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Margareth Dalcolmo recebe título de Doutora Honoris Causa da UFPE
Evento foi realizado no Auditório João Alfredo, sob a presidência do reitor Alfredo Gomes
A médica pneumologista, professora e pesquisadora Margareth Maria Pretti Dalcolmo, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), é a nova doutora Honoris Causa da UFPE. A cerimônia de outorga do título foi realizada hoje (30), pela manhã, no Auditório João Alfredo, sob a presidência do reitor Alfredo Gomes. O título homenageia a trajetória de Margareth Dalcolmo na pesquisa e assistência em saúde, com destaque para sua atuação durante a pandemia de Covid-19, defendendo as medidas de prevenção, a vacinação e a importância da ciência no enfrentamento da emergência sanitária. A homenagem foi proposta pelo Centro de Ciências Médicas (CCM) da Universidade.
Compuseram a mesa da solenidade, além do reitor, o diretor do CCM, Luiz Alberto Mattos, que fez o discurso panegírico em homenagem a Margareth; o reitor da Universidade Católica de Pernambuco, Carlos Fritzen; a vice-reitora da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Socorro Oliveira; o ex-reitor da Universidade Federal do Maranhão Natalino Salgado Filho; o presidente da Fiocruz, Mário Moreira, e a pró-reitora de Pós-Graduação da UFPE, Carol Leandro.
Luiz Alberto Mattos permeou o seu discurso com menções ao livro “A Montanha Mágica”, de Thomas Mann, um dos preferidos da médica homenageada desde a juventude e que a levou ao caminho da Medicina e da Pneumologia. Ele falou sobre a vida acadêmica e pessoal de Margareth, destacando a atuação científica durante a pandemia de Covid-19, quando se tornou uma voz corajosa em defesa da ciência.
Numa fala recheada de citações a pernambucanos ilustres de diversas áreas do conhecimento, indo de Joaquim Nabuco, Gilberto Freyre, Nelson Rodrigues, Paulo Freire, Mestre Vitalino, Luiz Gonzaga, Cícero Dias, João Cabral de Melo Neto, Manuel Bandeira a Kleber Mendonça Filho, a homenageada mostrou sua gratidão à UFPE pela homenagem e também fez questão de agradecer aos amigos que fez em Pernambuco, muitos dos quais presentes ao evento, como o médico e professor Murilo Guimarães e o professor Joaquim Falcão e sua esposa Viviane Falcão.
Ela citou ainda médicos pernambucanos do passado como José Correia Picanço, Otávio de Freitas, Aggeu Magalhães, Amaury de Medeiros e Nelson Chaves, que aliaram técnica à responsabilidade social, e nomes mais recentes. Falou sobre a sua trajetória profissional, entremeada pelas boas amizades que construiu ao longo da vida, e sobre as epidemias vivenciadas pela humanidade em vários momentos da história.
O reitor Alfredo Gomes destacou que a concessão do título é o reconhecimento da UFPE pela trajetória de Margareth Dalcolmo dedicada à ciência, à saúde pública, à democracia e ao Brasil. “Ela construiu uma carreira marcada pelo rigor científico, pela atuação na pesquisa, em doenças respiratórias, como a tuberculose. Sua trajetória expressa sua dedicação ao conhecimento e à defesa da vida”, afirmou ele. “Em momento decisivo da história nacional, ela soube ocupar o espaço público com coragem, serenidade e clareza. Quando o país precisava de orientação, ela ofereceu ciência, lucidez e responsabilidade e compromisso ético”, enfatizou, referindo-se à atuação dela durante a pandemia de Covid-19.
A pró-reitora Carol Leandro aproveitou para relembrar os ensinamentos do médico Josué de Castro, que estudou a fome no Nordeste, fez um paralelo com as dificuldades vivenciadas durante a pandemia de Covid-19 e defendeu a universidade pública e o Sistema Único de Saúde (SUS) como fundamentais para a existência de políticas públicas nas áreas de educação e saúde para o desenvolvimento do país.
Durante a cerimônia, ela recebeu várias homenagens também gravadas, incluindo a da ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e do presidente da Associação Médica Brasileira, César Eduardo Fernandes, entre outras personalidades.
Compuseram a Comissão de Honra que a trouxe até o auditório as duas irmãs de Margareth, Elizabeth Dalcolmo e Rosângela Dalcolmo; a professora Magda Marusa (UPE); o diretor e a vice-diretora do CCM, professores Luiz Alberto Matos e Angela Figueiredo; o professor Murilo Guimarães (UPE), representando a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia; o professor e escritor Joaquim de Arruda Falcão Neto, imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL); o professor Antônio Peregrino, presidente da Academia Pernambucana de Medicina; e o médico Pedro Miguel dos Santos Neto, diretor do Instituto Aggeu Magalhães/Fiocruz-PE.
CURRÍCULO - Margareth Maria Pretti Dalcolmo é natural de Colatina (ES). É médica pneumologista, pesquisadora sênior da Fiocruz e doutora em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ao longo da carreira, ela se dedicou à pesquisa clínica em doenças respiratórias, em especial, tuberculose e micobacterioses, com atuação pioneira também no enfrentamento do tabagismo.
É autora de mais de cem trabalhos científicos publicados em revistas nacionais e internacionais, tendo se destacado em um momento crítico da história recente do Brasil: durante a pandemia de Covid-19, foi uma voz firme e transparente a favor da ciência, orientando a população com clareza, empatia e compromisso com a verdade.
Eleita para a cadeira número 12 da Academia Nacional de Medicina em 2022, Margareth se tornou a 9.a mulher a ocupar tal posição, reafirmando seu protagonismo no cenário médico-científico nacional. Sua atuação ganhou amplo reconhecimento nacional e internacional por meio de honrarias e condecorações, como título de Chevalier da Légion d’Honneur, concedido pelo governo da França em 2024. Também recebeu prêmios nacionais de grande representatividade: como o Jabuti na categoria Ciências, pelo livro “Um tempo para não esquecer – A visão da ciência no enfrentamento da pandemia do coronavírus e o futuro da saúde”.