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Tempo de elogio

Por Geraldo Pereira, ex-vice-reitor da UFPE

Desde que a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) existe, os reitores têm sido os construtores do amanhã, a partir de Joaquim Amazonas, que ficaria boquiaberto se visse o câmpus. E nisso Amaro Lins teve um papel importante. Claro que outros também tiveram! Ninguém pode esquecer que Murilo Guimarães levou a sede da reitoria pra lá. E ninguém olvida da valia de um Éfren Maranhão, a quem coube levantar o centro de convenções. Ou não se pode esquecer Mozart Neves Ramos, maestro do esforço em promover o intercâmbio científico com as congêneres estrangeiras.

Cada qual colocou um tijolo a mais nessa corrida do desenvolvimento, essa é que é a verdade, mas Amaro Lins pôde fazer o que todos tiveram vontade: interiorizar a UFPE. Amaro Lins de um lado e Valmar Correa de outro. Quando o presidente Lula assumiu, esmerou-se em promover a expansão e fez da educação a sua bandeira. Assim, alocou recursos em quantidade! E a perspicácia dele, do reitor, carrearam as verbas para a UFPE. Alvíssaras, diria meu pai, se disso soubesse! Tenho ido ao câmpus vez ou outra e me admira a quantidade de construções novas que vão surgindo, como se o reitor fosse arrancando da intimidade telúrica a argamassa dos novos ambientes, que hão de acolher a ciência e a técnica, sem desprezar o humanismo, que está bem patente nos livros que a editora tem publicado. Fiquei perplexo numa solenidade na qual as teses foram dadas a público.

Houve uma época em que as conclusões das dissertações e das teses ficavam guardadas nas gavetas acadêmicas e só se imprimia o material de alguns. É bom que se divulgue! Agora, as urnas falaram e deram a Anísio Brasileiro e a Silvio Romero o direito de segurarem a batuta da gestão: reitor e vice. O primeiro, engenheiro civil, habituado ao trato com as questões da extensão, da graduação e da pós-graduação, tem tudo para fazer uma administração boa, magnífica. E Silvio, velho amigo dos bancos escolares, meu colega no curso primário e depois na faculdade, é homem da concórdia e da paz, da serenidade e do sossego. Há de ser um companheiro e tanto na administração acadêmica. Nossa professora, dona Maria do Carmo, estaria exultante se disso soubesse! É! Sai o reitor, mas deixa em seu lugar gente do bem, acostumada ao empreendimento socialmente reconhecido. O apagar das luzes é tempo do elogio magnífico!

Data da última modificação: 27/10/2016, 14:37