Programa de Pós-Graduação em Geociências (PPGeoc)
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Defesa de Dissertação de Mestrado n.º 5 em 2026
“CARACTERIZAÇÃO FACIOLÓGICA E ANÁLISE TEXTURAL DA SEQUÊNCIA ÍGNEA-SEDIMENTAR DA SUÍTE MAGMÁTICA IPOJUCA, PORÇÃO CENTRAL DA BACIA PERNAMBUCO”
Programa de Pós-Graduação em Geociências – CTG/UFPE
Defesa de Dissertação de Mestrado n.º 5 em 2026
Aluno(a): Felipe Mature Ribeiro da Silva
Orientador(a): Dr.ª Carla Joana Santos Barreto
Coorientador(a): Dr.ª Anelise Losangela Bertotti (UFPE)
Título: “CARACTERIZAÇÃO FACIOLÓGICA E ANÁLISE TEXTURAL DA SEQUÊNCIA ÍGNEA-SEDIMENTAR DA SUÍTE MAGMÁTICA IPOJUCA, PORÇÃO CENTRAL DA BACIA PERNAMBUCO”
Data: 12/05/2026
Horário: 14h
Local: videoconferência através do Google Meet: https://meet.google.com/twj-uisi-tyd
Banca Examinadora:
Presidente:
Dr.ª Carla Joana Santos Barreto (Orientadora)
Titulares:
1.º Examinador(a): Dr. José Antonio Barbosa (PPGEOC/CTG/UFPE)
2.º Examinador(a): Dr. Marcos Antonio Leite do Nascimento (UFRN)
3.º Examinador(a): Dr. Virgínio Henrique de Miranda Lopes Neumann (PPGEOC/CTG/UFPE)
Suplentes:
1.º Examinador(a): Dr. Gorki Mariano (PPGEOC/CTG/UFPE)
2.º Examinador(a): Dr.ª Kamilla Borges Amorim (UFMT)
Resumo:
O presente trabalho analisa as interações magma-sedimento na Bacia de Pernambuco, no Nordeste do Brasil, focando na influência de eventos magmáticos em bacias sedimentares marginais. O estudo objetiva compreender os mecanismos de colocação das rochas ígneas da Suíte Magmática Ipojuca (SMI) no afloramento Baobá, integrando a análise de fácies vulcânicas e a caracterização petrográfica detalhada. Para a realização da pesquisa, executou-se o levantamento de três perfis estratigráficos no campo, seguindo classificações clássicas para rochas vulcânicas e siliciclásticas, além da análise laboratorial de 21 seções delgadas para identificação mineralógica e textural. Os resultados identificam nove litofácies distintas, organizadas em três sucessões principais: uma base composta por três pulsos de lavas fenodacíticas, um núcleo sedimentar de preenchimento de conglomerados e siltitos da Formação Suape, e um topo representado por fluxos de lava traquítica. A petrografia revela texturas porfiríticas e glomeroporfiríticas em ambas as unidades magmáticas, destacando a presença de fenocristais de plagioclásio nos dacitos e de sanidina nos traquitos, além de texturas de resfriamento rápido e devitrificação, como matriz microcristalina e granofírica. Observa-se, ainda, a primeira evidência documentada de peperitos no contato entre as lavas traquíticas e o topo da sequência sedimentar, o que evidencia que a atividade vulcânica ocorreu de forma contemporânea à deposição de sedimentos não consolidados e úmidos. Conclui-se que as características geométricas e estruturais das rochas no afloramento Baobá confirmam um ambiente de colocação extrusivo subaéreo, onde o magmatismo da SMI interagiu diretamente com o sistema deposicional da Formação Suape durante o estágio rift da bacia.
Palavras-chave: Bacia Pernambuco; Formação Suape; Suíte Magmática Ipojuca; Análise de Fácies; Sucessão Vulcano-Sedimentar