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Implementado em 1976, o Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Pernambuco foi o terceiro a ser criado em sua área no país. Naquele ano teve início a instalação do curso de Mestrado e, em 2004, a implementação do Doutorado. Sua criação inicial complementa o esforço que já vinha se desenvolvendo em Pernambuco desde os anos 1940 com o intuito de caracterizar a geografia da Região Nordeste. Ainda no formato de mestrado, o PPGEO contribuiu decisivamente para a formação de gerações de pesquisadores e para a construção do conhecimento geográfico brasileiro, produzindo importantes trabalhos sobre as diferentes regiões do país e atraindo estudantes dos mais diversos estados brasileiros. Particular importância alcançaram os trabalhos realizados em colaboração com o então Instituto Joaquim Nabuco e com a SUDENE, entre os quais a já clássica série de Estudos Regionais. A contribuição do Programa ao pensamento geográfico brasileiro está expressa nos numerosos estudos de caracterização da diversidade regional do país em bases metodológicas de reconhecido rigor. A criação do doutorado, em 2004, inaugura um novo momento na trajetória do PPGEO, em que ressaltam o crescimento da capacidade de formação de recursos humanos qualificados, de um lado, e, de outro, a ampliação das competências de pesquisa em geografia física, estudos intraurbanos e em novas temáticas, tais como a geografia ambiental, de serviços e da inovação. Por meio de sua destacada atuação acadêmica, o PPGEO tem contribuído para a independência intelectual de seus egressos, grande parte já estabelecida como docentes de universidades federais, estaduais e privadas, ou institutos federais de educação, órgãos públicos e privados. Sob a orientação de 17 professores permanentes, distribuídos em 9 grupos de pesquisa certificados pelo CNPq, o Programa conta com cerca de 160 alunos matriculados (45 alunos de mestrado e 115 alunos de doutorado, sendo estes últimos distribuídos entre alunos regulares e alunos de convênio Dinter. Até o final de 2012, o PPGEO contabilizará cerca de 305 dissertações de mestrado e 38 teses de doutorado defendidas. Prestando um serviço de formação de recursos humanos de alto nível, que vai muito além dos limites da própria região Nordeste, sabe-se que, do total de 17 professores permanentes do Programa, cinco são bolsistas de produtividade em pesquisa do CNPq, ressaltando a qualidade da massa crítica dos que compõe o PPGEO, refletida nas publicações em periódicos nacionais e internacionais, livros e capítulos de livro no país e no exterior, convênios e colaborações com instituições brasileiras e estrangeiras, fato corroborado pela última avaliação trienal da CAPES (2010). Os eixos temáticos do Programa encontram-se sincronizados com os estudos de análise regional e regionalização, área em que se concentra o PPGEO, mas têm se caracterizado por uma atitude receptiva às inovações teóricas e tecnológicas na ciência geográfica. O Programa vem se destacando pelo incentivo a uma postura científica crítica, e pelo desenvolvimento de abordagens multi e interdisciplinares refletidas na consolidação do crescimento de sua produção científica e acadêmica abrangendo temáticas referentes aos fenômenos regionais, urbanos, agrários, físicos e ambientais. Os trabalhos desenvolvidos no Programa englobam aspectos tão diversos quanto a reflexão teórica sobre o pensamento regional no Brasil e no mundo, sob a égide da globalização, as recentes transformações econômicas, políticas, culturais e suas reverberações territoriais; a dinâmica dos movimentos sociais contemporâneos; os novos instrumentos teóricos e metodológicos voltados à investigação do meio físico-natural, a gestão e o manejo do território, entre outros. Para atender às demandas introduzidas pela criação do doutorado, o Programa apresenta duas áreas de concentração: (i) Dinâmicas das paisagens naturais e ecossistemas, a qual se desdobra em duas linhas de pesquisa; e (ii) Dinâmicas regionais e sócio-espaciais contemporâneas, composta de quatro linhas de pesquisa (ver item “Linhas de Pesquisa”). Entre os resultados dos esforços no contexto dessas linhas destacam-se a organização de diversas conferências, colóquios, simpósios e workshops, bem como a publicação da coletânea “Regionalização e análise regional: perspectivas e abordagens contemporâneas” (2006), composta de artigos de docentes do PPGEO. Outro exemplo da atitude afirmativa dos docentes do Programa está expresso no seu periódico, a Revista de Geografia, com publicação regular desde 2000, havendo atingido o patamar B2 do Qualis, em 2011. O corpo docente do PPGEO tem também demonstrado maturidade intelectual para o estabelecimento de acordos de cooperação e intercâmbio com instituições estrangeiras de países europeus, norte-americanos e latino-americanos, além de empenhar esforços para a viabilização de cooperação com países africanos de íngua portuguesa. Como parte destes acordos, foram realizadas visitas técnicas, seminários, cursos conjuntos e publicações, num esforço que tem inspirado também temas para algumas teses e dissertações. Neste contexto, pode-se observar também que têm crescido as visitas de pesquisadores de outros estados brasileiros e do exterior ao PPGEO. Os docentes e discentes do PPGEO participam ainda de importantes eventos de geografia nacionais e internacionais, têm publicado nos mais prestigiosos periódicos nacionais da área assim como em diversos periódicos internacionais, têm assento em diversos comitês científicos e comitês de assessoramento – entre os quais a comissão da área de geografia na CAPES – e conselhos editoriais. Os docentes atuam ainda como membros de júri, bancas julgadoras e como consultores ad hoc para agências de fomento e periódicos diversos, e desenvolvem pesquisas e atividades de análise e assessoria em cooperação com várias instituições públicas e da sociedade civil em níveis local, regional, nacional e internacional, a exemplo das parcerias com a Prefeitura do Recife, a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco, a Caixa Econômica Federal, o Ministério das Cidades, o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), o IPPUR/UFRJ, o PPGEO/UFRJ, POSGEO/UFF, o Instituto de Geociências da UNICAMP, o CEDEPLAR/UFMG, a Escola Politécnica da USP, o Programa de Pós-Graduação em Engenharia Urbana da UFSCar, o Paulo Freire Zentrum, Viena, Áustria. Para alcançar estas e outras metas, foi realizado significativo investimento na infraestrutura em termos de equipamentos, salas de aulas e laboratórios do PPGEO, por meio de editais públicos de fomento à pesquisa e atendimento de demandas por análises e intervenções apresentadas por organizações governamentais e nãogovernamentais. Tais melhorias permitiram adequar as instalações físicas do PPGEO às demandas dos alunos por ambientes adequados para o desenvolvimento de suas pesquisas. Ainda nesta perspectiva, foram criados nos últimos anos novos laboratórios e ampliada a infraestrutura dos já existentes. As tendências que se delineiam para o PPGEO são promissoras. Diante das últimas seleções para ingresso no PPGEO constata-se a tendência de ampliação da demanda por parte de candidatos de todas as regiões do país além de países da América Latina e África lusófona, bem como da capacidade de captação de recursos para a pesquisa por parte dos docentes. Diante desta procura tem-se verificado a necessidade de ampliação contínua do corpo docente, o que já se faz anunciar com base nas recentes contratações de professores pelo Departamento. Este quadro indica que há uma busca crescente pelas áreas temáticas desenvolvidas no Programa e que seu raio de alcance extrapola a região Nordeste. Em vista da expansão do fomento à pesquisa em anos recentes, o Programa tem conseguido praticar concessão universal de bolsas (equivalente a cerca de 1,5 milhão de reais/ano) e dotação de recursos para a investigação científica e intercâmbios internacionais pelas agências federais e estaduais, o PPGEO pretende ampliar ainda mais suas atividades e interações com instituições públicas e privadas, além da própria sociedade, no país e no exterior. Por fim, ressalta-se que a realização e monitoração constante do Reposicionamento Estratégico do Programa propiciam as condições necessárias para o alcance de novas metas, garantindo-lhe uma fase duradoura e bem alicerçada de crescimento. |