INCUBAÇÃO // Técnica combate bactérias


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13.05.2012

Diário de Pernambuco – Economia

Técnica combate bactérias

Empresa Fermenta deve ajudar a indústria sucroenergética a previnir doença e tratar os resíduos

Um projeto desenvolvido em Pernambuco e aprovado pela Incubadora de Empresas de Base Tecnológica (Incubatep) deve ajudar a indústria sucroenergética a combater bactérias industriais e também a tratar resíduos industriais de outras cadeias produtivas. Criada pelo biólogo João Assis Scavuzzi Menezes e pela biomédica Alexandra Maria Lima, a Fermenta vai trabalhar com consultoria e com o fornecimento de micro-organismos para estes tipos de atuação.

O projeto começou a ser desenvolvido na dissertação de mestrado de Menezes pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e agora começa a ganhar corpo com o registro das patentes e o início da comercialização, que deve começar até o fim deste ano.

“Passamos dois anos desenvolvendo o produto, que não tem similar no mercado. Por ano, uma usina pode gastar até R$ 400 mil para combater as bactérias industriais, com a compra de antibióticos para a indústria farmacêutica. Com o nosso produto, vamos produzir na própria usina um tipo de antibiótico natural, específico para a infecção bacteriana”, explica João Assis Menezes.

No caso específico do açúcar, as bactérias que se alimentam da sacarose e acabam reduzindo o potencial de produção de álcool das plantas. Por isso a necessidade de combatê-las. Já nas demais cadeias produtivas, Menezes acredita na aplicação da inovação em indústrias de laticínios, produtos químicos, em estações de tratamento, entre outras.

“Somos a primeira empresa produzindo micro-organismos para tratar efluentes de empresas públicas e privadas. Podemos atuar tanto numa indústria de baterias, quanto numa estação de tratamento”, completa Menezes. Para ele, ter sido aprovado pela Incubatep dará ao projeto acesso a capacitações gerenciais e a ferramentas para melhor comercializar os produtos da Fermenta. “Estamos em busca de parceiros para comercialização e também montando uma estrutura de logística para atuar mais fortemente no mercado”, conclui Menezes. (Juliana Cavalcanti)


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