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Workshop no HC apresenta procedimento para tratamento da próstata com tecnologia inédita no Estado

A iniciativa da Urologia do hospital reuniu especialistas e incluiu aula, treinamento prático e procedimentos com uso do Echolaser TPLA, transmitidos ao vivo

O Hospital das Clínicas da UFPE, vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), realizou, nesta quarta-feira (25), o Workshop Hands-On e Cirurgia ao vivo de Ablação Transperineal da próstata com uso da tecnologia Echolaser TPLA. A ação, promovida pela Urologia do HC com apoio da empresa Allent, reuniu especialistas e profissionais da área em uma programação que integrou teoria, prática e procedimentos em tempo real.

A atividade contou com aula ministrada pelo urologista Oliver Rojas Claros, seguida de treinamento prático e da realização de dois procedimentos cirúrgicos, um pela manhã e outro à tarde, utilizando a tecnologia. A proposta foi capacitar profissionais e apresentar uma alternativa terapêutica para o tratamento da hiperplasia benigna de próstata, alinhada às práticas do Sistema Único de Saúde (SUS).

Durante o encontro, os participantes acompanharam todas as etapas do procedimento, desde o planejamento até a execução da técnica minimamente invasiva. Segundo Oliver Claros, a iniciativa também representa um avanço na disseminação do conhecimento e na qualificação das equipes. “É um marco, porque conseguimos colaborar com a formação dos urologistas e mostrar os benefícios do acesso transperineal. Hoje, ele já é considerado padrão-ouro para o diagnóstico por meio da biópsia e, agora, também passa a ser utilizado no tratamento da próstata aqui no Brasil”, destacou.

A ablação transperineal com Echolaser TPLA utiliza energia laser para tratar a próstata aumentada, condição que pode causar dificuldades urinárias e impactar diretamente a qualidade de vida dos pacientes. Para o especialista, o método apresenta vantagens importantes em relação a abordagens tradicionais. “Estamos realizando um tratamento minimamente invasivo, com benefícios já bem documentados na literatura. O paciente pode ir para casa no mesmo dia, sem necessidade de internação, sem irrigação com sonda e sem sangramento pela uretra”, explicou o médico.

Outro diferencial da técnica é o tempo reduzido do procedimento. “Em média, dura cerca de 30 minutos. A maior parte desse tempo é dedicada ao planejamento do ponto de punção, guiado em tempo real por ultrassom, enquanto a aplicação da energia laser leva apenas alguns minutos”, completou.

A tecnologia, ainda recente no Brasil, vem sendo gradualmente difundida em diferentes regiões. “Ela chegou ao país no último ano e já realizamos cerca de 50 procedimentos em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Porto Alegre. Agora, estamos expandindo essa experiência no Nordeste, com ações no Recife, em João Pessoa e Natal”, acrescentou Oliver Claros.

Durante o workshop, os profissionais acompanharam todas as etapas, desde a abordagem teórica até a aplicação prática, incluindo a cirurgia ao vivo. O urologista do HC Fábio Vilar destacou a relevância da iniciativa para a qualificação das equipes e para a assistência aos pacientes. “Os pacientes beneficiados são aqueles com diagnóstico de hiperplasia prostática benigna que tenham indicação cirúrgica. Trata-se de um procedimento minimamente invasivo, que pode ser realizado até em nível ambulatorial, o que amplia as possibilidades de cuidado e recuperação. No entanto, ainda não há expectativa de incorporação à rotina do SUS devido ao alto custo da tecnologia”, pontuou Fábio Vilar.

Sobre a Ebserh
O HC-UFPE faz parte da Rede Ebserh desde 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.

Fecha de la última modificación: 27/03/2026, 11:10