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Grupo de pesquisa da UFPE realiza investigação geológica em rochas vulcânicas no Arquipélago de Fernando de Noronha
A equipe tem avançado na coleta e análise de dados estratigráficos e estruturais para a caracterização do arquipélago
O grupo de pesquisa Vulcano, vinculado à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), desenvolve estudo com abordagem inovadora no Arquipélago de Fernando de Noronha com o objetivo de compreender os mecanismos de formação da ilha vulcânica. “A ilha principal do arquipélago possui uma organização estrutural e litológica bastante complexa. As feições geológicas encontradas se assemelham às de diversas ilhas vulcânicas distintas ao redor do mundo que compartilham processos de formação parecidos, com destaque para a Ilha de Trindade, no qual as rochas apresentam características similares”, revela Carla Joana Barreto, professora do Departamento de Geologia da UFPE e coordenadora do grupo de pesquisa Vulcano.
Intitulado “Estratigrafia vulcânica e magnética associadas à análise topológica das sucessões efusivas e explosivas do Arquipélago de Fernando de Noronha”, o estudo envolveu o recolhimento de dados em duas etapas. A primeira delas consistiu na realização de fotos aéreas com o uso de um drone para a construção de modelos em 3D das porções aflorantes das três praias estudadas: Enseada da Caieira, Baía do Sueste e Praia do Atalaia. Ainda nas etapas iniciais, foi realizada uma gravação com câmera 360º dessas mesmas porções para a construção de um acervo virtual sobre o arquipélago. Em um segundo momento, foram coletados dados geológicos referentes às estruturas presentes nos afloramentos e às diferentes litologias encontradas.
“Compreender a complexidade geológica do arquipélago e reconstruir seu relevo em 3D permite construir sua história evolutiva. Isso significa entender e remontar a origem de um dos pontos mais ricos do Brasil, não apenas em termos geológicos, mas também pela importância biológica, econômica e social, além de sua importância na própria história de Pernambuco”, explica a professora Carla Barreto. A execução do trabalho de campo no arquipélago foi realizada em fevereiro deste ano e compreendeu a penúltima etapa para a conclusão da pesquisa apoiada pelo CNPq. O grupo contou com a coordenação da professora Carla Barreto e a participação de três pós-graduandos do Programa de Pós-Graduação em Geociências (PPGeoc) da UFPE: Ana Beatriz, Felipe Mature e Daniel Barbosa. A equipe também contou com a participação da estudante de graduação em Geologia Joyce Kelly.
Com a finalização dessa fase, os pesquisadores seguem para a etapa final de tratamento dos dados nos laboratórios das instituições parceiras. Além da UFPE, essa rede colaborativa é formada por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) e Observatório Nacional. Os trabalhos de campo promovidos na ilha estão atrelados à Chamada Universal 2023 do CNPq.