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A música na UFPE

Por Gilson Edmar, vice-reitor
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A música sempre foi um dos elementos principais da integração entre os povos. Em torno dela as pessoas se aproximam entre si, pois consegue transmitir os mais diversos sentimentos: paz, alegria, tristeza, sonhos, recordações, entre muitos outros. Tudo isto se encontra nas diversas modalidades musicais, desde o erudito ao popular. Quando a música tem qualidade faz desaparecer esta divisão, não importando o nível intelectual ou a classe social dos que a ouvem.

Este papel integrador fez com que se iniciasse na década de 1960 o bacharelado em canto e instrumento e, nos anos 1970, a licenciatura em música, na então Escola de Belas Artes, da então Universidade do Recife, posteriormente Universidade Federal de Pernambuco. Com a implantação do sistema departamental, o curso ficou ligado ao Departamento de Teoria da Arte. Com o passar dos anos e com o crescimento da área, tanto na formação de profissionais como na pesquisa e na extensão, houve a necessidade da criação do Departamento de Música, ligado ao Centro de Artes e Comunicação. Esta ação permitiu uma maior expansão e reconhecimento do setor.

O Departamento de Música encontra-se em fase de grande crescimento, através da aquisição de instrumentos indispensáveis e à altura das suas necessidades de formação, com qualidade, de um maior número de novos musicistas. Os cursos de bacharelado em instrumentos são oferecidos para cordas, teclado, sopros e percussão. Fazem parte ainda do departamento os núcleos de computação sônica e de etnomusicologia. Vários laboratórios foram instalados para desenvolver as pesquisa nesta área do conhecimento. Também é importante ressaltar a ampliação das suas instalações físicas, seguindo normas técnicas modernas, para construção dos seus ambientes e estúdios, com perfeito isolamento acústico, sob a supervisão do arquiteto José Augusto Nepomuceno, maior especialista do assunto no Brasil.

Existem vários grupos ligados ao departamento: grupos vocais (contracanto, coro universitário, opus 2, coral canto e encanto) e grupos instrumentais (consorte de flauta doce, quinteto de sopro Brasil, orquestra de câmara de alunos, conjunto se sinos, oQuadro, de música armorial, e o Trinka, trio de música de câmara). Como projetos de extensão destacam-se o Musicer (iniciação musical para crianças de 4-7 anos), Oficina de música (inclusão musical para crianças carentes) e o projeto Mais, para levar música aos pacientes graves do Hospital das Clínicas, com o objetivo de diminuir seus sofrimentos e angústias e assim humanizar as ações médicas. Essas ações permitem identificar talentos na comunidade e recebê-los para desenvolver estas aptidões.

A pesquisa na música e a divulgação dos estudos regionais, nacionais e internacionais, através de vários eventos organizados, capacitam o departamento a manter intercâmbios com várias universidades, entre elas a da West Virginia, East Carolina, dos Estados Unidos. É tradição do grupo realizar apresentações em todo o Brasil e no exterior, com excelente aceitação do público. No Recife, são várias as apresentações, em teatro, em igrejas, ensinando a todos o gosto pela música. A UFPE tem um piano de cauda, marca Steinway, que é uma preciosidade, por ser o melhor do Estado e talvez do Norte e Nordeste, oferecendo a qualidade necessária para grandes apresentações.

Em todas estas atividades, encontra-se o papel relevante desempenhado pela equipe de professores do Departamento de Música, estimulando e preparando os estudantes nesta nobre profissão e preparando concertos e apresentações para deleite da sociedade.

Outros grandes mestres passaram pelo departamento, deixando discípulos espalhados por todos os recantos. Gostaria de citar Edson Bandeira de Melo e a grande dama da música em Pernambuco, Josefina Aguiar, de saudosa memória. Ambos foram agraciados com o Prêmio Cérebro e Criatividade, durante as edições do Simpósio sobre o cérebro. Edson participou com uma belíssima apresentação na Oficina Brennand, quando da criação do prêmio. E Josefina me presenteou nas minhas posses como diretor do CCS e depois como vice-reitor com a peça o Cisne, de Saint-Saens.

Por toda a sua história brilhante e sua participação ativa na divulgação da cultura musical, o Departamento de Música é um orgulho da nossa UFPE.

Publicado nesta sexta-feira, 28 de janeiro, na seção Artigos do Jornal do Commercio
Data da última modificação: 27/10/2016, 14:47