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Diário de Pernambuco- Olinda conheceu a 1ª governadora de PE
Olinda conheceu a 1ª governadora de PE
Vida Urbana
Página 15

Olinda conheceu a 1ª governadora de PE
Hoje, também é dia de comemorar o aniversário de Olinda e seus 491 anos. Para homenagear a Marim dos Caetés, o DP remonta a história de Brites de Albuquerque, a primeira mulher a governar Pernambuco, quando ainda era uma capitania hereditária de Portugal, no distante ano de 1554.
Ela cruzou o oceano rumo ao desconhecido com apenas 17 anos, viabilizou a vinda dos jesuítas e tornou-se a primeira mulher a comandar oficialmente uma capitania hereditária no Brasil. Nascida em Portugal em meados do ano de 1517, Brites ainda tem seu nome mais associado à unidade de saúde Olinda, localizada em Cidade Tabajara, do que ao seu papel como governante.
De acordo com o professor de História da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e presidente do Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico pernambucano (IAHGP), George Cabral, ela assumiu a capitania hereditária de Pernambuco após a morte de seu marido, Duarte Coelho, em 1554.
“Ela vinha da poderosa família Albuquerque, que construiu o estado [Português] da Índia. Sua origem nobre impunha um respeito que, mesmo em uma sociedade extremamente machista, lhe conferia legitimidade para governar”, explica o historiador. A residência de Duarte Coelho e Brites de Albuquerque mais parecia um forte. Com estrutura de guerra, a torre feita de pedras e poucas janelas, foi pensada para conter a resistência dos povos indígenas que lutavam para com bater a colonização. O castelo, que não existe mais, ficava localizado nas proximidades do Alto da Sé, em Olinda.
“A cultura da cana-de-açúcar estava se espalhando muito ra pidamente. Há indícios de que as conexões da família de Dona Brites com o Oriente podem ter facilitado a chegada de espécies diferentes”. A próspera gestão de Brites era assunto no meio político e a opulência da Olinda da época, comparada a Lisboa. “É importante ressaltar que tudo isso foi construído com o tra balho de negros e indígenas escravizados”, destaca o historiador.
De acordo com Cabral, outro marco do governo da “capitoa”, como ela se proclamava, foi o estímulo à vinda dos jesuítas ao Brasil. “Ela criou condições para que, mesmo depois de sua morte, outras ordens também viessem”, acrescenta Cabral. Brites governou Pernambuco até o fim de sua vida, em 1584.
Apesar da riqueza e do status, o seu rosto permanece um mistério. De acordo com Cabral, não existem retratos fidedignos dela ou de Duarte Coelho, possivelmente em razão de eventos históricos como o Terremoto de Lisboa, em 1755, além do incêndio e saque de Olinda pelos holandeses, em 1630.