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Professores e aluno da UFPE ganham Prêmio Euclides Fonseca de Ópera 2025
Os premiados vêm trabalhando juntos, há mais de 10 anos, em montagens dentro e fora da Universidade
Os professores Luiz Kleber Queiroz, Maria Aida Barroso, Virgínia Cavalcanti, do Departamento de Música do Centro de Artes e Comunicação (CAC) da UFPE, e Marcondes Lima, do Departamento de Artes do CAC/UFPE, e o discente Lucas Melo, do curso de Bacharelado em Canto, receberam o Prêmio Euclides Fonseca de Ópera 2025, por suas atuações na área de ópera nos últimos 10 anos. Também recebeu o prêmio Matheus Soares, cantor, produtor e egresso do Centro de Informática (CIn) da UFPE. Os premiados vêm trabalhando juntos, há mais de 10 anos, em montagens dentro e fora da Universidade, buscando disseminar e popularizar a ópera em Pernambuco, com montagens tanto tradicionais, quanto inovadoras.
Os artistas já trabalharam juntos em montagens acadêmicas e profissionais como Les Plaisir de Versailes, de Marc-Antoine Charpentier; Gianni Schicchi, de Giacomo Puccini; O Pescador e sua Alma, de Marcos Lucas; Kairós: Minióperas do Tempo Oportuno, de Victor Luiz; La Serva Padrona, de Giovanni Battista Pergolesi; e no espetáculo Povo Brasileiro: Cantos do Nordeste, do grupo Contracantos, da UFPE, entre outros; além de, individualmente, atuarem com regularidade em óperas, espetáculos musicais e concertos.
O Prêmio Euclides Fonseca de Ópera tem como objetivos reconhecer e valorizar os artistas e profissionais de ópera, fortalecer a formação e o desenvolvimento do setor e incentivar a criação e a realização de montagens operísticas em Pernambuco. A premiação contempla os trabalhadores de ópera, suas obras e ações formativas, contribuindo para o crescimento e a difusão dessa arte no estado. A iniciativa é do Governo do Estado de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult/PE). O resultado da edição deste ano foi divulgado em novembro.
Confira os perfis dos premiados
Luiz Kleber Queiroz, professor de canto da UFPE, é cantor, ator e diretor e recebeu o prêmio por seu trabalho de Direção Cênica na ópera Kairós: Minióperas do Tempo Oportuno. Kleber foi o idealizador do projeto, adaptando o libreto baseado em quatro contos do italiano Dino Buzzati, que foi posteriormente musicado pelo ex-aluno do Departamento de Música, Victor Luiz. A ópera teve sua estreia mundial em agosto de 2024 no Teatro Hermilo Borba Filho. O libreto de Kairós, traz a atmosfera absurda e crítica, proposta por Buzzati. Kairós: Minióperas do Tempo Oportuno é uma tetralogia integrada por quatro títulos: Equivalência, Delicadeza, Um Caso Assombroso e A Almôndega, que tratam do tempo não linear, da desesperança, da angústia do ser humano perante a morte, apresentando situações atuais como o desemprego e a corrupção. O libreto adequou os contos à realidade brasileira trazendo elementos de irreverência e jocosidade.
As professoras Maria Aida Barroso e Virgínia Cavalcanti foram premiadas por suas atuações em O Pescador e Sua Alma, ópera do compositor Marcos Lucas, montada em julho de 2015 no Teatro de Santa Isabel. Maria Aida, que atualmente ocupa o cargo de chefia do Departamento de Música, é regente, cravista e pianista e atua na direção musical de espetáculos e na regência de grupos, como a Orquestra Sinfônica da UFPE, além de ser a professora responsável pelas cátedras de Percepção Musical. Aida recebeu o prêmio pela Direção Musical e regência da ópera. Virgínia Cavalcanti é cantora, arquiteta e professora de Canto e de Dicção e Pronúncia, do curso de Bacharelado em Canto da UFPE. Sua brilhante atuação no papel de Alma lhe garantiu o prêmio como Cantora.
A ópera O Pescador e sua Alma foi escrita por Marcos Lucas, em 2005, com base em conto do escritor inglês Oscar Wilde. A obra foi criada com a perspectiva de estrear no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Recife (PE). Como o projeto de construção do CCBB do Recife foi abandonado, acabou sendo montada, em 2006, em Brasília, tendo sido posteriormente reapresentada no Rio de Janeiro. O público do Recife havia ficado sem assistir ao espetáculo, que foi sucesso de público e crítica nas outras duas cidades. Em 2015, com elenco e ficha técnica locais e com incentivo do Funcultura, foi levado ao palco do Teatro de Santa Isabel um espetáculo em que poesia, música e drama se juntaram para falar das buscas e desejos humanos.
Marcondes Lima, professor do curso de Teatro da UFPE, é ator, diretor, cenógrafo, figurinista, maquiador e titeriteiro. É um dos mais atuantes profissionais da cena pernambucana. Há quase duas décadas, vem trabalhando com direção de cena e direção de arte, em ópera, criando figurinos e cenários e propondo novas estéticas de encenação. Recebeu seu prêmio pela atuação como Diretor de Arte na ópera A Princesa do Catete, de Euclides Fonseca. Neste ano de 2025, Marcondes fez destacada participação como ator na Ópera La Serva Padrona, apresentada em outubro, no Teatro Hermilo Borba Filho.
Lucas Melo, aluno do curso de Bacharelado em Música - Canto da UFPE, vem se destacando no cenário nacional, colecionando alguns importantes prêmios nos últimos anos, como o 1º lugar no Concurso de Canto Natércia Lopes (ES, 2023), o 1º lugar geral masculino na Edição Brasil do Concurso Internacional de Canto Linus Lerner (RN/2021), Melhor Música Brasileira, no 10º Festival Bixiga Canta (SP/2021) e o 2º grande prêmio masculino no 19º Concurso Brasileiro de Canto Maria Callas (SP/2021). Recebeu o Prêmio Euclides Fonseca por sua atuação como Cantor em montagens de óperas no Recife.
Matheus Soares, cantor e produtor, responsável pela produção de montagens de óperas e musicais no Recife, recebeu o Prêmio Euclides Fonseca pela Ação Formativa em ópera, com o concerto-aula Kairós: Minióperas do Tempo Oportuno, realizado no Teatro Milton Baccarelli (CAC/UFPE), em agosto de 2024. Matheus é egresso do curso de Engenharia da Computação da UFPE (onde também realizou mestrado e doutorado) e, além de sua carreira como engenheiro de computação, trabalha junto a grupos vocais do Departamento de Música, cantando e produzindo espetáculos.