Biotecnologia brasileira em compasso de espera (21/03/2011) - Todas as instituições que trabalham com organismos geneticamente modificados devem ter autorização prévia para isso. O órgão que é responsável pela biossegurança de OGMs no Brasil é a CTNBio. Seus 52 membros, escolhidos entre cientistas com conhecimento na área, pelo Brasil afora, reúnem-se todo mes em Brasília, quando discutem e votam os milhares de processos que anualmente a iniciativa pública e privada submetem a CTNBio. Há 15 anos as reuniões vinham acontecendo normalmente. Em março deste ano, nos dias 16 e 17, a CTNBio não se reunião: o MCT não liberou diárias e passagens para que a reunião pudesse acontecer. Justifica-se esta falha pelas dificuldades burocráticas impostas ao novo Ministro pelo decreto da Presidente da República que obriga a intervenção direta do alto escalão na autorização de diárias e passagens. Mas será apenas isso? Faz mais de 30 dias que a CTNbo está sem secretário executivo, que não pe empossado pelo Ministro. Aparentemente, há um desinteresse do atual ocupante da pasta, o ex-senador Mercadante, nos destinos da CTNBio, Entretanto, a pesquisa e o desenvolvimento nas instituições públicas de ensino e pesquisa e nas empresas vão parar se a CTNBio não puder se reunir. A conclusão desta situação não virá se a sociedade ficar parada, coisa que se espera não aconteça.
Site para visitar: www.genomesize.com Mais de 4.300 genomas disponíveis
Leitura da “Nota de Repúdio” do MST ao seminário
interno realizado pela CTNBio, em maio de 2010,
para avaliação da biossegurança do arroz LL - geneticamente modificado -
link; mais
informações sobre este arroz
aqui.
Determinação do sexo em aves: descoberto o gene que
faz a diferença

http://www.nature.com/nature/journal/v461/n7261/pdf/461177a.pdf
Mais perto do "Santo Graal" da genômica: o sequenciamento de DNA em nanoporos
O primeiro
sequenciamento do genoma humano
foi
feito com sequenciadores automáticos que usavam a tecnologia conhecida como
método Sanger, que se baseia na incorporação de dideóxi-nucleotídeos
fluorescentes (veja o
assunto
na disciplina). O custo estimado foi de
alguns bilhões de dólares. O sequenciamento de segunda geração, com o Genome
Analyzer da Illumina, o sequenciador 454 da Roche e o sistema SOLiD
daApplied Biosystems, baixou o preço do genoma humano para 100 mil dólares.
A promessa de um genoma por 1.000 dólares ficou agora mais perto com os
sistemas de sequenciamento de terceira geração, que contam com novas
tecnologias. Uma delas é a detecção direta de nucleotídeos incorporados e a
outra é a leitura direta dos nucleotídeos numa fita única de DNA, sem
interrupção. Esta última tecnologia conta com a passagem de nucleotídeos
recém cortados de uma fita simples de DNA por um nanoporo de hemolisina e
sua identificação por uma molécula acoplada covalentemente ao interior do
poro. Parece ficção, mas não é, e logo estará no mercado. Veja mais
detalhes na notícia saída em Nature Methods agora em abril de 2009 (Link)
Stacking:
textos sobre piramidação de eventos em plantas transgênicas
Veja a
literatura
aqui e novos textos
aqui
Genoma do Homem de Heanderthal está quase pronto
Um grupo de pesquisadores do
Instituto Max Plank para Antropologia Evolutiva, em Leipzig,
Alemanha
deverá publicar brevemente o genoma do parente mais próximo do homem
moderno. As duas espécies têm um ancestral comum e conviveram por quase
40.000 anos. Terá havido troca de genes entre elas (geração de híbridos)?
estas e muitas outras questões serão abordadas agora com base na comparação
entre os genomas, que são 99% semelhantes. Veja mais no
link
(no formato pdf) para a notícia
veiculada pela revista Nature, na primeira edição de fevereiro de 2009.
foto: http://www.neanderthal-man.com
Pesquisadores da França e do NCBI
descreveram e publicaram recentemente na Nature o que é o primeiro
vírus que "parasita" outro vírus. O "hospedeiro" é o mimivírus, um virus
gigantesco com um genoma linear de DNA dupla fita de 1,185 megabases. O
"parasita" é um pequeno vírus icosaédrico (o icosaedro é um dos sólidos
arquimedianos, sendo regular e com 20 faces triangulares) com 50 nm de
diâmetro e que em um genoma circular de fita dupla de DNA com pouco mais de
18 kb. Os genes estão distribuídos no genoma como geralmente visto nos
vírus: bem próximos mas com pouca sobreposição. O Sputnik não se multiplica
numa ameba que não esteja infectada com o mimivírus, mas inicia sua
duplicação quando ela está infectada por este vírus gigante ou por uma outra
variante ainda maior, provisoriamente chamada mamavirus. A presença do
Sputnik provoca o aparecimento de mimivirus mal formados. Toda uma análise
genômica foi feita para este novo virus "parasita" e está apresentada no artigo linkado (pdf, 663 kb).
A meia verdade dos oportunistas: até onde nos leva a tolerância às
investidas destes aproveitadores
Para a leitura dos interessados,
anexamos um link
http://www.genengnews.com/