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Diário de Pernambuco - As agremiações que garantem o carnaval
As agremiações que garantem o carnaval
Vida Urbana
Página 12

As agremiações que garantem o carnaval
Ao longo da história, a folia de Momo em Pernambuco ganhou formas únicas que, hoje, podem ser divididas em troças, blocos e clubes
Diferentemente de outros modelos carnavalescos mais padronizados, o carnaval pernambucano se construiu a partir de múltiplas formas de organização popular, que refletem contextos históricos, territórios, classes sociais, tradições musicais e modos distintos de ocupar o espaço público. Com isso, surgiram troças, blocos e agremiações, que muitas vezes são usados como sinônimos no senso comum, mas possuem trajetórias próprias e papéis distintos.
O carnaval chegou ao Brasil ainda no período colonial, fortemente influenciado por festas europeias. Ao longo do século 19, especialmente nas áreas urbanas do Recife e de Olinda, o carnaval passou a se estruturar de uma nova maneira com a legitimação destas brincadeiras. É nesse contexto que surgem as primeiras associações carnavales - cas organizadas, que, mais tarde, seriam chamadas de clubes, blocos e troças.
Esse movimento esteve diretamente ligado ao crescimento das cidades, à consolidação de uma classe trabalhadora urbana e ao surgimento de novos espaços de sociabilidade, como associações recreativas, clubes sociais, irmandades religiosas e organizações de bairro.
“É interessante a gente saber que, hoje em dia, tanto a maioria dos blocos quanto as troças têm hino; alguns têm sede, que é uma característica que antes se considerava própria de apenas um tipo. Os blocos e troças trabalham hoje em dia de forma muito parecida, com venda de camisetas, baile pago, criação de uma identidade visual anual que vira a marca do ano”, explica a professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e pesquisadora, Ana Paula Campos.