrônica (EPMA), espectrometria de massa por ablação a laser (LA-ICP-MS) e fluorescência de raios-X (FRX). A amazonita de Serra Branca demonstrou índices de refração (nalfa= 1.521, nbeta = 1.525 e ngama = 1.529), birrefringência (0.008) e densidade relativa (2,55g/cm³) dentro do esperado. A MOLP revelou que a amazonita se caracteriza por um precursor ordenado, apresentando padrões de geminação que demonstram que a parte central da zona da amazonita encontra-se mais preservada. Enquanto que as porções próximas ao fluxo de albita sacaroidal, próximas aos limites superior e inferior desta zona, sofreram influência de fluidos, provavelmente originados da zona da albita, que auxiliaram no espessamento das geminações. A amazonita da subintrusão revelou padrões de geminação refletindo distinto ambiente de formação em relação ao corpo pegmatítico principal. As exsoluções de albitas ocorrem como lentes alongadas subparalelas a (010) de 0,7 a 7,6mm de espessura e 0,25 a 16,25mm de comprimento, mostrando geminação polissintética da Lei da Albita. A amazonita foi identificada por DRX e por RTA-IV como microclina com albita intercrescida, e apresentou triclinicidade entre 0,92 a 0,97, caracterizando-se como uma microclina altamente ordenada. A espectroscopia revelou feições no ultravioleta (383-404nm) derivadas da possível presença de óxidos e hidróxidos de Fe finamente dispersos na estrutura, de centro buraco de Al (Al – O- – Al) e de centros estruturais de IVFe3+. As principais feições observadas na faixa do visível (633-640nm) correspondem a banda da amazonita, principal responsável pela coloração da amazonita e referenciada como centro eletrônico de Pb+ ou possíveis complexos de trocas conjuntas que resultam na feição: Pb+ – (O, OH) – Fe3+. Já as feições no infravermelho correlacionam-se com a presença de H2O (1410-1917nm), vibração de deformação axial de OH (3.404-3.046cm-1) e a vibração de deformação angular de Al-OH (2205-2208nm). A composição modal da amazonita foi de Or95,32-93,03Ab6,96-4,58An0,18-0,02 e a albita intercrescida foi de Or1,38-0,33Ab99,50-98,48An0,47-0,08. Foram detectados altos valores de Rb (7574,7 a 4838,7), Pb (1228,75 a 933,25ppm), Sr (79 a 439,9ppm), Ba (10,7 a 829,65ppm), Cs (131,05 a 434,9ppm), Fe (633,5 a 417,2 ppm) e Ga (58,4 a 93,65ppm) para amazonita. Já a albita demonstrou concentrações elevadas de Fe (500,42 a 719,23ppm), Pb (35,89 a 151,37ppm), Sr (76,15 a 161,54ppm) e Ga (50,08 a 77,86ppm). Sendo assim, a amazonita de Serra Branca caracteriza-se, principalmente, por ser uma microclina ordenada com padrões diversos de geminação e altos valores de Rb, Cs, Sr e Fe e valor moderado de Pb, Ba e Ga.

Data da última modificação: 09/07/2019, 12:49

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