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Pesquisadores da UFPE investigam impacto do derramamento de óleo em Pernambuco na vida do peixe donzelinha e do peixe-zebra
Artigos foram publicados no periódico científico Marine Pollution Bulletin
Pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Biologia Animal (PPGBA) e do Laboratório de Ecotoxicologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) têm investigado efeitos do derramamento de óleo na costa brasileira em diferentes pontos do litoral pernambucano, como as praias de Boa Viagem, Muro Alto e Japaratinga. Artigos focados no impacto sobre as espécies peixe-zebra (Danio rerio) e donzelinha (Stegastes fuscus) foram publicados pelo periódico científico Marine Pollution Bulletin.
Para o estudo apresentado no artigo “Toxicity of the oil spilled on the Brazilian coast at different degrees of natural weathering to early life stages of the zebrafish Danio rerio” (“Toxicidade do óleo derramado na costa brasileira em diferentes graus de intemperismo natural para os estágios iniciais da vida do peixe-zebra Danio rerio”), pesquisadores dos Departamentos de Zoologia e de Oceanografia da UFPE consideraram tanto amostras do óleo pastoso emulsionado, no estado em que se encontrava quando atingiu a costa, quanto amostras coletadas 50 dias após a chegada dele, quando já estava depositado na areia da Praia do Paiva ou aderido às rochas costeiras da Praia de Pedra do Xaréu (ambas localizadas no município do Cabo de Santo Agostinho).
“Este estudo descobriu que as concentrações de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (PAH) que se formaram na água após o derrame estão dentro das concentrações ambientais de PAH detectadas em amostras de campo e foram suficientemente tóxicas para causar mortalidade ou atrasar o desenvolvimento das larvas, além de causar falhas na absorção do saco vitelínico, no insuflamento da bexiga natatória e no desenvolvimento da boca”, explica o professor Paulo Carvalho, do Departamento de Zoologia da UFPE.
Carvalho assina o artigo junto com os pesquisadores do Departamento de Zoologia Célio Freire Mariz Jr., João V. Gomes Nascimento, Bruna Santana Morais e Maria K. Melo Alves e com os pesquisadores do Departamento de Oceanografia Lino Angel Valcarcel Rojas e Eliete Zanardi-Lamardo.
Uma espécie de grande importância ecológica para os recifes de coral é o foco do segundo artigo publicado recentemente pelo Marine Pollution Bulletin, “Oil spill impact on Brazilian coral reefs based on seawater polycyclic aromatic hydrocarbon contamination, biliary fluorescence and enzymatic biomarkers in damselfish Stegastes fuscus (Teleostei, Pomacentridae)” (“Impacto do derramamento de óleo nos recifes de corais brasileiros com base na contaminação por hidrocarbonetos aromáticos policíclicos da água do mar, fluorescência biliar e biomarcadores enzimáticos em donzela Stegastes fuscus (Teleostei, Pomacentridae)”).
A pesquisa quantificou quimicamente compostos derivados de petróleo, os hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs), em amostras de água coletadas antes e depois da chegada do óleo em 2019. Os locais em que elas foram recolhidas incluem áreas recifais das praias de Boa Viagem, Paiva, Suape, Muro Alto e Japaratinga. O artigo tem como autores os pesquisadores do PPGBA Maria Karolaine de Melo Alves, Célio Freire Mariz Jr., Thalita Joana Bezerra de Melo, Romulo Nepomuceno Alves, João Lucas Leão Feitosa e Paulo S.M. Carvalho e os pesquisadores do Departamento de Oceanografia Lino A. Valcarcel e Eliete Zanardi-Lamardo.
“É o primeiro artigo da literatura científica que relata efeitos ecotoxicológicos de contaminantes nesta espécie. Na espécie de peixe recifal Stegastes fuscus foram analisados os HPAs biliares e respostas de biomarcadores bioquímicos no tecido hepático e cerebral em amostras coletadas logo após a chegada do petróleo em 2019. Os dados indicaram que ocorreu a contaminação por HPAs nos locais atingidos pelo derramamento de óleo, com significativa bioconcentração biliar de HPAs nos peixes e alterações nos biomarcadores bioquímicos, indicando efeitos em peixes expostos ao óleo que chegou à costa do Brasil”, resume o professor Paulo Carvalho.
Mais informações
Professor Paulo S.M. Carvalho
paulo.smcarvalho@ufpe.br
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