Programa de Pós-Graduação em Geociências (PPGeoc)
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Defesa de Tese de Doutorado n.º 1 em 2026
“ANÁLISE SISMOESTRATIGRÁFICA DA PLATAFORMA MARINHA RASA ADJACENTE À DA BAÍA DE SUAPE – PE-BRASIL”
Programa de Pós-Graduação em Geociências – CTG/UFPE
Defesa de Tese de Doutorado n.º 1 em 2026
Aluno(a): Carlos Eduardo Guedes Silva de Oliveira Fabin
Orientador(a): Dr. Valdir do Amaral Vaz Manso
Coorientador(a): -
Título: “ANÁLISE SISMOESTRATIGRÁFICA DA PLATAFORMA MARINHA RASA ADJACENTE À DA BAÍA DE SUAPE – PE-BRASIL”
Data: 28/01/2026
Horário: 14h
Local: videoconferência através do Google Meet: https://meet.google.com/ojv-dhhf-kab
Banca Examinadora:
Presidente:
Dr. Valdir do Amaral Vaz Manso (Orientador)
Titulares:
1.º Examinador(a): Dr. Antônio Vicente Ferreira Júnior (UFPE)
2.º Examinador(a): Dr.ª Narelle Maia de Almeida (UFC)
3.º Examinador(a): Dr. Renê Jota Arruda de Macêdo (UNIVASF)
4.º Examinador(a): Dr.ª Rochana Campos de Andrade Lima Santos (UFAL)
5.º Examinador(a): Dr. Virgínio Henrique de Miranda Lopes Neumann (PPGEOC/CTG/UFPE)
Suplentes:
1.º Examinador(a): Dr. Fábio José de Araújo Pedrosa (UPE)
2.º Examinador(a): Dr. Gelson Luís Fambrini (PPGEOC/CTG/UFPE)
Resumo:
Esta tese apresenta uma interpretação integrada da evolução litoestratigráfica e sismoestratigráfica da Bacia Marginal de Pernambuco (BMP), com foco no setor costeiro e na plataforma rasa adjacente ao Porto de Suape. A primeira parte consiste na revisão litoestratigráfica baseada em mais de 400 sondagens geotécnicas, dados legados de perfuração e novos marcadores cronoestratigráficos, incluindo idades 40Ar/39Ar (~102–100Ma) e dados palinoestratigráficos dos poços P-260 e P-270. Esses dados permitiram redefinir limites, características e relações tectono-sedimentares das Formações Cabo, Suape e Estiva. Os resultados confirmam que a Suape é uma sucessão sin-rifte siliciclástica de idade albiana, enquanto os carbonatos sobre a breakup unconformity pertencem à Formação Estiva (Cenomaniano–Turoniano). A identificação do Granito Cabo no furo SR-3 fornece evidências inéditas de sua posição estrutural e vínculo com o magmatismo aptiano da Suíte Magmática Ipojuca. A segunda parte apresenta a análise sismoestratigráfica da plataforma rasa, integrando perfis de sísmica rasa, sonografia, amostras de superfície e sondagens offshore. Foram definidas cinco fácies sísmicas e cinco refletores principais, interpretados como limites de sequência, superfícies transgressivas, zonas de retrabalhamento e descontinuidades erosivas. Essas feições permitiram correlacionar diretamente o arcabouço acústico aos depósitos sedimentares, evidenciando a continuidade offshore das Formações Cabo, Suape e Estiva e o papel de falhas normais associadas à tectônica extensional aptiana–albiana. A integração dos dados onshore e offshore resultou em um novo modelo estratigráfico e tectono-sedimentar para a região de Suape, resolvendo inconsistências anteriores, descartando a necessidade da unidade Paraíso e destacando os controles combinados de variações eustáticas, magmatismo e reativações tectônicas ao longo do Cretáceo e Cenozoico. Os resultados ampliam significativamente o entendimento da evolução deposicional e estrutural da BMP e oferecem suporte direto a estudos geotécnicos e projetos portuário.
Palavras-chave: Sismoestratigrafia; Correlação litoestratigráfica; Bacia Marginal de Pernambuco; Sísmica de alta resolução; Suape (PE)