O Grupo de Pesquisa em Geotecnologias Aplicadas a Geomorfologia de Encostas e Planícies e Laboratório de Geomorfologia e Geotecnologias da UFPE (Enplageo/Geotec) promoveram o Seminário “Planos Municipais e Comunitários de Risco no Planejamento Urbano – Inovações metodológicas, governança federativa e justiça territorial”, no dia 27 de novembro, no Auditório Manoel Correia de Andrade, no 3.o andar do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) da UFPE, reunindo especialistas, gestores públicos, pesquisadores, representantes institucionais, lideranças comunitárias e a comunidade acadêmica para discutir avanços recentes no campo da gestão de riscos.
A abertura do evento foi feita pelo professor Fabrízio de Luiz Rosito Listo, do Departamento de Ciências Geográficas da Universidade, que destacou a importância do seminário, ocasião em que foi feita análise qualificada sobre as experiências dos Planos Municipais e Comunitários de Redução de Riscos (PMRR e PCRA), com suas inovações metodológicas, contribuições ao planejamento urbano integrado e desafios para o fortalecimento da governança territorial.
Entre os participantes estiveram o coronel Carlos D’Albuquerque, da Defesa Civil de Olinda; Fagner Ramos, da Defesa Civil de Jaboatão dos Guararapes; Ermeson Suane, da Defesa Civil de Paulista; o coronel Clóvis Ramalho e o tenente-coronel Márcio Amorim, da Defesa Civil de Pernambuco; e Pedro Ribeiro, da Secretaria-Executiva de Periferias, da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação de Pernambuco (Seduh).
Os planos foram elaborados com financiamento da Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das Cidades, por meio de Acordo de Cooperação Técnica, envolvendo também a Fiocruz, reunindo universidades, gestores públicos, pesquisadores e comunidades na construção de práticas inovadoras de gestão de riscos e justiça territorial.
No workshop, foram apresentados do PMRR Jaboatão, o PMRR Olinda, o PMRR Paulista e o PCRA Muribeca. De acordo com Fabrizio Listo, as discussões evidenciaram a importância da cooperação entre universidade, governos e comunidades na construção de políticas públicas mais justas, eficientes e sensíveis às desigualdades existentes no território.