CONSUMO // Expoidea fala de sustentabilidade usando metáforas e a busca da felicidade


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12.05.2012

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Consumo
Expoidea fala de sustentabilidade usando metáforas e a busca da felicidade

Débora Nascimento

“O tamanduá que não chegou a ver a novela das oito.” Esse foi o título que o engenheiro da Chesf Fernando Felix se utilizou falar sobre o crescimento populacional versus a preservação ambiental. Junto ao professor de economia sustentável da UFPE Jacques Ribemboim, ele conversou por cerca de uma hora na noite deste sábado durante o Expoidea, no Paço Alfândega no Recife, sobre sustentabilidade. “Para alimentarmos nosso consumo, temos que ter mais energia e isso causa um grande impacto ambiental,” afirmou Felix. Logo no início, muita gente admitiu que só entrou para saber o porquê de o tamanduá não ter visto a novela das oito.

Para responder esta pergunta, Felix explicou que Teresina, capital do Piauí, está crescendo muito. Para alimentar essa nova demanda de energia, a Chesf teve que implantar novas linhas de energia. Com isso, um bioma que havia na região foi muito afetado, exterminando quase que completamente a população de tamanduá do local. Passado algum tempo, uma das torres da Chest começou a ficar torta, pendendo para um lado. Quando técnicos foram enviados para a área, viram que a estrutura estava cedendo pois tinha um enorme formigueiro na base. Um ambientalista logo percebeu que a quantidade de formigas aumentou pois seu predador natural, o tamanduá, havia desaparecido.

Ao finalizar esta história, Fernando comentou sobre como a ambição do ser humano faz com que nós pensemos a curto prazo, só levando em conta a nossa felicidade imediata e não o que vai nos trazer felicidade no futuro. Quando começou a falar sobre o que traz esse sentimento de felicidade, passou a vez para seu amigo Jacques Ribembom.

Ribemboim então comentou que um estudo realizado na década de 90 afirmava que o dinheiro só traz felicidade até certo ponto. “As pessoas só precisam do suficiente para manter suas necessidades básicas e um pouco de luxo”. Segundo ele, a partir do momento que você passa a ganhar mais do que esta certa quantidade, seu nível de felicidade vai decrescendo.

Ao final, ambos concordaram que tudo é uma questão de escolha: Será que vale mesmo a pena destruir um bioma quando o benefício será passageiro? E citaram um exemplo simples: Ao invés de trocar de telefone todo ano, não é melhor esperar um pouco mais?


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