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Pós-Graduação em Geociências realiza defesa de tese amanhã (19)

A tese tem orientação da professora Sonia Maria Oliveira Agostinho da Silva

O Programa de Pós-Graduação em Geociências do Centro de Tecnologia e Geociências (CTG) promove defesa da tese de doutorado “Caracterização Bioestratigráfica e Paleoecológica do Campaniano ao Daniano da Bacia Paraíba, Nordeste do Brasil, com Base em Foraminíferos”, do aluno Robbyson Mendes Melo. A defesa será amanhã (19), às 9h, no auditório do 1º andar do Laboratório Integrado de Tecnologia em Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Litpeg) da UFPE, no Campus Recife.

A tese tem orientação da professora Sonia Maria Oliveira Agostinho da Silva e coorientação do professor Eduardo Apostolos Machado Koutsoukos (Universidade de Heidelberg – Alemanha). A banca examinadora é composta pelos professores Sonia Maria Oliveira Agostinho da Silva (orientadora), Mário Ferreira de Lima Filho (PPGeoc/UFPE), Enelise Katia Piovesan (PPGeoc/UFPE), Geise de Santana dos Anjos Zerfass (Petrobras) e Claudia Gutterres Vilela (UFRJ).

Resumo

Este trabalho apresenta uma caracterização bioestratigráfica e paleoecológica com base em foraminíferos do intervalo Campaniano ao Daniano da seção dos poços Olinda e Poty, da Bacia Paraíba, Brasil. Foram identificadas 153 espécies de foraminíferos bentônicos e planctônicos, dentre os quais dez consistem em possíveis novos táxons. A associação de foraminíferos possibilitou o reconhecimento de oito biozonas. Para a seção campaniana, é proposta a zona de associação de foraminíferos bentônicos Alabamina dorsoplana/Epistomina supracretacea, e reconhecido as zonas de foramníferos planctônicos: CF8 e CF7. No Maastricthiano, foram identificadas as bizonas CF7, CF4/CF5, CF2/CF3, CF1, e uma associação abundante e diversificada de foraminíferos planctônicos, representados por formas bisseriadas, trocoespiraladas globosas e carenadas. Para o Daniano, com base em uma associação fóssil pouco diversa e abundante, a Zona Pa (Parvularugoglobigerina eugubina), foi identificada. A transição Campaniano-Maastrichtiano, em ambos os poços, é caracterizada pela primeira ocorrência de Pseudoguembelina pálpebra. O limite entre o Maastrichtiano e o Daniano, no Poço Poty, foi reconhecido como um hiato que separa as zonas CF1 e Pa, configurado pela ausência da Zona P0. A caracterização paleoecológica e paleoambiental foi baseada no estudo dos grupos de foraminíferos, levando em consideração o agrupamento dos morfotipos bentônicos e planctônicos. Foi possível identificar 14 morfogrupos funcionais, sendo os calcário-hialinos (CH-A.1, CH-A3, CH-A.5, CH-B4 e CH-B4) os mais representativos, seguido pelos aglutinantes (AG-A). As análises das abundâncias entre os diferentes grupos de foraminíferos (planctônicos vs. bentônicos, bentônicos infaunais vs. epifaunais, calcário-hialinos/aglutinantes/porcelanosos) deram suporte às interpretações paleoecológicas, mostrando uma associação bentônica abundante e diversificada, com o reconhecimento de seis biofácies, sendo: duas para o Campaniano (Biofácies 1 e 2), três para o Maastrichtiano (Biofácies 2, 3, 4 e 5) e uma para o Daniano (Biofácies 6). Um ambiente deposicional variando entre nerítico raso/médio/profundo (Campaniano), passando por um nerítico externo a batial superior (Maastrichtiano), até a instalação de um nerítico raso (Daniano), pode ser inferido, onde predominam condições de alta produtividade orgânica e níveis intermediários de oxigênio.

Mais informações
Programa de Pós-Graduação em Geociências
(81) 2126.8902

Data da última modificação: 18/06/2019, 13:21