VESTIBULAR // Receita de sucesso para escola pública |
|
|
|
|
06.02.2010 Diário de Pernambuco - Vida Urbana Receita de sucesso para escola pública Vestibular // Depois de brilhar com dois alunos nos primeiros lugares da UFPE, colégio modelo da Fcap atrai atenções da população
Juliana Colares Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. A escola não tem espaço físico próprio, laboratório de ciências, nem quadra esportiva. A maior parte dos professores tem contrato temporário e a direção nem sempre consegue manter os salários dos educadores em dia. Motivos suficientes para não figurar na lista das mais "desejadas", diriam alguns. Mas na última quinta-feira, quando abocanhou os dois primeiros lugares gerais do vestibular da Universidade Federal de Pernambuco, a Escola do Recife provou, mais uma vez, que não precisa ser cara para ser boa. Que beleza não é tudo. Que decoreba e bizu estão fora de moda. E que instituições públicas podem, sim, oferecer educação de qualidade. E nem adianta correr para garantir uma vaga na escola para este ano. Agora, só em 2011.
Mas estudar na Escola do Recife não é para todos. A instituição oferece do 6° ao 9° ano do ensino fundamental, o ensino médio e um curso técnico em administração. Cada série tem apenas uma turma, com exceção do curso técnico, que tem duas entradas com 70 vagas, cada uma. São apenas 292 estudantes nos ensinos fundamentais e médio e 94 no técnico. A cada ano a instituição só abre vagas para o 6º ano (antiga 5ª série). São 40: 10 para filhos de servidores da UPE e 30 para o público externo. Em média, 800 jovens entram na disputa, a cada ano, a uma das 30 vagas destinadas a quem não é da "casa". A forma encontrada pela escola para selecionar quem entra foi uma prova com questões de português e matemática. As poucas vagas que surgem nas outras séries são ocupadas por filhos de servidores, também por meio de seleção. As aulas acontecem nas salas da Fcap (todas climatizadas), no horário em que não há aulas na faculdade. Ou seja, à tarde. Só o técnico ocorre à noite. Apesar de ser pública, a escola cobra mensalidade - R$ 119. Mas os filhos dos servidores e alunos de baixa renda têm bolsa. São 89 integrais para alunos do fundamental e do médio, além de 26 totais para estudantes do curso ténico. Sem esquecer dos 11 estudantes que têm desconto de 50%. A inadimplência, diz a coordenação, chega a 85%. O dinheiro é usado para pagar os professores que prestam serviço, segundo a direção. "O que o aluno paga não é suficiente e acabamos suprindo o restante com receita da pós-graduação (da Fcap)", disse o diretor da escola e da faculdade, Arandi Maciel Campelo. Segundo ele, não há previsão de realização de concurso para professores para a escola. Compartilhar |
185 visitantes online | 634 visualizações
[ voltar ]