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UFPE inaugura a Cuidoteca para garantir o direito ao cuidado e ao brincar a filhos de alunas e servidoras no horário noturno
O espaço foi financiado por meio de parceria entre o MDS e a Universidade, num investimento inicial de R$ 500 mil
Com informações da assessoria do MDS
A UFPE inaugurou ontem (19) a terceira Cuidoteca no país e a segunda na Região Nordeste, dentro da estratégia do governo federal de ampliar a oferta de serviços de cuidado, reduzindo desigualdades e garantindo mais oportunidades para famílias em situação de vulnerabilidade. O espaço gratuito é voltado para os filhos e filhas de estudantes e servidoras da UFPE enquanto trabalham ou cumprem as atividades acadêmicas no horário noturno. O evento ocorreu numa sala do Complexo de Convenções, Eventos e Entretenimento da Universidade, no Campus Recife - ao lado da Cuidoteca -, que ficou lotada de docentes, técnicos administrativos e estudantes, além de filhos e filhas de integrantes do projeto.
A iniciativa é resultado de parceria entre o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e a Universidade. Estão sendo investidos R$ 500 mil do governo federal na estruturação do espaço, contratação de equipe técnica, oferta de alimentação e aquisição de materiais pedagógicos e lúdicos.
As atividades da Cuidoteca terão início no mês de abril e ocorrerão das 17h às 22h, seguindo o calendário acadêmico. O edital para participar da Cuidoteca foi lançado no evento, já estando disponível para preenchimento.
O reitor Alfredo Gomes disse que a Universidade precisa criar condições objetivas de permanência das mulheres na instituição, ao mesmo tempo em que atua no empoderamento das mulheres. A Cuidoteca, segundo ele, está inserida no contexto das ações afirmativas, voltadas para educação racial, população LGBT, acessibilidade e de mulheres, e das políticas de permanência na Universidade. Ele abordou os investimentos em assistência estudantil, bolsas, restaurante universitário, apoio psicológico e de saúde para os estudantes, e do apoio garantido pelo governo federal para as universidades, por meio das políticas de expansão e de interiorização do ensino superior. Alfredo Gomes agradeceu a toda a equipe envolvida no projeto pelo envolvimento e sensibilidade com o atendimento às mulheres na instituição.
O vice-reitor Moacyr Araújo lembrou projetos desenvolvidos na Universidade sobre a temática da maternagem e da necessidade de reconhecer e valorizar a importância de a UFPE disponibilizar espaços como a Cuidoteca. “São muitas mães que precisam ser acolhidas e nós temos obrigação de garantir a permanência. Faz parte da obrigação da Universidade, como todas as universidades federais públicas, garantir a permanência”, destacou ele.
A diretora da Secretaria Nacional de Cuidados e Família do MDS, Maria Carolina Alves, enfatizou que o objetivo é garantir um “espaço seguro, gratuito e acessível, destinado à acolhida e cuidado de crianças com deficiência e sem deficiência, enquanto as pessoas que seriam responsáveis pelos seus cuidados, mães, pais, avós, tios, que são principalmente mulheres, estão estudando, estão se qualificando, estão trabalhando no período noturno”.
Neste espaço as crianças terão acesso a brincadeiras, leitura, jogos e contação de histórias, além de cuidados de higiene, alimentação e descanso. A proposta é garantir o direito ao cuidado e ao brincar para as crianças, ao mesmo tempo em que amplia as condições para que mães, pais e responsáveis possam estudar, trabalhar e se qualificar.
Também tiveram fala no evento a pró-reitoria para Assuntos Estudantis, Cinthia Kaline Alves, a aluna Alana Anastácia Bayma, do 7° período do curso de Saúde Coletiva do Centro Acadêmico de Vitória (CAV), mãe da pequena Petra, e a professora Carolina Dantas, do Centro de Artes e Comunicação, uma das coordenadoras do projeto Maternagem, Mídia e Infância (MMI), que participou do Grupo de Trabalho Parentalidade na Universidade sobre a temática.
PERMANÊNCIA - A Cuidoteca atende a uma demanda da comunidade universitária, especialmente de mães e pais que precisam conciliar os estudos e o trabalho com o cuidado dos filhos. O levantamento da própria universidade aponta que parte dos estudantes possui filhos pequenos, muitos em situação de vulnerabilidade, o que pode dificultar a permanência nos cursos.
O espaço também conta com apoio de iniciativas da própria universidade, como o Grupo de Trabalho Parentalidade, o Coletivo Maternidades e projetos de extensão voltados ao cuidado e à primeira infância.
Estão previstas na Região Nordeste, com a parceria com o programa “Mulheres Mil: Trabalho Doméstico e Cuidados” Secretaria Nacional da Política de Cuidados e Família (SNCF), vinculada ao MDS, um total de 116 Cuidotecas para serem implementadas na região.
*Foto de Elias Morais / Ascom UFPE