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Campus Goiana da UFPE II

Publicado no Jornal do Commercio no dia 21 de julho de 2018

Por Anísio Brasileiro e Ana Cristina Fernandes

Habilidades e competências apropriadas à atuação num mundo cada vez mais digitalizado são insumos transversais às bases curriculares das carreiras que serão oferecidas no Campus Goiana da UFPE, já apresentado aqui neste JC em artigo publicado no último sábado. Em nossa nova unidade acadêmica, que deverá começar a funcionar em 2019, serão utilizados métodos de ensino-aprendizagem que incorporem investigação inter e transdisciplinar em torno de problemas reais e que potencializem os talentos, a propensão à aprendizagem constante, a valorização do trabalho coletivo e a autodeterminação dos estudantes. Serão buscadas metodologias que mesclem as chamadas ciências “duras” com as humanidades, e que resignifiquem as três dimensões do tripé básico que sustenta a universidade necessária: ensino, pesquisa e extensão.

A estrutura curricular deve propiciar formação profissional flexível, composta por dois ciclos: um inicial que compreende a habilitação dos estudantes ao título de licenciado ou bacharel Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia, ao final dos três primeiros anos de estudos; e um ciclo complementar que atribui títulos profissionais específicos às carreiras oferecidas.

No ciclo complementar, serão oferecidas as opções:(a) habilitação a licenciaturas ou bacharelados específicos em Física, Química e Matemática, ao final de mais um ano; ou (b) habilitação ao bacharelado em Planejamento e Gestão do Território e Ciências Farmacêuticas, ao final de mais um ano; ou (c) habilitação ao título de engenheiro, ao final de dois anos.

O projeto compreende as Engenharias Eletrônica, de Computação, Urbana e Ambiental e de Energia. Também serão oferecidos diplomas de mestre e doutor, na sequência de estudos pós-graduados. Mais que recursos em edifícios e equipamentos, a criação do Campus Goiana envolverá, especialmente, massa crítica de professores e técnicos consistente com as habilidades e visão de universidade necessária, consistente com as demandas próprias de um povo que se pretende soberano.

Anísio Brasileiro, reitor, e Ana Cristina Fernandes, coordenadora de Parcerias Estratégicas da UFPE

Data da última modificação: 24/09/2018, 14:05