PROVOC

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O Programa de Vocação Científica (PROVOC), desenvolvido pela Escola Politécnica de Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), é uma proposta educacional de relevância, que distingue estudantes do ensino médio com acentuada vocação para a pesquisa científica, detectando novos talentos para essa área. Os alunos que passam por essa experiência têm condições de optar pela carreira profissional de forma mais consciente, estabelecendo boa relação entre escola, trabalho e vida.

O Programa, idealizado pelo Professor Luiz Fernando Rocha Ferreira da Silva, da FIOCRUZ, revela a importância e a necessidade de diagnosticar a vocação científica no estudante e iniciar a sua formação profissional o mais precocemente possível. As atividades do Programa tiveram início em 1986 e, atualmente, estruturado e institucionalizado, absorve cerca de sessenta alunos por ano. A partir de 1996, com o apoio da Fundação VITAE, o programa inaugurou uma nova fase com o seu “Projeto de Descentralização e Ampliação”. Neste processo de descentralização outras unidades da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), como o Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães (Recife) atualmente Instituto de Pesquisa Aggeu Magalhães (IPqAM), Centro de Pesquisas René Rachou (Belo Horizonte) e o Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz (Salvador), passaram a desenvolver o programa.

No Colégio de Aplicação da UFPE, o PROVOC teve início no ano de 1997 através de uma parceria com o Instituto de Pesquisa Aggeu Magalhães (IPqAM), sendo o primeiro colégio do Norte - Nordeste a participar do referido Programa.

O programa possibilita a alunos do primeiro ano do ensino médio a oportunidade de conhecer e vivenciar o cotidiano do trabalho de um pesquisador. Nessa experiência o estudante pode descobrir, verificar e corrigir equívocos no rumo de sua escolha profissional. A seleção dos participantes é baseada, principalmente, no interesse pela pesquisa científica e nas condições intelectuais do candidato.

O programa é dividido em duas etapas:

ESTÁGIO DE INICIAÇÃO: além das atividades desenvolvidas com os orientadores, há as atividades programadas pela coordenação, objetivando que o aluno tenha uma visão mais ampliada da necessidade de prevenção de acidentes em laboratórios, assim como, dos problemas da saúde pública: palestras sobre Biossegurança e Esterilização, visitas à Estação de Tratamento de Águas, Estação de Tratamento de Esgotos, Aterro Sanitário da Cidade e Centro de Ciências da Saúde da UFPE.

Durante o período de iniciação o estudante frequenta determinado laboratório uma tarde por semana, durante um ano, observando e executando trabalhos desenvolvidos naquele local. Com base em suas próprias anotações e leituras sugeridas pelo pesquisador/orientador, o estudante, ao final de suas atividades, prepara um relatório sobre o estágio.

ESTÁGIO AVANÇADO: É a segunda etapa do Programa, criada em 1988, a partir de solicitação de pesquisadores e alunos no sentido de ampliar o tempo de participação daquele estudante que, no decorrer da primeira etapa, demonstrar forte identificação com a pesquisa científica.

Tendo concluído a primeira etapa e havendo concordância do pesquisador/orientador, o aluno pode habilitar-se ao Programa Avançado. Entre outras exigências, ele deve apresentar um projeto de pesquisa, elaborado sob a orientação do pesquisador a que estiver afeito, o qual será desenvolvido após aprovado por uma Comissão de Avaliação. O prazo para cumprimento do Programa Avançado é de, no máximo, dezoito meses e, durante esse período, o aluno recebe uma bolsa auxílio. Nesta etapa, o aluno pode desenvolver um trabalho mais consistente, pois realiza uma pesquisa em conjunto com o pesquisador / orientador, com resultados comparados, na maioria das vezes, aos de monografias de graduação. As conclusões da pesquisa empreendida pelo aluno são apresentadas para uma banca debatedora, à semelhança do que ocorre numa defesa de dissertação de mestrado e, com freqüência, publicados em revistas científicas.