17.02.17

PPGSCA promove defesas de dissertação na próxima segunda-feira (20)


PDF Imprimir E-mail

O Programa de Pós-Graduação em Saúde da Criança e do Adolescente (PPGSCA) da UFPE divulga a defesa de dissertação de mestrado da aluna Rebeca Oliveira, no auditório do 1º andar do prédio das pós-graduações do Centro de Ciências da Saúde (CCS), Campus Recife, na segunda-feira (20), às 9h. O trabalho é intitulado “Influência da condição socioeconômica na qualidade da estimulação domiciliar de crianças” e foi orientado pela professora Marília de Carvalho Lima.

A banca é presidida pela coorientadora da dissertação, Sophie Helena Eickmann (Materno Infantil/UFPE) e conta também com os professores Pedro Israel Cabral de Lira (Nutrição/UFPE) e Cristiana Maria Macedo de Brito (Fisioterapia/Unicap). Confira o resumo 1.

Ainda na segunda-feira (20), às 14h, no auditório do 1º andar do prédio das pós-graduações do Centro de Ciências da Saúde (CCS), acontece a defesa da dissertação “Conhecimento parental sobre desenvolvimento infantil e qualidade da estimulação no ambiente domiciliar”, de autoria de Maria Soraida Silva Cruz.

O trabalho foi orientado pela professora Sophie Helena Eickmann, do Departamento Materno Infantil da UFPE, e coorientado pela professora Marília de Carvalho Lima. Compõem a banca examinadora a orientadora como presidente e as professoras Cláudia Marina Tavares de Araújo, do Departamento de Fonoaudiologia da UFPE; e Carine Carolina Wiesiolek, do Departamento de Fisioterapia da UFPE. Veja o resumo 2.

Resumo 1

Atualmente já se sabe que as privações sofridas ainda na infância têm um papel determinante na vida adulta. Dentre estas, destaca-se a pobreza, condição que aumenta a probabilidade da existência de múltiplos fatores que interagem entre si, potencializando os efeitos negativos sobre os indivíduos, a família e sobre as condições ambientais, além de proporcionarem um ambiente mais pobre em estímulos adequados. O presente estudo objetivou verificar os fatores associados à qualidade da estimulação do ambiente domiciliar em comunidades de baixa renda. O desenho do estudo foi do tipo transversal, realizado em uma amostra de 246 crianças na faixa etária de seis meses a três anos de idade, pertencentes a duas comunidades da cidade do Recife, no período de agosto de 2015 a agosto de 2016. A variável de desfecho foi à qualidade da estimulação do ambiente domiciliar avaliada através do questionário Home Observation for Measurement of the Environment (HOME). As variáveis explanatórias foram: situação socioeconômica (escolaridade e ocupação dos pais, condições de moradia, acesso a internet, posse de bens domésticos e participação no Programa Bolsa Família); condições demográficas (idade materna, paridade, situação conjugal, tamanho da família, número de crianças menores de 5 anos); saúde mental materna; vínculo mãe-bebê; e as condições biológicas da criança (sexo, idade e peso ao nascer). A análise de regressão linear multivariada foi utilizada para verificar o efeito ajustado das variáveis explanatórias no HOME. O índice médio do HOME para a amostra foi 21,67 pontos (DP 6,5). Os resultados da análise multivariada mostraram redução significantemente maior da qualidade do ambiente domiciliar nas famílias com pior condição socioeconômica, cujas mães apresentavam menor escolaridade, com maior número de pessoas na residência, entre as mais jovens e que não coabitavam com o companheiro. Concluímos que a precária condição socioeconômica, mães mais jovens e sem suporte do companheiro influenciaram negativamente a qualidade da estimulação do ambiente domiciliar disponível para a criança. Ressaltamos a importância de um ambiente estimulante, a fim de propiciar um adequado desenvolvimento neuropsicomotor.

Resumo 2

A vigilância da saúde da criança é realizada no Brasil principalmente através da Estratégia de Saúde da Família, cujos profissionais de saúde monitoram o crescimento e desenvolvimento infantil, utilizando a caderneta de saúde da criança. Nesse sentido, destacam-se as orientações realizadas aos pais/cuidadores, devido à importância da família como promotora do desenvolvimento neuropsicomotor, através da rotina de cuidados e organização do ambiente domiciliar rico em estímulos positivos. Os objetivos desse estudo foram verificar a associação entre a situação sociodemográfica e de saúde mental com o conhecimento sobre cuidados com a saúde e desenvolvimento infantil de pais/cuidadores, assim como a associação entre esse conhecimento com a qualidade da estimulação do ambiente domiciliar. Este é um estudo transversal com componente analítico, realizado no território coberto pela Unidade de Saúde da Família (USF) Vila do Sesi, localizada no bairro do Ibura, Recife. A amostra consistiu de 161 pais/cuidadores de crianças entre seis meses a três anos de idade. A coleta de dados foi realizada no período de fevereiro a agosto de 2016 através de entrevistas durante visitas domiciliares. As informações foram coletadas através dos instrumentos padronizados: a) Opinios about babies para obter o conhecimento dos pais/cuidadores sobre saúde e desenvolvimento da criança; b) Home Observation for Measurement of the Environment Inventory (HOME) para avaliar a qualidade de estimulação do ambiente domiciliar; c) Índice Socioeconômico das famílias; d) Self-Reporting Questionnaire (SRQ-20) para avaliar o estado de saúde mental materna. A média percentual de acertos em relação ao conhecimento dos pais/cuidadores sobre saúde e desenvolvimento infantil foi 71,6%. Na análise multivariada, o melhor nível educacional e socioeconômico foram as variáveis que tiveram efeito significante na variação do conhecimento dos pais/cuidadores em saúde e desenvolvimento infantil, explicando juntas 6,2% dessa variação. A média da qualidade da estimulação do ambiente domiciliar foi significantemente maior entre os pais/cuidadores que tiveram maior percentual de acertos do conhecimento em saúde e desenvolvimento neuropsicomotor. Concluiu-se que mesmo em condições de baixa renda, pais/cuidadores com maior conhecimento sobre cuidados com a saúde e desenvolvimento neuropsicomotor podem realizar uma melhor prática de cuidados, interação, organização do ambiente domiciliar e estimulação com seus bebês. Os maiores níveis de escolaridade e socioeconômico são os principais fatores que se relacionam ao maior conhecimento dos pais/cuidadores.

Mais informações
Programa de Pós-Graduação em Saúde da Criança e do Adolescente
(81) 2126.8514
Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.


Compartilhar

 

257 visitantes online | 209 visualizações

[ voltar ]