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Segurança
Página 17

Acesso a recursos é desafio em novo plano de segurança
“Reembalagem política de promessas antigas”
O pesquisador, consultor e especialista em Governança, Estratégias e Sistemas de Segurança Pública Armando Nascimento, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), classificou o novo programa do governo federal como uma “reembalagem política de promessas antigas”.
Segundo o especialista, o programa repete eixos já conhecidos, sem enfrentar o problema central da governança federativa. “O próprio Plano Nacional de Segurança Pública e Defesa Social 2021-2030 já coloca na Ação Estratégica 1, voltada a ‘promover, viabilizar, executar e aprimorar ações de governança e gestão’ da segurança pública”, disse.
Nascimento ressaltou que qualquer plano ou programa lançado pelo governo já começa enfraquecido se não houver governança federativa, ou seja, articulação entre União, estados, Distrito Federal e municípios para a execução da políticas públicas. Na avaliação dele, essa coordenação nacional ainda “não saiu do papel”.
“Sem o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) plenamente operante e sem a governança prevista no plano nacional, ele corre o risco de ser apenas uma maquiagem política, não uma política nova”, afirmou.
Para o pesquisador, o valor do investimento anunciado pelo governo federal também é insuficiente para combater o crime organizado. “Embora expressivo no discurso, é insuficiente para compensar décadas de baixa coordenação.”