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Folha de Pernambuco - Obra revisita primeiro século da colonização no estado

Obra revisita primeiro século da colonização no estado

Cotidiano 

Página 21

Obra revisita primeiro século da colonização no estado

Lançado ontem pelo TJPE, guia histórico-cultural “Pernambuco na Estrada do Tempo - Século XVI, o início da colonização” é assinado pela jornalista Paula Imperiano

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) lançou o guia históricocultural “Pernambuco na Estrada do Tempo – Século XVI, o início da colonização”, em evento realizado ontem no Salão Nobre do Palácio da Justiça, no bairro de Santo Antônio, área central do Recife. A obra é assinada pela jornalista Paula Imperiano, servidora do TJPE, com revisão da historiadora Bartira Barbosa, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A gerente administrativa da Folha de Pernambuco, Ivone Palácio, marcou presença na cerimônia representando o presidente do Grupo EQM e fundador do jornal, Eduardo de Queiroz Monteiro.

Conteúdo

O guia apresenta 27 capítulos, em formato de reportagens, sobre episódios do século XVI em Pernambuco, abordando como, quando e onde se deram as instalações das primeiras estruturas de serviços de educação, saúde e administração pública no estado. Algumas edificações da época que permanecem na paisagem urbana até os dias atuais são destacadas na obra.

Segundo Paula Imperiano, a motivação para a construção do livro, que teve mais de dez anos de pesquisa, foi o aspecto de pioneirismo de Pernambuco no período da colonização. “Aquela história de mania de grandeza a gente explica neste livro. Realmente houve muitos pioneirismos com Pernambuco sendo a capitania mais avançada durante mais de um século”, destacou.

As informações do guia foram respaldadas por mais de mil notas de referência, reunindo em torno de 400 fontes que vão desde documentos quinhentistas a estudos de séculos passados e da atualidade, brasileiros e estrangeiros.

“A pesquisa se deu porque eu gosto bastante e comecei a perceber, como jornalista, que precisava trazer isso para o serviço público, dar utilidade a essas informações. São estruturas prontas para uso da sociedade que podem virar memoriais da educação, por exemplo. A pesquisa foi feita a partir das fontes primárias. Documentos históricos. Depois de seis anos de pesquisa, eu procurei uma historiadora que deu a orientação para o resto da pesquisa, que durou 15 anos”, explicou a escritora.

Outros assuntos

O conteúdo do livro também passa pela saga de povos envolvidos na colonização portuguesa na região durante o século XVI, a exemplo de nativos, judeus, árabes e africanos. Um dos capítulos fala sobre a trajetória feminina na sociedade colonial.

Também são recuperadas biografias de 12 personagens daquele momento e narradas, até a atualidade, as histórias de 11 municípios pernambucanos e 23 bairros recifenses originados de povoados coloniais do período, além de 18 edificações remanescentes. A organização cronológica identificou na paisagem atual oito delas construídas entre 1535 e 1540. O comparativo com a cronologia do patrimônio histórico nacional mostrou que, desse período, só há no país mais quatro edificações: três na Bahia e uma no Espírito Santo.

Date of last modification: 30/01/2026, 08:16