22.06.12

UFPE assina convênio em projeto de implantação de usina heliotérmica


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Por Ana Célia de Sá

A formação de mão de obra qualificada e a realização de pesquisa científica serão as contribuições da UFPE no projeto de instalação de uma planta piloto de usina heliotérmica em Petrolina, no sertão de Pernambuco. As ações foram anunciadas, na manhã de hoje (22), durante assinatura de convênio com a Secretaria de Ciência e Tecnologia (Sectec) do Estado de Pernambuco, Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT) e Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), na Reitoria da Universidade. A usina produzirá energia limpa por meio da transformação térmica dos raios solares. O investimento é de R$ 23 milhões. As obras de terraplanagem têm previsão de início no mês de agosto.

Foto: Passarinho
assinaturaconvenio2012
Chigueru Tiba, Fernando Machado, Marcelino Granja e Anísio Brasileiro

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A usina tem como objetivos desenvolver estudos de novas tecnologias e consolidar o Estado no setor de geração de energias limpas. “Esta planta piloto visa a criar condições de mercado capazes de dotar Pernambuco a produzir energias renováveis em escala comercial”, destacou o secretário de Ciência e Tecnologia, Marcelino Granja. Ele afirmou, ainda, que a diversificação da matriz energética do Estado é de grande importância, uma vez que a geração de energia a partir de recursos hídricos provenientes do Rio São Francisco está no limite.

“O projeto é vital porque trata da participação da Universidade através dos conhecimentos que gera. Ele trata do desenvolvimento de tecnologias e conhecimentos voltados à sustentabilidade do planeta”, ressaltou o reitor Anísio Brasileiro. “A UFPE terá dois papeis no convênio: a formação de recursos humanos para suporte e fazer pesquisa para assimilar e inovar essa tecnologia”, disse o coordenador do projeto na UFPE, professor Chigueru Tiba, do Departamento de Energia Nuclear do Centro de Tecnologia e Geociências (CTG).

A escolha do município considerou fatores como a grande incidência de radiação solar e posição estratégica, além de infraestrutura científica e tecnológica. A planta piloto será construída em um terreno cedido pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). De acordo com o coordenador do projeto da Heliotérmica do Cepel, Eduardo Serra, a usina entrará em funcionamento em um prazo de três anos.

A usina terá capacidade para gerar 1 megawatt de energia. A construção prevê ainda a instalação de um centro de pesquisa responsável pelo estudo das tecnologias empregadas e de novas tecnologias, certificação de equipamentos e formação de mão de obra especializada. Dos R$ 23 milhões de investimento, R$ 18 milhões serão aportados pela Finep e demais parceiros e R$ 5 milhões pela Sectec. O projeto será executado pela UFPE e pelo Cepel, entidade coordenada pela Eletrobrás.

CERIMÔNIA – A solenidade de assinatura do convênio contou com presença do gerente geral de Política de Ciência, Tecnologia e Inovação da Sectec, Fernando Machado, que também é docente da UFPE; do diretor do Centro de Tecnologia e Geociências (CTG)/UFPE, Antonio Celso Dantas Antonino; além de outros professores da Universidade.

ENERGIA – A energia será gerada através de um mecanismo que funciona como uma calha parabólica. Em sua cavidade, há um tubo com um fluido térmico, que aquece a água, forma vapor e aciona uma turbina. Essa turbina aciona um gerador que converte a energia de rotação em energia elétrica.

NOVA USINA – No mesmo terreno da usina heliotérmica será instalada uma usina fotovotaica, numa parceria entre a Sectec, Chesf e UFPE, em um investimento de R$ 45 milhões. A usina gerará 3 megawatts de energia. Placas instaladas no local irão captar a energia do sol e transformá-la em eletricidade. O convênio para implantação ainda será assinado.

figuraassinaturaconvenio2012

Uma usina solar termoelétrica é composta dos seguintes componentes principais: o coletor solar concentrador (calha parabólica)  que, mediante a reflexão, realiza a sua coleção e concentração; o absorvedor que absorve a luz e transfere o calor para a um fluído térmico; um sistema armazenador de calor; um sistema gerador de vapor e um sistema convencional de conversão de energia térmica em eletricidade.
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