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Defesa de Dissertação de Mestrado n.º 2 em 2026

“OSTRACODES DO CRETÁCEO INFERIOR DA BACIA DO RIO DO PEIXE, NORDESTE DO BRASIL: Inferências paleoambientais”

Programa de Pós-Graduação em Geociências – CTG/UFPE

 

Defesa de Dissertação de Mestrado n.º 2 em 2026

 

Aluno(a): Regina Buarque de Gusmão

 

Orientador(a): Dr.ª Enelise Katia Piovesan

 

Coorientador(a): -

 

Título: “OSTRACODES DO CRETÁCEO INFERIOR DA BACIA DO RIO DO PEIXE, NORDESTE DO BRASIL: Inferências paleoambientais”

 

Data: 20/03/2026

 

Horário: 9h

 

Local: videoconferência através do Google Meet: https://meet.google.com/teu-xzuk-ftc

 

Banca Examinadora:

 

Presidente:

 

Dr.ª Enelise Katia Piovesan (Orientadora)

 

Titulares:

 

1.º Examinador(a): Dr. Claus Fallgatter (PPGEOC/CTG/UFPE)

2.º Examinador(a): Dr. David Lino Vasconcelos (UFCG)

3.º Examinador(a): Dr. Marcos Antonio Batista dos Santos Filho (UNISINOS)

 

Suplentes:

 

1.º Examinador(a): Dr.ª Débora Soares de Almeida Lima (UFPE)

2.º Examinador(a): Dr. Virgínio Henrique de Miranda Lopes Neumann (PPGEOC/CTG/UFPE)

 

Resumo:

 

Durante o Eocretáceo, o desenvolvimento de riftes na América do Sul e na África originou lagos e sistemas de drenagens em bacias intracontinentais. A Bacia do Rio do Peixe, localizada no nordeste do Brasil, insere-se nesse contexto e foi tradicionalmente interpretada como exclusivamente cretácea. Entretanto, a identificação de uma discordância angular revelou o contato entre depósitos do Cretáceo Inferior e Devoniano Inferior, com um hiato de aproximadamente 265 milhões de anos, indicando uma evolução poligenética para a bacia. Na Sub-bacia Brejo das Freiras, a tectônica controlou a preservação fossilífera. Para a reconstruir a evolução paleoambiental do Grupo Rio do Peixe, foram descritas 203 amostras de calha do poço 1-PIL-1-PB, das quais 73 foram analisadas para ostracodes e, adicionalmente, 20 amostras para matéria orgânica sedimentar. Com base nos dados micropaleontológicos e sedimentológicos, foi possível inferir que a Formação Antenor Navarro registra um sistema fluvial de alta energia, com baixa recuperação de microfósseis. A Formação Sousa representa um ambiente lacustre de baixa energia, enquanto a Formação Rio Piranhas indica um aumento de energia deposicional durante o preenchimento final do lago. Os ostracodes não-marinhos e esporomorfos identificados permitiram atribuir idade berriasiana–valangeniana, correspondente ao Andar Rio da Serra. Os resultados evidenciam forte controle tectônico e variação no regime de energia sobre a evolução paleoambiental e a preservação fossilífera.

 

Palavras-chave: Paleoambiente; Sub-bacia Brejo das Freiras; Andar Rio da Serra