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Mudanças Climáticas são debatidas no I Seminário MPF Clima: Adaptação Local em Foco - Recife
O evento contou com a participação do vice-reitor da UFPE, o professor Moacyr Araújo
Os efeitos das mudanças climáticas e a criação de políticas de prevenção, mitigação e adaptação nos estados foram debatidos no I Seminário MPF Clima: Adaptação Local em Foco - Recife. Realizado pelo Ministério Público Federal (MPF), o evento aconteceu ontem (3) no auditório do MPF em Pernambuco, no bairro do Espinheiro, no Recife. O vice-reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Moacyr Araújo, apresentou painel científico no encontro, abordando cenários mundiais e locais das mudanças climáticas e sugestões de enfrentamento baseadas na ciência.
Em sua apresentação, o vice-reitor falou sobre perspectivas de como o mundo está enfrentando as mudanças do clima e as medidas de adaptação neste cenário, em especial no Estado de Pernambuco e na cidade do Recife. “Eu destaco a necessidade de nós, primeiro, reduzirmos as emissões [de gases de efeito estufa], cada vez mais. Segundo, nós deveríamos também utilizar soluções baseadas na natureza. Isso significa necessariamente preservar os recifes de coral e preservar os nossos manguezais porque são a linha de frente para você evitar processos de erosão intensos aqui na linha de costa”, destacou Moacyr Araújo, que coordena a Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais (Rede Clima) e o Centro de Síntese em Mudanças Ambientais e Climáticas (Simaclim).
O vice-reitor também defendeu a elaboração do “mosaico de unidades de conservação” envolvendo todos os estuários ao longo de todo o litoral de Pernambuco. “É fundamental que a gente preserve nossos estuários e que a gente preserve também os nossos manguezais e os nossos recifes de coral para nossa defesa. Não só para manter a biodiversidade, mas sobretudo, a partir de agora, com as mudanças do clima, para nossa proteção”, reforçou.
Todas as ações, segundo ele, precisam ser embasadas em ciência. “Não existe a menor possibilidade para se fazer nada nesse tema e sobre esse tema que não seja embasado em ciência. Então, cabe à Universidade Federal de Pernambuco, que é uma universidade de vanguarda no que se refere às mudanças ambientais e climáticas [...], trazer a ciência para o debate. Esse é um papel fundamental da nossa UFPE e de qualquer instituição federal de ensino superior”, defendeu ele, que também é coordenador da Câmara de Assessoramento Científico (CAC) do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM) e um dos coordenadores do Plano Estadual de Adaptação e Resiliência Climática de Pernambuco - nesta última iniciativa, uma parceria da UFPE e da Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha/Governo de Pernambuco, também são coordenadores os professores da UFPE Antonio Antonino, Rômulo Menezes e Virgínia Leal.
*Foto de Laura Andrade / Ascom UFPE