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Campus Goiana da UFPE I

Publicado no Jornal do Commercio no dia 14 de julho de 2018

Por Anísio Brasileiro e Ana Cristina Fernandes

Em 2017, o Ministério da Educação nos colocou o desafio de instalar um novo campus na cidade de Goiana. De imediato, criamos um grupo de trabalho que elaborou uma proposta inovadora, inserida em um projeto de reconfiguração acadêmico-institucional da UFPE sensível aos desafios ao mundo do trabalho no contexto da atual revolução digital. O Conselho Universitário, ciente do papel estratégico da universidade pública para o desenvolvimento territorial, chancelou a proposta, aprovada pelo Conselho Federal de Educação em abril de 2018.

O desenho que emerge desse Projeto mais amplo – o UFPE Futuro – constitui o Campus Goiana de Tecnologias Avançadas, oferecido à sociedade como iniciativa inovadora, não apenas pelo impacto territorial que deverá causar em região tradicionalmente ocupada pela produção de açúcar, mas também pelas temáticas em que se especializará e, em particular, pelos métodos de ensino-aprendizagem e de produção e troca de conhecimento com a sociedade.

O Campus Goiana, que deve começar a funcionar em 2019, foi pensado para promover a formação de profissionais com sólido conhecimento e habilidades interdisciplinares que os tornem aptos a enfrentar desafios futuros, com senso de responsabilidade e solidariedade frente ao contexto territorial em que irão atuar. As carreiras oferecidas foram escolhidas com base na compreensão de que tal contexto, marcado por históricas desigualdades, será afetado pela revolução digital e sua capacidade de promover substituição extensiva de trabalho intelectual, pelos impactos ambientais, econômicos e sociais das mudanças climáticas, mas também de criar trabalho novo.

A formação dos futuros profissionais exige, portanto, habilidades apropriadas à atuação nesse mundo digitalizado que se avizinha, tais como lógica computacional, programação e inteligência artificial, básicas para os mais diversos campos de atuação. Mas também exige competências que propiciem ao jovem profissional contextualizar criticamente e se integrar solidariamente ao espaço em que venha atuar, instigadas pela filosofia, história e pela geografia regional, entre outros campos das ciências humanas.

Anísio Brasileiro, reitor, e Ana Cristina Fernandes, coordenadora de Parcerias Estratégicas da UFPE

Data da última modificação: 24/09/2018, 14:06