IJD. International Journal of Dentistry, Vol. 9, No 3 (2010)

Relação Entre Terceiros Molares Inferiores e Apinhamento Ântero-Inferior: Uma Revisão Atual

Luiz Carlos Ferreira da Silva, Thiago de Santana Santos, Lycia Gardenia dos Santos Oliveira, Jadson Alípio Santana de Sousa Santos

Resumo


É grande a discussão sobre a necessidade ou não de exodontia dos terceiros molares e muitas controvérsias existem sobre a real precisão deste procedimento. Os profissionais de saúde bucal se deparam freqüentemente na clínica com casos de apinhamento dentário ântero-inferior. Muitos destes casos ocorrem durante ou após a erupção dos terceiros molares inferiores. Esta associação tem sido alvo de muitas pesquisas científicas. A remoção profilática destes dentes tem sido praticada por muitos anos, porém não há uma comprovação de que realmente os terceiros molares sejam responsáveis por esta situação. O apinhamento do arco inferior tem uma base multifatorial e deve-se a uma combinação de fatores, em diferentes graus, agindo juntas tais como: crescimento mandibular tardio, estruturas esqueléticas e padrão de crescimento, maturação dos tecidos moles, forças periodontais, estrutura dentária, fatores oclusais e mudanças no ligamento periodontal. Assim, a proposta deste artigo foi revisar a literatura em busca de embasamento sobre o relacionamento destes fatores, visando sugerir uma adequada avaliação clínica aos cirurgiões-dentistas para resolução deste impasse. Foi observado, desta forma, não ser possível associar a erupção e/ou a impactação dos terceiros molares com a presença de apinhamento ântero-inferior.

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